Retro Fantasy

"That is that, this is this."

Sigurd

Castlevania: Symphony of the Night

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“Castlevania – Symphony Of The Night foi lançado no final de 1997 para o PlayStation, e é até hoje considerado o melhor Castlevania lançado por grande parte dos fãs. Com gráficos fantásticos, músicas orquestradas, jogabilidade muito bem feita, Symphony conquistou uma legião de fãs em todo o mundo. Muitos que nunca haviam jogado um jogo da série Castlevania se rederam ao universo cativante deste jogo.”

Ficha Técnica

Desenvolvedora: Konami

Distribuidora: Konami

Console: PlayStation

Gênero: Ação/RPG

Lançamento: 02/10/1997 eua_flag

Em 1998 sairia uma versão do jogo para Sega Saturn, com algumas áreas a mais e Maria Renard sendo uma personagem jogável (nota: na versão do PlayStation só é possível jogar com Richter Belmont além do personagem Alucard), mas ocorreram perdas gráficas, ausência de transparências e aumento das granulações, além de maiores loadings, fazendo com que a versão do Playstation continuasse sendo a melhor.

O personagem principal de Symphony não é um descendente do clã Belmont e sim Alucard, o filho rebelde de Drácula. O estilo do jogo é bem parecido com o da série Metroid, onde a exploração de várias salas e a coleta de vários itens são necessários para prosseguir no jogo.

Vale destacar também as influências de RPG que foram colocadas em Symphony of The Night, onde o personagem principal possui um sistema de níveis que vai aumentando de acordo com os pontos de experiência obtidos com a derrota de inimigos, deixando Alucard mais forte a cada novo nível atingido. Até mesmo o medidor de energia é numérico e traz o clássico símbolo HP (Hit Points), algo bem comum nos RPGs. Outro ponto em comum com os RPGs é a possibilidade de se comprar diversos tipos de itens, armas, armaduras e escudos, do bom “velhinho” da biblioteca do Castelo de Drácula. E adivinha como se consegue dinheiro para tal? Destruindo velas ou derrotando inimigos que carreguem consigo alguns sacos cheios de moedas. Outro ponto interessante que merece ser lembrado são os poderes que Alucard irá adquirir durante sua aventura, podendo até mesmo se transformar em criaturas como lobo ou morcego.

Mesmo que a possibilidade de comprar itens e armas já tenha aparecido na série, mais precisamente nos jogos Vampire Killer (MSX) e Castlevania II – Simon´s Quest (NES), foi somente a partir de Symphony of The Night que esta implementação deu realmente certo e passou a ser quase que obrigatória nos jogos posteriores da série.

A história do game é a seguinte: quatro anos após Richter vencer Dracula, densas trevas cobrem novamente as terras da Transylvânia. O padre negro Shaft inexplicavelmente ainda continua vivo, e decide ressuscitar Dracula mais uma vez. Só que antes ele decide remover um grande obstáculo de seu caminho: Richter Belmont. Shaft lança sobre o Belmont uma magia, que acaba deixando-o sobre seu total controle, e coloca o caçador de vampiros como o Senhor do Castelo de Dracula, que ressurge mais uma vez!

Mas Alucard, o filho de Dracula, acaba acordando de seu descanso eterno, como se algo o alertasse sobre o perigo que a humanidade estaria passando após todos estes eventos. Alucard havia colocado a si mesmo para dormir eternamente, na esperança de esconder a existência de seu sangue amaldiçoado. Mas agora Shaft tem que ser parado, antes que a humanidade seja completamente aniquilada da face da Terra! E Alucard parece ser a última esperança.

A dificuldade de Symphony não está nos inimigos ou chefões, que são todos bem fáceis de serem vencidos, e sim nos dois enormes castelos que tem que ser explorados. Ter que encontrar itens para ter acesso a certas áreas do castelo pode deixar jogadores novatos perdidos. Um bom detonado ou mapas completos dos castelos podem impedir que muito jogadores morram de raiva procurando itens que estão muito bem escondidos. Mas basta terminar o jogo uma ou duas vezes para decorar todos os caminhos do jogo, e poder então terminá-lo sem enfrentar problemas.

Resumindo: Symphony Of The Night é o melhor Castlevania de todos os tempos (na opinião da grande maioria dos fãs da série)! Um jogo realmente importantíssimo, pois foi graças a ele que a série Castlevania ganhou milhares de novos fãs e seguidores mundo afora. Symphony of The Night trouxe um sistema de jogo tão bacana, que até hoje são lançados jogos da série baseados em seu equema de ação/exploração/RPG. Tudo bem que antes já haviam jogos da franquia Castlevania dentro deste padrão, mas foi somente em Symphony of The Night que este esquema deu realmente certo e cativou inúmeros jogodares.

Notas

Gráficos: 10

Symphony possui gráficos excepcionais! Os cenários de fundo estão mais detalhados do que nunca e são de uma beleza suprema. Os personagens e inimigos estão perfeitos e muito bem animados, com destaque para Alucard que deixa um rastro quando se movimenta, que apesar de simples é um efeito bem bonito. Os chefões estão verdadeiramente horripilantes! Os efeitos de luz, scrolling, tudo está perfeito! Destaque para os desenhos dos personagens, que dão um show a parte no jogo e foram feitos pela talentosa desenhista Ayami Kojima.

Sonoridade: 9

Os efeitos sonoros do jogo estão ótimos! Os gritos de Alucard, os sons dos monstros, as explosões, os sons das magias, tudo muito bem feito! As vozes dos personagens ficaram boas, mesmo o dublador de Richter sendo bastante fraco nas interpretações e que Maria está com uma voz de uma mulher de uns trinta anos de idade e não de uma garota de 17 anos. Alucard está bem interpretado pelo menos, não chega a merecer um oscar, mas também não é um fiasco. As vozes de Drácula, da Morte e de Shaft estão muito boas e dão o clima certo para estes personagens. Succubus possui uma voz sedutora e ao mesmo tempo maléfica. As músicas nos jogos da saga Castlevania sempre foram muito bem compostas, mas em Symphony elas estão fora do normal! Todas são verdadeiras obras primas, de excelente bom gosto e de uma qualidade suprema! A única música que ficou totalmente fora do clima sombrio de Castlevania foi a odiada ” I am the Wind” que aparece nos créditos finais do jogo. Esta música segue um estilo meio Celine Dion. Totalmente horrível!

Enredo: 8

A trama de Symphony of The Night apesar de curta, traz boas surpresas para os jogadores. Chega a ser bem básica, mas cumpre muito bem o seu papel.

Jogabilidade: 10

Os controles do jogo estão perfeitos e eficientes. Todos os comandos respondem muito bem. Uma novidade que Symphony traz para os controles são os comandos necessários para lançar as magias de Alucard, que seguem um esquema parecido com os jogos de luta, tipo Street Fighter.

Replay: 10

Symphony é viciante! Mesmo hoje, após alguns anos do game ter sido lançado, jogadores continuando jogando-o sem parar, seja para descobrir segredos ou para tentar atingir uma porcentagem alta na exploração do castelo do jogo por meio de truques.

Nota Final:

9

André “Sephiroth” Breder