Retro Fantasy

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Illusion of Gaia

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“Segundo jogo da trilogia Soul Blazer, e com uma proposta mais envolvente, Illusion of Gaia, assim como seu antecessor, mesclou muita ação com elementos de RPG, e fez jus à marca registrada da série, a Terra, ou como antigamente conhecida, Gaia.”

Ficha Técnica

Desenvolvedora: Quintet

Distribuidora: Nintendo

Gênero: RPG/Ação

Tamanho: 16 Mega

Lançamento: 01/09/1994 eua_flag

Numa civilização longínqua, houve uma explosão de conhecimento científico, e os antigos detentores dessa sabedoria manipularam a ciência de tal forma, que conseguiram criar novas formas de vida, assim elas poderiam melhorar a vida na Terra. Mas os seres humanos nunca estão satisfeitos, e algumas mentes maquiavélicas usaram esse conhecimento para criar bestas de guerra, com inteligência inimaginável.

Consequentemente, esses experimentos perderam o controle, e os monstros começaram a aterrorizar a civilização, e o mundo começava a sucumbir. Nessa guerra ancestral, duas forças lutaram até o fim, os Cavaleiros da Luz e da Escuridão. Mas uma poderosa arma decidiu o fim de uma batalha, e da guerra, um estranho cometa, que colidiu com a terra e com sua radiação trouxe destruição e caos, matando e transformando pessoas e animais em monstros.

Mas não parou nisso, a cada 800 anos, o cometa retorna para causar outra destruição e mudar por completo a civilização, e cada era conhecerá um império, desde os egípcios e babilônios até os incas. Muitas lendas e boatos passam de geração em geração, mas só uma certeza, que o cometa voltará, e tudo virará cinzas novamente.

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A aventura começa na pacífica cidade de South Cape, numa época de grande prosperidade. Você é Will, um garoto incomum, filho de Olman, um respeitado líder de uma guilda de aventureiros.

Mas qual o motivo dessa diferença? Bom, a algum tempo atrás, houve uma expedição dessa guilda, partindo de South Town, com rumo a lendária Torre de Babel, para assim desvendarem o maior segredo lá guardado. Mas algo aconteceu e a expedição se perdeu, sobrando somente uma pessoa, claro, Will! O fato é que ele não se lembra de nada do que aconteceu, mas algo ficou dessa história, seus enigmáticos poderes psíquicos.

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Logo que você começa a jogar Illusion of Gaia, perceberá a semelhança inevitável com Zelda, jogando um pouco mais, enxergará a linha que separa esses jogos, pois diferente de uma aventura com elementos de RPG, aqui temos uma experiência que mistura Ação com RPG, porém, um enredo bem mais linear.

Começamos o jogo numa sala de aula numa igreja, logo que o sino toca, e após alguns conselhos do padre, começamos a explorar South Cape. Logo de início você encontrará Gaia, no qual fica sabendo que é “o escolhido”, mas ainda não sabe a resposta. Logo as evidências começam a aparecer, assim que Will encontra-se com seus amigos Lance, Seth e Erik no “esconderijo”, ao chegar lá, você fará um showzinho e mostrará o porquê da vida ser injusta com eles. Ainda sem objetivos, a chave da aventura mostra-se em Kara, a princesa fugitiva (algo cheira a Zelda), quando você for atrás dela, será aprisionado, e isso será o ponta do precipício para despertar a sua fúria, e iniciar de vez sua jornada.

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Will possui uma arma poderosíssima, uma flauta, sim, uma flauta! Com ela você fará as maiores acrobacias e enfrentará os monstros mais temíveis. Claro, até a chegada de Freedan, o Cavaleiro Negro, e aí entra o destaque de Illusion of Gaia, as transformações. Toda vez que você encontrar-se com Gaia, poderá salvar seu progresso no jogo, recuperar-se e o melhor, transformar-se, há duas formas possíveis:

  • Freedan: O cavaleiro negro. Na minha humilde opinião, é o mais legal, ele é bem mais forte, tem uma espada bastarda e uma capa esvoaçante, além de poderes muito úteis e devastadores, Freedan é o motivo de se querer jogar mais!
  • Shadow: A sombra antropomórfica. Não tão carismático quanto Freedan, ainda mais por aparecer somente perto do final. Com ele é possível liquidificar-se e atingir os lugares mais obsoletos, e apesar de ser o mais forte dos três, sua limitação de habilidades não dará a martelada final.

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O sistema do jogo é simples, e logo nos primeiros passos da aventura você saberá utilizá-lo. Na tela principal, temos indicadores como o medidor de energia, a quantidade de corações (Renew) e de Dark Gems, que quando coletadas 100, ganharás um novo Renew. Você também conta com a Tela de Radar, muito útil ao longo da jornada, com ela você poderá visualizar o número de inimigos e itens na sala, além da posição de cada um deles, e o mais importante, o Indicador de Força, em que você saberá se restou alguma Power Jewel. Com funciona isso? Bom, quando você derrotar todos os inimigos de uma sala, ganhará uma Power Jewel, ela aumentará algum atributo do seu status, se for um coração, aumentará sua vida (HP), um escudo, sua Defesa (DEF), e uma espada, sua Força (STR). Na Tela de Itens, você poderá ver todos os artefatos que possui, num limite de 16, além de poder equipá-los, ordená-los ou removê-los, e saber quantas estátuas adquiriu, por fim, temos o menú de Condições, no qual podemos ver o status atual e todas as habilidades adquiridas.

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Concluindo, Illusion of Gaia vale muito a pena ser jogado sem compromisso, pois apesar de possuir elementos de RPG, não se apresenta como um jogo longo e árduo, podendo ser considerado um “RPG casual”. Já ouvi alguns comentários preconceituosos sobre ele, o que eu digo? Bom, realmente não podemos considerá-lo um clássico, mas sim um jogo divertido para começar e vencer sem problemas, altamente recomendando para aventureiros iniciantes, que não querem aprofundar-se em um sistema intrincado, com dias e dias de gameplay. Inicialmente pode parecer pouco original, mas garanto, jogue um pouco mais e terá boas horas de diversão, sim, pura diversão e pouca preocupação. Aos que ainda vão se aventurar, boa sorte para coletar todas as Red Jewels!

Curiosidades

  • Em Diamond Coast, você encontrará um cãozinho chamado Turbo, para quem não sabe, ele era o cãozinho de estimação de Lisa em Soul Blazer, e o fundador da cidade de Greenwood.
  • Existe um estágio secreto no jogo, no qual você enfrentará um chefe de Soul Blazer. Como chegar lá? Segredo!
  • Illusion of Gaia foi o único RPG a ser lançado na Europa totalmente em espanhol, com o nome de Illusion of Time.
  • Várias referências históricas estão por todo o jogo, as principais são as ruínas Incas, os geóglifos de Nazca, o continente perdido de Mu, a Muralha da China, o templo de Angkor Wat, as pirâmides do Egito e a Torre de Babel.
  • No pré-lançamento, a Nintendo promoveu uma versão limitada para quem reservasse o jogo, que continha uma camiseta temática, na frente, tinha estampada o logo de Illusion of Gaia, assim como a capa americana, atrás, os personagens Freedan e Shadow, como a capa original japonesa.
  • Moto Hagio, japonesa considerada a mãe do mangá shoujo moderno (mangás voltados para o público feminino), foi contratada pela Quintet para fazer o desenho dos personagens do jogo.
  • A revista Nintendo Power avaliou Illusion of Gaia na posição 186 na lista dos 200 melhores jogos lançados para consoles da Nintendo. link

Notas

Gráficos: 8

Illusion of Gaia possui gráficos relativamente bons para a época, com texturas bem coloridas e sprites grandes, além de boas animações, claro, nenhum efeito descomunal, afinal, era um jogo de 16 Mega, temos um efeito básico do Mode 7 no mapa, mas nada além disso.

Música: 7

As músicas são bem compostas, nada de clássicos para serem tocados numa orquestra sinfônica, mas são sinfonias bem colocadas para cada momento e de boa qualidade sonora, a música de South Cape nunca saiu da minha cabeça. O problema mesmo é o curto repertório, pois várias cidades e dungeons possuem a mesma música.

Enredo: 5

Essa é a parte que mais pecou, tanto pela duração quanto pela linearidade, fica uma certa impressão que jogamos algo feito às pressas, e isso não é nada bom em um RPG, que deve chamar a atenção principalmente por sua trama, e nesse quesito o jogo deveu um pouco. Por outro lado, como comentei anteriormente, é uma boa pedida para iniciantes do gênero.

Jogabilidade: 8

Suave e descomplicada, logicamente as influências de Zelda estão por toda parte, mesmo assim, Illusion of Gaia mantém sua postura e consegue nos proporcionar novos desafios, não sendo um jogo difícil, muito menos entediante. A ausência de equipamentos é compensada pelas transformações, que dão uma pitada mais calorosa ao jogo.

Replay: 3

O replay é baixo, sendo que uma vez que você vencer, já terá visto tudo, a não ser que não tenha conseguido todas as Red Jewels, mas isso não torna-se muita motivação para começar o jogo novamente.

Particularmente, joguei do início ao fim 2 vezes, mas com um intervalo de 12 anos entre essas partidas, por um motivo simples e mágico, o fator nostálgico.

Nota Final:

6

Sir Kao