26 de Outubro de 2009

“Um jogo transcedental, capaz de superar Final Fantasy em número de relançamentos e remakes. Jogo esse que tem sua base fortemente consolidada no Japão, mas que aos poucos, está abrindo horizontes mundo afora”
Desenvolvedora: Falcom
Distribuidora: Sega
Gênero: RPG/Ação
Tamanho: 2 Mega
Lançamento: 1988 ![]()
Hoje, o Reino de Ys é uma terra pacífica, mas há muito anos atrás, essa mesma terra foi ameaçada por forças malígnas. Felizmente, existiam as Deusas de Ys, que salvaram o reino de ser tomado pelas trevas. Existem 6 livros que contam toda a história desses acontecimentos, todos estão escondidos nos lugares mais obsoletos imagináveis, assim, estão protegidos, pelo menos até o dia que as Deusas precisarem ser invocadas novamente. Será que esse dia chegará?
A maré do dia anterior estava furiosa, mas naquele dia estava mais calma do que nunca. Um humilde pescador estava caminhando para a praia, local de seu trabalho. Foi então que ele avistou algo adiante, parecia um corpo, seria uma vítima da maré? Ao aproximar-se, viu que tratava-se do corpo de um jovem rapaz, estendido na areia, o pescador notou que seus cabelos eram de uma cor nunca antes vista em suas terras, eram vermelhos vívidos, pobre garoto… mas ao tocar seu peito, seu coração ainda batia! Sem pensar mais, levou-o correndo para sua casa, onde poderia tratá-lo.

Após recuperado, o garoto lhe contou seu nome, chamava-se Adol, o pescador, pressentindo algo bom a respeito daquele garoto, deixou-o ficar em sua residência. Adol tinha um espírito aventureiro fora do comum, e em sua andanças, avistou uma pequena montanha, logo ficou sabendo que em seu topo ficava a temida Torre dos Condenados, onde diziam ter surgido os problemas de Ys.
O que havia na Torre dos Condenados? O que era Ys? Mesmo sem saber, Adol pressentia que seu destino estava nesses lugares. O bondoso pescador, mesmo alertando-o, não podia impedir um espírito tão aventureiro, e aconselhou que ele podia achar a resposta na cidade mais próxima, Minea, então deu-lhe equipamentos e algum dinheiro, desejando-lhe boa sorte em sua jornada.

Entramos na pele de Adol Christin, e o jogo começa a partir do momento que ele chega em Minea. Agora vamos simular o que ocorre na realidade, partindo do fato que “com certeza” você está jogando no próprio Master System: “você coloca o cartucho e aperta power, eis que surge uma linda tela de abertura, com uma mulher nua segurando uma bola (sangue esguichando pelo nariz)… de cristal! Bom, você então inicia o jogo e começa a andar pela cidade de Minea”. Pulei algo? Não, e é assim que Ys começa, sem aberturas, apresentações, histórias, tudo aquilo que hoje é obrigatório, em Ys, você começará e sairá jogando. Parece estranho, mas visto que muitos RPG’s hoje considerados épicos começaram assim, nossa opinião terá uma segunda chance.
Um dos encantos do enredo de Ys é justamente não “cuspir” a história para o jogador, conforme sua aventura progredir, você montará pedaços fundamentais, portanto, seu objetivo não é totalmente claro em praticamente todo o desenrolar do enredo, e só será possível descobrí-lo encaixando todos os pedaços desse misterioso quebra-cabeça. Inicialmente, como em todo bom RPG, você conversará com as pessoas do vilarejo, tomará umas e outras, e claro, fará bicos para conseguir uma graninha, afinal, todo herói já foi um cara ordinário algum dia. Mas logo que você falar com a mística Sara, seu destino inicial será revelado, e assim sua jornada começará a ganhar sentido.

O sistema de Ys não trará complicações aos aventureiros iniciantes, você terá disponível um menú com 6 opções básicas, mas que suprem todas as necessidades do jogo:
Geralmente uma das coisas mais esperadas para se julgar um bom jogo de RPG, claro, são as lutas! E quando esse momento chega em Ys… arrrrrrgggghhhhhh! Bom, resumidamente, você terá que literalmente bater de encontro com os inimigos, se você for mais forte, matarás, se for mais fraco, tomarás, nada muito complexo. Com o tempo você pegará algumas manhas, do tipo esquivar-se rapidamente e desferir um golpe sorrateiro pela diagonal num ângulo de 135°, parece simples, mas isso exige um pouco de prática amigos, a hora que você mestrar essa técnica ancestral, garanto, seus oponentes não terão uma segunda chance. Nem preciso dizer que, como todo “Oldschool RPG”, horas de combates serão perdidas para se conseguir níveis, e assim partir para o próximo castelo ou caverna.

É fato que os labirintos de Ys são desafiadores, prepare-se para rabiscar alguns papéis, pois boa parte dos segredos do jogo estão escondidos nas entranhas mais obsoletas de templos e cavernas. Passagens secretas são uma constante, em algumas partes, acho que perdi os poucos fios de cabelo que tinha, claro, nada comparado com os labirintos estratosféricos de Phantasy Star, e muito menos a visão, que em Ys é isométrica, mas a experiência de explorar esses labirintos ainda é emocionante, e várias horas serão perdidas tentando-se desvendar portas ocultas e tesouros escondidos, e isso garanto, é o maior desafio dessa jornada.

Ys é um jogo que ultrapassa gerações, e cada geração que atravessa, deixa mais fãs, tanto pela bela história quanto por sua músicas inesquecíveis. Apesar de ostentar gráficos antiquados e um sistema simplório para os padrões atuais, devemos nos conter à época em que foi lançado, até mesmo antes do clássico Final Fantasy. Em um âmbito mais pessoal, minha paixão pelo 1° Ys é muito maior do que pelo 1° Final Fantasy, mas isso senhores, não pode ser discutido, pois tem caráter fortemente nostálgico. No geral, Ys é um jogo excelente, e recomendo para pessoas que não possuem preconceito pelas técnicas ultrapassadas que estão evidentes, mas conseguem olhar além do óbvio, que é um mundo original, um enredo digno de um livro, com personagens bem elaborados, e além disso, consegue ser muito divertido e desafiador. Ys sempre será um dos medalhões do RPG, e tenho dito.

Muitos comparam a versão de Ys para NES com a de Master System, teoricamente, no NES deram uma remodelada nos gráficos, adicionando texturas e objetos, mas na prática, a versão de Master System é muito mais fiel a original do computador PC-8801. Para o potencial gráfico do console, Ys não pode ser considerado um auge, mas possui cenários grandes e bem coloridos, o avatar dos personagens principais são muito detalhados, e outro ponto forte são os sprites de NPC’s e inimigos, que apesar de não haver grande variedade, são bem simpáticos.
Só tenho duas palavras para descrever essa experiência, Yuzo Koshiro, para quem não está familizarizado com o nome, trata-se simplesmente de um dos maiores gênios da música de videogames, que junto com Mieko Ishikawa e Abe Ryuujin, fizeram mais um clássico. Por tratar-se de um port, as músicas foram originalmente compostas para PC-88, e na versão de Master System foram arranjadas pela “Sound Team J.D.K”, equipe de som da Falcom. As músicas de Ys são épicas e continuam conquistando novos adeptos que não puderam apreciá-las na época. “Feena” e “Fountain of Love” são músicas tenras e que ficam na memória, já “First Step Toward Wars” e “Tower of the Shadow of Death” são músicas heróicas, temos também as músicas de chefes, que sempre foram o ponto forte de Koshiro, como as enérgicas “Holders of Power” e “Final Battle”, e tenho certeza que você não esquecerá quando Reah tocar sua harmônica, com a belíssima “Temple del Sol”. É difícil descrever um clássico musical em poucas palavras, e a série Ys sempre nos proporcionou isso.
Originalidade é a palavra. O enredo também é outro ponto forte, o fato de desvendarmos a história de Ys ao longo do enredo torna o jogo mais misterioso, consequentemente, mais interessante. Muitos fatos são deixados encobertos e exigirão imaginação, pois os segredos estão por toda parte, explorando a sede por aventura. Eu costumo comparar jogos com enredos bons a livros, onde a cada página temos uma nova surpresa, e com Ys é assim, cada novo passo da aventura terá boas surpresas, claro, confesso que clichês existem, mas devido a idade do jogo e a originalidade de boa parte dos acontecimentos, um possível preconceito será equivocado.
Devo salientar que, para fazer um review, tento esquecer ao máximo os valores sentimentais, e me focar no jogo em si, mas claro, me contendo a sua época. A jogabilidade de Ys é mediana mesmo para a época em que foi lançado, e diria que muitas vezes ela se torna cansativa pela repetição da simplicidade. Se por outro lado temos músicas e enredo criativos, aqui caímos num buraco escuro, as batalhas realmente não são empolgantes, trombar com seus oponentes constantemente pode torna-se um martírio, ironicamente, falta “Ação” num título de “RPG/Ação”, porém, procurei não descontar mais, afinal, o foco de um RPG não precisa ser necessariamente a dinamicidade, e sim um enredo bem elaborado.
Uma vez terminado o jogo, creio que não haverá muitas novidades, pois a maior parte dos segredos do jogo são essenciais para o progresso do mesmo, porém, por tratar-se de um jogo curto e divertido, acho que vale a pena mais um partida após algum tempo, para relembrar essa experiência que é jogar Ys, que posso afirmar sem receios, é um dos melhores títulos para Master System.
7
26 de Outubro de 2009 @ 18:43
Bela análise, Sir Kao.
Ainda estou pra ter uma experiência semelhante a que tive jogando Ys.
Estes enredos que focam simplesmente num “espírito aventureiro” do protagonista parece que se perderam com o tempo.
Além do que, perdi as contas de quanto tempo gastei procurando (e sabendo que tinha que procurar) a gaita da Reah nas minas.
E falando das músicas, como não citar a Morning Grow? Nem sendo sinestésico dá pra falar da força que essa música tem!
26 de Outubro de 2009 @ 21:10
Gostei da análise !
Joguei esse jogo no meu Master ainda, mas nunca consegui ir muito longe nele, geralmente morria logo que saía da cidade.
Mas as músicas ficaram gravadas, uma mais bela que a outra !
26 de Outubro de 2009 @ 21:35
Taí uma série que eu tenho muita vontade, porém pouco tempo, de jogar! Sempre ouvi falar muitíssimo bem mas nunca finquei o pé e meti as caras. Saíram uns remakes da série para o Nintendo DS, será que esse primeirão foi na leva? Tomara!
Uma coisa que sempre me deixa indignado, quase toda análise (ou até mesmo comparação) fala da falta de carisma ou identidade própria da série Final Fantasy. Seja Dragon Quest, Phantasy Star, Lunar, Shining Force, etc… sempre rola alguém falando mal de Final Fantasy e tal, então por que diabos a série já está com uma versão 14 encaminhada e com milhares de fanboys? Eu não gosto de Final Fantasy, só gostei do VI e da série Mana e Tactics.
No mais, gostei da análise… bem elaborada, sem spoilers e me deixou realmente com vontade de jogar!
27 de Outubro de 2009 @ 11:05
Olha aí mais um que só curtiu mesmo o Final Fantasy VI
O V achei médio. Confesso que gostei bastante do VII também — tá, são DOIS FFs dos quais eu realmente gosto, o VI e o VII.
Ys: joguei o III do Mega, gamei. A trilha sonora, na minha humilde opinião, é ainda melhor do que a do Ys I (embora, pelo visto, eu seja o único ser vivo do planeta a pensar assim). Só anos depois zerei Ys I do Master e logo em seguida o do PC Engine. Muito bom, gosto muito do pouco que conheço da série.
27 de Outubro de 2009 @ 12:42
Boa análise Sir Kao!
Está aí um jogo que tenho que terminar… sempre morria num andar com gás na Darm Tower. Pelo menos eu acho que era gás…
Antigamente quando eu era um menininho eu literalmente julgava os jogos pela capa. Quando ia alugar algum jogo eu olhava a caixa e caso achasse ela babaca passava longe do jogo…
O babaca era eu de pensar assim, mas eu não tinha consciência das coisas. Foi por isso que demorei um pouco a alugar para jogar essa beleza. Joguei e gostei.
Ys é um jogo muito legal mesmo; dos jogos da série terminei somente dois. O primeiro que terminei foi o III no SNES, posteriomente o IV.
O Gagá enganou-se ao pensar ser o único que acredita que as músicas do Ys III são melhores que as do I, também acho isso. Para vocês terem uma ideia, eu ficava parado na cidade de Redmont, largava o controle e ficava ouvindo a música durante horas. Acabei gravando a música em fita cassete na época, do tanto que minha mãe reclamava da música, que para ela era “enjoada” (ela DETESTA músicas de videogames até hoje).
27 de Outubro de 2009 @ 12:55
Eu ADORO essa música de Redmont. O mais engraçado é que, na minha opinião, a música de Redmont é MELHOR no Mega Drive do que no PC Engine. A versão de SNES, infelizmente, tem som sofrível.
Outro dia baixei uma caixa especial só com trilhas de YSIII, um verdadeiro delírio:
http://www.squareenixmusic.com/albums/y/ysfelghanabox.shtml
Tem o link para download em algum lugar no Twitter do Gagá Games.
E sobre o YS I, é gás mesmo. Tem um lance de quebrar um pilar da torre para o gás vazar ou coisa do gênero.
27 de Outubro de 2009 @ 13:23
Valeu pela indicação Gagá!
Eu tenho no meu computador o CD da trilha sonora do Ys III (WANDERERS FROM Ys SUPER ARRANGE VERSION), mas nem sabia dessa coletânea! Baixa-la-ei também!
Para mim as músicas de Redmont, da entrada da Tigray Quarry e mais uma que não me lembro exatamente onde era já valiam o jogo!
Não me recordo das diferenças das músicas nas versões que você citou. Pouco joguei a versão do Mega Drive, joguei mais no SNES e no PC Engine; desse último inclusive ainda tenho o CD do jogo.
E minha memória não está tão falha assim pelo visto… lembrei-me corretamente do gás!
27 de Outubro de 2009 @ 13:31
Eu falei brevemente sobre o assunto aqui:
http://www.gagagames.com.br/?p=1895
E faço um comparativo entre versões com a música da Tigray Quarry (segundo player do post), dá uma espiada.
27 de Outubro de 2009 @ 13:31
@ Antlos
Obrigado, e concordo totalmente, os jogos parecem que perderam aquela magia de focar na aventura do protagonista, e Ys continua sendo intenso por esse motivo.
São tantas músicas épicas que cometi uma injustiça esquecendo da excelente “Morning Grow”, que também é um petardo inesquecível, bem lembrado.
@ Cosmão
Legal que gostou. Sabe, Ys é um tanto áspero no começo, já que terá que batalhar muito para progredir, mas o esforço vale a pena, já que a aventura que te espera é inesquecível.
@ Samuel Batista
Muito grato pelos elogios. O DS teve um remake dos dois primeiros jogos, com gráficos 3D e tal, mas para os puritanos, o melhor remake já feito é o “Ys I & II Complete”, com o 2D mais caprichado que já vi, sem dúvida.
Sabe, acho que existem muitas outras séries excelentes, mas injustiçadas por falta de divulgação ou preconceito, fato que não ocorre com Final Fantasy, talvez porque hoje em dia o que manda mesmo é o marketing, e nisso ela sempre está na frente.
@ Gagá
Eu já gosto muito do Final Fantasy IV e do VI, passou disso já começo a ter tonturas, não sei se são os gráficos 3D ou aqueles menús escalafobéticos.
Compartilho da opinião de que Ys III também tem uma trilha bem legal, porém sou outro puritano que prefiro a dos primeiros jogos. Mas eu entendo o sentimento bixo, pelo menos para mim, chama-se nostalgia, e isso ninguém nos tira da cabeça, ainda mas nós que já estamos velhacos.
E tá vendo? Não demorou muito pra achar alguém com a mesma opinião.
@ Eduardo Shiroma
Muito grato, e esse negócio de julgar pelas capas acho que é algo que muita garotada fazia, inclusive eu, tanto que nos idos de 80 (nem vou falar minha idade) aluguei Phantasy Star e não gostei, pois pensei que era uma coisa e vi outra, então devolvi, e só depois de anos que me toquei da besteira que fiz, mas criança é criança.
Ys III é um jogo muito bom também, ele é um pouco injustiçado pois ficou incoberto pela sombra dos primeiros jogos, mas não deixa de ter seus encantos e uma trilha sonora que também arrasa. E não esquenta, sua mãe não era muito diferente da minha, mãe é tudo igual, e nós as amamos desse jeito.
27 de Outubro de 2009 @ 16:26
Falando do remake do DS, tive o prazer de jogar ele há pouco tempo.
No começo fiquei meio receoso, mas vou falar, fizeram um trabalham bem bacana com o portátil.
O que se perdeu mesmo foi a magia de chegar pela diagonal no inimigo pra atacar, já que agora tem um botão pra dar paulada nos bichos. Se bem que tem também a opção de controlar o Adol pela stylus, aí nesse caso dá pra atacar da maneira clássica. Como joguei no emulador, posso falar que controlar o Adol com o mouse não é uma das experiências mais agradáveis heheh.
Agora, comparando os remakes, pra mim o do PS2 ganha, pelo menos em relação a trilha sonora. Se eu não me engano, ela se parece bastante com o Eternal que saiu pra PC, mas tem umas diferenças sutis que puta vida, ainda mais nas músicas do Ys II.
Não sei se vou arranjar briga aqui, mas a música de Ruins of Moondoria dá um pau na First Step Towards
Se bem que já falaram que a OST de Ys III é melhor, então eu estou em território ^^
27 de Outubro de 2009 @ 19:46
Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo ótimo artigo para logo em seguida ser mais uma vez um chato que vai corrigi-lo. O famigerado erro de digitação é original da caixa americana (está no rótulo do cartucho também), por causa dele ainda há muita gente que escreve erroneamente o nome do jogo com “Y’s” (não foi uma indireta para você Gagá XD). Quer deixar um fã da série bravo? É só escrever ou pronunciar o nome do jogo errado :P.
http://www.smspower.org/scans/sms/scans/y/ys-cartridge4.jpg
http://www.smspower.org/scans/sms/scans/y/ys-both1.jpg
Outra coisa, pelo que sei foi o Bo (Tokuhiko Uwabo) que portou as músicas para o Master System. Falando nisso, o jogo tem um sound test secreto. No fim dos créditos, quando aparecer “Presented by Sega”, segure diagonal inferior direita e aperte 1. Há pelo menos uma música não usada no jogo: Theme of Adol. Não me lembro se tem outra (é a idade XD). Para melhorar o fator replay sugiro que da próxima vez joguem a versão japonesa com a unidade FM habilitada. E que músicas este jogo tem! Quem nunca deixou o Ys no Master/emulador na tela-título só para ouvir “Feena”?
Quanto à jogabilidade, o Adol do Ys do Master System é muito devagar, dá até sono em algumas partes. Apesar disso considero este port bem-feito. Ah, até sinto falta de jogos em que você aperta START e já sai jogando, coincidentemente estava pensando nisso ultimamente. Em muitos jogos hoje em dia há uma abertura (que muitas vezes não pode ser pulada), depois tem um tutorial ou fase tutorial que não pode ser pulado também e por aí vai. Foi-se o tempo em que você era jogado no meio da ação e tinha que aprender tudo na marra (com a ajuda do manual e das revistas, lógico :P).
“Eu costumo comparar jogos com enredos bons a livros”: por coincidência (ou não) os dois primeiros títulos quando juntos costumam ser chamados Ys Book I & II. Algo que aprecio no Ys I é que a história do jogo se sustenta por si só, porém ela é o primeiro capítulo de uma história maior que é concluída em Ys II: The Final Chapter. Desde que zerei o Ys II pela primeira vez considero os dois jogos como um só. E quem não se contenta só com os jogos e suas trocentas versões, tem o anime pra deturpar a história: o Livro I tem 7 episódios e é “alegre”, já o Livro II tem 4 episódios e é “sombrio”. Procurem por “[AHQ] Ancient Books Of Ys”, os capítulos estão em ótima qualidade, dual audio (japonês ou inglês) e legendas em inglês. Postaram uns links na minha comuna do orkut, não sei se ainda funcionam.
Considero o Vagullion (chefe morcego das minas) o chefe mais difícil desta versão e de muitas outras versões e o labirinto do vento demoníaco é sem comentários -_-. Já joguei este Ys do Master em tudo quanto é lugar: Master, Mega com adaptador do Master, emulado no DOS/Windows, GBA, DS e PSP. Queria ter jogado no Game Gear com adaptador do Master.
@Orakio “O Gaga” Rob
Nunca dei uma chance pro Final Fantasy, os únicos que joguei são spin-offs. Talvez se um dia comece a jogar, começarei pelo VI. Tenho aversão por RPGs (principalmente os de turno), não consigo jogar direito nem as séries que mais gosto: Ys e Phantasy Star (por que será?). Ah, enfim você encontrou um da sua trupe aqui XD . Se o orkut ou alguma outra pessoa não apagou, ainda dá pra ver seus posts pedindo para eu postar álbuns do Ys III na minha comuna.
@Antlos
Uma das razões de eu gostar de Ys é por causa da sede insaciável por aventura do personagem Adol que sempre age por conta própria (com exceção do Ys SEVEN que ainda não joguei). Outra coisa: em nenhum dos títulos da série Ys que joguei o protagonista tem como objetivo salvar a amada(o) do perigo. A coisa mais clichê de qualquer mídia artística é ter um romance do protagonista jogado em algum lugar que afeta diretamente o rumo dos fatos. Concordo com você em relação à The Morning Grow, ela é magnífica! Mas discondo em rerelação aos remakse do Ys no DS, eu acho-os péssimos. Pra mim são ports mal-feitos do Ys I & II Complete do PC (Windows, pro Gagá não brigar comigo XD), o primeiro parece versão beta e o segundo é melhorzinho. A trilha do PS2 é boa mesmo, bem melhor que as ridículas músicas em WAV do Ys I & II Complete. Estou jogando Ys I & II Chronicles do PSP e as versões são excelentes também. E acho que sou puritano como o Sir Kao disse: prefiro First Steps Towards Wars a Ruins of Moondoria.
@Samuel Batista
Não recomendo os Ys de DS, tente o Ys I & II Complete do PC. Se possível, emule os Ys do Master, NES, Mega e SNES no DS, é melhor do que aqueles ports horríveis
.
@Eduardo Shiroma
@Sir Kao
Quem nunca jogou um livro, digo, jogo pela capa que atire a primeira pedra ^o^. Minha mãe gosta das músicas de vídeo-game que eu ouço. Acho que herdei meu bom gosto dos meus pais XD.
Por fim deixo o blog dos dois brasileiros que mais manjam de Ys que conheço (Hades-Sama e Red Hairdo): http://www.ysinfinity.com/ . Obrigado pela atenção, acho que fui breve
.
27 de Outubro de 2009 @ 19:55
Minha relação com o Ys do Master é bem parecida com a do Cosmão: peguei o game numa época em que era bem “cabaço” em relação aos RPGs, só tendo jogado (e terminado) antes apenas um jogo deste gênero: Phantasy Star. Minha experiência no Ys foi mesmo horrível, não consegui fazer praticamente nada, e como na época meu inglês era fraquíssimo, fiquei perdidão bonito. De cara achei ele um game bem mais complicado do que o Phantasy Star e não tive “coragem” de pegá-lo novamente para jogar depois de todo este “trauma”… hehehehhe… mas quem sabe um dia…
27 de Outubro de 2009 @ 20:56
@ Antlos
Não sou contra remakes, pelo contrário, adoro ver como ficam aqueles jogos antigos que, pela limitação de gráficos, faziam-nos imaginar aqueles mundos fantásticos em uma definição mais realista. Mas quando o remake é feito tão belamente em 2D, assim como Ys I & II Complete, ah… na minha humilde opinião nenhum 3D consegue bater, por esse motivo não consegui olhar para a versão do DS com os mesmos olhos.
@ ANTIDEUS
Imagina meu caro, eu realmente adoro esses puxões de orelha, sem brincadeira, com eles eu sei que apesar da idade, ainda há muito o que aprender, muito obrigado pelo toque, já está corrigida a informação.
Outra coisa, você anda arrasando nos comentários, acho que vou começar a te consultar antes de fazer um review, ou melhor ainda, te convidar a participar do nosso time, dá uma pensada e se achar legal me manda um e-mail com a resposta, seria uma honra ter mais um velhaco pra jogar gamão e falar da vida.
@ Breder
Com certeza o que jogamos na juventude, sendo uma experiência boa ou ruim, fica gravado para sempre em nossas memórias, e muitas vezes, ao redescobrirmos esses jogos, surge uma paixão que nos acompanha pelo resto da vida. Nossa, estou inspirado… mas é verdade, a chave é nunca desistir, você pode acabar se apaixonando, experiência própria.
27 de Outubro de 2009 @ 21:56
@ANTIDEUS
Cara, esse apóstrofo é algo que até hoje não consegui separar do nome Ys. SEMPRE que escrevo o nome do jogo tenho o impulso de tascar o maldito lá.
Até hoje não zerei o YsII… tô pensando em fazer diário de bordo YsI&II de PC Engine.
@Sir Kao
Entra na fila… já convidei esse cara 500 vezes, ele se recusa a integrar o Gagá Games. Se ele aceitar o seu convite, vou começar a fincar gatos pretos mortos na porta da casa dele
27 de Outubro de 2009 @ 22:39
@ANTIDEUS
@Sir Kao
Poxa, então fico sozinho no canto das pessoas que acharam os Ys pro DS bacanas hehe
Olha só, concordo sem por nem tirar com o que você disse Sir Kao: realmente, quando um remake em 2d é tão bem feito, não há 3d que o bata.
Mas tento me explicar: por mais que a nostalgia aperte, achei bacana a idéia da Falcom – e me corrijam se não for ela – de tentar transpor esse universo do Ys para um plano 3d. Pode não ter sido um tiro certeiro, mas na pior das hipóteses, pelo menos mostra o que não deve ser feito.
E, tentando fazer algum sentido, talvez o maior problema dessa versão seja pensar bidimensionalmente em três dimensões. Aí acontece o que a gente vê no jogo, um 3d meio chapado, meio sei lá. Pode ser feio aos olhos, mas acho que vale uma jogada.
Outro problema que não ajuda em nada a agradar é que o próprio foco de visão do jogo é tão colado no Adol que você, as vezes, tem que andar “de soquinho” pra não trombar com um inimigo que surge na sua frente.
Tô vendo com tanta crítica, talvez, até me perguntem como que eu pude achar esse remake bom. Enfim, versão beta ou não, ainda vale conferir – pelo menos se você já tiver jogado outras versões ^^
Bom, relativismos e críticas a parte (e porque não, tacar fogo na discussão), Moondoria continua melhor que First Step Towards. =P
E, ANTIDEUS, a título de curiosidade, no remake do PSP chegaram a colocar algum extra diferente? Ou fica restrito a time attacks e galerias? Ou nem isso? O máximo que vi sobre ele foram alguns videos bem legais.
E pra finalizar, Sir Kao, pra dar uma incrementada nas resenhas de OSTs, que tal pegar uma das orquestrações que fizeram com as músicas do Ys, já que tá dando pano pra discussão também? : ) Ou isso ou aquele box com uma penca de cds em comemoração aos 20 anos da série SaGa. Bom, sugestão é o que não falta ^^
27 de Outubro de 2009 @ 22:42
Recomento tb a versão de PC desse game! É o único episódio da série que joguei, e é muito bom!!
Quem gosta muito disso é o Nigaz, pena que ele ta sumidão!
28 de Outubro de 2009 @ 0:59
@Sir Kao
@Orakio “O Gaga” Rob
Alô? Sir Kao? Ah, é sobre o seu convite… *perplexo* O QUE??????!!!!!! Um Dingoo??????!!!!!! Aceito o convite agora mesmo!!!!!! *pulando de alegria* . Onde eu assino?
Bem Gagá, infelizmente você vai ter que começar a fincar gatos pretos mortos na porta da minha casa :D.
Bom, falando sério agora, não posso aceitar o seu convite porque além de não saber escrever direito e demoro muito, por isso que não tenho muita paciência para tal atividade. Acho que tenho problema em organizar as idéias, tem hora que faço tantas associações que me perco. E do jeito que eu sou, se sair um texto por ano acho que é muito XD . Estou pensando em fazer um twitter, assim posso postar coisas (des)interessantes para o Gagá e quem mais estiver interessado. Quem sabe depois eu mude de idéia…
Gagá, se voce fizer um diário de bordo do Ys Book I&II do TurboGrafx-CD me avise! ^o^ Seria interessante para eu relembrar os jogos, se não me engano só joguei uma vez.
@Antlos
Os Ys do DS foram portados pela Interchannel-Holon, porém não sei quem teve a idéia de colocar 3D no jogo. Os gráficos 3D não são ruins, o que eu acho pior é a tentativa de portar algo que o DS não dá conta, seria muito mais interessante um versão decente refeita para extrair o máximo do DS. Ah sim, só recomendo estas versões para fãs.
Ys I & II Chronicles do PSP é um port praticamente perfeito (até onde joguei) de Ys Complete I & II do PC, é mais do mesmo. O que vi de novo foram os artworks novos e mais felizes (tem como escolher os antigos também). Há um caderno no menu com fotos e descrição dos personagens e tem como escolher entre as trilhas do PSP (excelente), Eternal (para os masoquistas) e PC-88 (para os saudosistas). Infelizmente nunca joguei o Ys I & II Eternal Story para PS2, só ouvi as músicas, então não tenho como comparar.
28 de Outubro de 2009 @ 1:06
Caramba, quase me esqueci de postar isto. Achei no fórum Ancient Land of Ys um patch que permite jogar o “Y’s” americano do Master System com o som FM. Além disso os nomes alternativos foram substituídos pelos originais:
http://seldane.proboards.com/index.cgi?board=ysI&action=display&thread=4604
28 de Outubro de 2009 @ 12:43
@ Gagá
Droga, não foi dessa vez, mas se um dia que ele aceitar de alguém, saímos na bengalada!
@ Antlos
Sobre as OSTs, é uma ótima ideia, na verdade aquela seção está meio morta, achei que não tinha feito muito sucesso, pois é fato que a maioria das pessoas querem puxar as trilhas, e não ficar lendo sobre elas. Mas é bom eu receber esse feedback, assim posso pensar em dar continuidade.
@ Sabat
A versão que você está se referindo deve ser a Ys Complete I & II, que eu assino em baixo, ela realmente é o “ó do borogodó”.
@ ANTIDEUS
Ah, que pena, eu já estava pronto para ser atacado por bolas voadoras pelo clube de bocha do Gagá. Bom, mas qualquer coisa que você planejar fazer, te dou meu apoio meu camarada,
Sobre o patch, eu havia mencionado uma vez aqui no blog, os caras fizeram um ótimo trabalho, ele também traduz os nomes originais dos personagens e itens do jogo que foram modificados na versão americana, muito legal mesmo.
P.S.: Por algum motivo os seus comentários estão caindo no spam, acho que seu nome é muito ameaçador.
28 de Outubro de 2009 @ 23:41
The Screamer tocando no violino:
Feena – Ys
http://www.youtube.com/watch?v=geELgxPAjLY
@Antlos
Ruins of Moondoria – Ys II
http://www.youtube.com/watch?v=T0vfyiuCObc
@Orakio “O Gaga” Rob
@Eduardo Shiroma
Varestine Castle – Ys III, versão Ys -The Oath in Felghana-
http://www.youtube.com/watch?v=WzRV8_LFPt0
14 de Novembro de 2009 @ 0:39
É, muitos anos se passaram desde que aquele grupo de aproximadamente 14 pessoas que programaram o primeiro (e segundo) Ys comemorou com o lançamento. E agora, em 2009, a Falcom ainda lança jogos da série. Ys Seven, pra PSP, foi o último (por enquanto).
Eu lembro do dia em que ganhei este cartucho de Master System. E do dia em que finalmente saquei o esquema do último chefe e acabei de vez com ele. O jogo era tão fantástico, naquela época, que quando fiz final eu me senti triste. Mas o “See you” que apareceu no final me deixou esperançoso pra uma continuação que não veio pro Master. =(