Retro Fantasy

"The weak only strive to be weaker."

- Magus

2 de Novembro de 2009

Romancing SaGa e um desabafo

Romancing SaGa

O post de hoje é só para deixar claro a minha grande indignação com essa série, que poderia ter obtido uma repercussão tão grandiosa quanto Final Fantasy no Ocidente, mas por algum motivo obscuro, preferiu passar em branco na gloriosa era 16-bit.

Romancing SaGa

A questão é que em comemoração ao 20º aniversário da série SaGa, será relançado no Virtual Console japonês, repetindo, JAPONÊS, o clássico Romancing SaGa, primeiro jogo da série para o Super Famicom. Olha que legal! O quê? Não gostou? Ué, mas é uma notícia tão fantástica, eles só relançam o jogo e ganham alguns milhões a mais, pra que gastar um centésimo desse dinheiro com uma localização?

Na minha humilde opinião? O Virtual Console do Wii poderia ser melhor aproveitado, se fosse utilizado para trazer jogos que não tiveram sua chance no Ocidente, e não… não quero mais remakes, não vi o jogo nem em 2D, por que vou querer vê-lo em 3D?

Romancing SaGa

Agora vamos aos dados, começando com a série SaGa de Game Boy, que foi lançada aqui como Final Fantasy Legend. Sabiam que SaGa foi o primeiro jogo da Square a vender mais de 1 milhão de cópias no Ocidente? Poisé, não foi Final Fantasy coisa nenhuma. As duas continuações também venderam bem fora do Japão, já era motivo suficiente para as outras continuações continuarem atravessando os mares, mas não foi o que aconteceu.

Pulando para o Super Famicom, sabemos que o lendário Final Fantasy IV vendeu cerca de 1.5 milhões de cópias somente no Japão, ao redor do mundo, vendeu simplesmente 3 milhões de cópias, até aí tudo bem, então surgiu o primeiro jogo da série para o console, Romancing SaGa, que vendeu 1.3 milhões de cópias no Japão, quase o mesmo que seu irmão, quanto será que ele venderia no resto do planeta? Uma pergunta retórica, já que ele nunca teve a oportunidade de dar as caras por aqui.

Romancing SaGa

Mas então um fulano levanta a mão lá no fundo: “Ô Tiu Kao, mas e a versão de Play 2? Com gráficos 3D ráigui-téqui e som dólbi digital?”. Bom, em 2005, foi lançado um remake de Romancing SaGa para PlayStation 2, que teve sua versão em inglês com dublagem e toda a perfumaria que tem direito. Essa versão foi massacrada pela crítica, bom, até aí não me importo muito, já que jogo muitas coisas sem me preocupar com a habitual crítica de ego inflado. A questão que não me agrada mesmo é jogar um remake sem mesmo ter jogado a versão original, ainda mais um remake que não mantém em nada a essência retrô do jogo original, com gráficos e jogabilidade totalmente desfigurados.

Romancing SaGa

Por esse motivo que com a ideologia “do it yourself” (faça você mesmo), os nossos amigos romhackers são movidos só com a paixão por algum jogo, e viram-se do avesso para tentar traduzí-los, no caso de Romancing SaGa já houve duas tentativas falhas de traduzí-lo, a terceira estava/está sendo conduzida por David Mullen, o mesmo de Alcahest e Front Mission, porém, a última notícia sobre o projeto data de 2006, e ninguém sabe se ele ainda está vivo. Para mais informações, visitem o site oficial do projeto.

Fica por aqui uma notícia que acabou virando um desabafo. Quem não concorda que atire a primeira pedra, ou de preferência um tijolo tipo um Game Boy. :P

Sir Kao

Comentários (15)

15 Comentários »

  1. 2 de Novembro de 2009 @ 17:58

    Eduardo Shiroma disse:

    Belo desabafo!

    O pior dessa história é que não foi só Romancing SaGa que ficou restrito ao mercado japonês! Se formos citar os bons jogos que ficaram conhecidos somente no oriente, a lista será longa!

    É por essas e outras que me aventurei a aprender a língua japonesa! :P

  2. 2 de Novembro de 2009 @ 19:52

    painkiller disse:

    eu concordo com vc plenamente!!
    nao sei o q se passa na kbeça desses caras… seria alguma coisa de direitos autorais?? bem pro inferno com isso!!
    eu admiro muito o trabalho de romhackers, mas, a gente queria msm era uma versao original ocidental e q nao seja 3d… eles fizeram muito bem os remakes de ff de 1 a 6(tirando o 3 q pode ser muito bom, mas nao é o original 2d)… pode ter certeza q se for por questao de $$$, eles estao perdendo uma mina de ouro de fizessem remakes da serie saga, bahamut lagoon, alguns front mission… foda cara, totalmente incompriensivel o q esse povo da square quer da vida…

  3. 2 de Novembro de 2009 @ 22:03

    Sabat disse:

    Tá ai mais uma série de rpg’s que nunca joguei, mas não sou tão contra assim a remakes em 3D não. Veja bem: eu considero que o remake pode ser 3D sim senhor desde que seja algo bem feito, vide Ys book 1&2 que tiveram um remake 3D maravilhoso no PC.

    Eu sou plenamente a favor de uma roupagem melhorzinha desde que o trabalho não altere a essência do jogo e não agrida a memória de quem jogou no passado.
    Por exemplo, estou jogando FantasyStar 4 e estou adorando, mas tentei começar o 1 pra ver como era e achei arcaico demais: esse é o caso em que eu procuro um remake (infelizmante não tem nada em ingles, ainda).

    Como o game em questão nunca foi lançado aqui, não veria problema se o remake fosse em 3D desde que obedecesse o que disse acima, mas é claro: no virtual console, um remake desse jogo em 2D COM O POTENCIAL DO CONSOLE (vide o remake de A Boy and his Blob), ficaria ANABOLIZADO! xD

  4. 3 de Novembro de 2009 @ 12:17

    Sir Kao disse:

    @ Eduardo Shiroma

    Com certeza a lista é bem longa, ainda mais tratando-se do Super Famicom, que não teve nem 10% dos RPGs publicados aqui.

    Admiro isso, e ainda vou me aventurar nessa língua, e quem sabe, aliar isso ao romhacking, o mundo precisa desses heróis. ;)

    @ painkiller

    Acredito que o maior medo na época era trazer algo que não fosse Final Fantasy, então preferiam apostar num título que já estava consolidado no mercado Ocidental. Por esse mesmo motivo que títulos da série SaGa e Mana chegaram como Final Fantasy aqui.

    Mas como você, acho que as empresas japonesas poderiam ter arriscado mais, veja só quantas delas sumiram na era 16-bit, o resultado poderia ser outro.

    @ Sabat

    Sou suspeito para falar de 3D, pois acho que um jogo perde muito do seu charme retrô quando transmutado dessa forma. Eu valorizo muitos os remakes 2D nos moldes de Lunar: Silver Star Story Complete e Final Fantasy Anniversary Edition, onde deram uma nova pincelada, sem alterar bruscamente a jogabilidade e os gráficos.

  5. 3 de Novembro de 2009 @ 23:34

    Samuel Batista disse:

    Eu nunca vou entender a Square (-Enix, agora), parece que as vezes ela se tranca no Japão e esquece do resto do mundo. É impressionante a quantidade dos jogos bons que ela deixou por lá ou então que preferiu não dar tanta importância para focar na série Final Fantasy.

    Se pararmos para ver, não é só a Square-Enix não, várias outras empresas preferiram manter seus jogos apenas para o público japonês como a Nintendo que “privou” o ocidente da fantástica série Fire Emblem (que nasceu no NES) até o GBA, Advance Wars que também só apareceu por aqui no GBA e Mother 1 e 3 também que só deram o ar da graça no ocidente graças ao fãs!. Tem também a sega que deixou “metade” da biblioteca de grandes jogos do Saturn pelo Japão!

    E essa falta de respeito com o mercado ocidental continua, existem RPGs fantásticos para o DS que não foram traduzidos pro ocidente… uma pena!

  6. 4 de Novembro de 2009 @ 14:07

    Sir Kao disse:

    @ Samuel Batista

    É uma lástima, mas as empresas preferem apostar nas franquias que geram o máximo de lucro. No caso da Nintendo, para que ganhar 5 milhões com Mother, se eles podem ganhar 20 milhões com Mario? É realmente por aí o pensamento.

    Mas o mercado está mudando, hoje já temos mais títulos que chegam aqui do que antigamente. O que faz falta mesmo é uma empresa como a extinta Working Designs, focada exclusivamente em fazer localizações.

  7. 4 de Novembro de 2009 @ 14:30

    Samuel Batista disse:

    @Sir Kao
    Vou procurar aqui um post oficial de um desenvolvedor da Atlus mostrando o quão caro e difícil é fazer a localização de um game.

    Lembrei disso agora quando vi sua resposta!
    Se eu encontrar eu posto aqui!

  8. 4 de Novembro de 2009 @ 14:38

    Samuel Batista disse:

    Encontrei o link, e como prometido aí vai:
    http://www.atlus.com/forum/showthread.php?t=4016

  9. 4 de Novembro de 2009 @ 16:04

    Sir Kao disse:

    Muito interessante Samuel, realmente a localização é umas das coisas mais trabalhosas, ainda mais se tiver dublagem. Imagine então os pobres romhackers, que fazem tudo isso de graça, é realmente uma atitude louvável.

  10. 5 de Novembro de 2009 @ 16:55

    Cosmão disse:

    Li muito à respeito dessa série, achei muito bacana, infelizmente ficou presa no Japão, mas pra isso existem as roms traduzidas, que são uma mão na roda pra conhecer jogos como esse.
    Um diário de bordo de um jogo da série seria bem bacana pra mostrar pro pessoal como é o jogo…

  11. 13 de Novembro de 2009 @ 14:11

    Melzas disse:

    Pra mim o romancing 3 é o melhor rpg ja feito, jogo e historia impecáveis.

  12. 29 de Novembro de 2009 @ 22:44

    Dark Dragon disse:

    Fala aí Kaosoleum, frmza?

    Aqui é o Thiago que ia na van!

  13. 30 de Novembro de 2009 @ 19:09

    Sir Kao disse:

    @ Dark Dragon

    Fala Thiago, sumiste rapaz!

    Que legal que apareceu por aqui, espero que goste do conteúdo, eu sei que é a sua cara também.

    Abraço!

  14. 3 de Janeiro de 2011 @ 23:19

    renan disse:

    nossa é terrivel como jogos maravilhosos como e serie saga, bahamut, chaos seed… sabe jogos excelentes… nao sairem da saia nipônica!
    esses herois (Chamados de romhackers)… merecem todo apoio do mundo…
    graças a esses caras pude jogar, magical land of wozz, bahamut… enfim…
    ainda bem que ainda existem essas pessoas no mundo!
    O lado ruim de se jogar uma rom traduzida no pc… é que a imagem fica toda “zuada!”…
    foi dai que tive a brilhante idéia de comprar uma placa de video com tv-out e jogar a imagem do pc na tv!
    ficou maravilhoso!
    parece que estou jogando no meu baby!

    recomendo a todos os retro-gamers, fans de jogos nipônicos traduzidos…

    até mais… :)

  15. 17 de Junho de 2011 @ 9:05

    thiago borges disse:

    Galera esquecem que o mercado tanto sega, sony, nitendo ao sair do mercado japones tende a passar por uma pesquiza de mercado americano e europeu um bando que empresarios americanos que compram os direitos no pais e assume a fabricacao dos jogos pagando os impostos e claro os direitos as empresas e como a de convir rpg nos estados unidos tem de agradar os nerds americanos e nao era tao chegados a anime japones. E claro veja a serie final fantasy comprara com outros jogos parece muito com rpgs futuristas de livro vingou bem .
    Entao nem podemos ai reclamar puxamos sacos de americanos e eles mandavam no nosso mercado. Hoje com o avanco da internet podemos mudar esse quadro e claro exigir jogos ja na nossa linqua.

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