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Castlevania II: Simon’s Quest

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“Com o sucesso enorme do primeiro Castlevania, a Konami não hesitou em lançar uma sequência: Castlevania II: Simon´s Quest saiu em 1988. O modo de jogo “non-linear” de Vampire Killer estava de volta, mas não foi recebido tão calorosamente pelos fãs da saga. Você poderia subir níveis como em um RPG, resolver quebra-cabeças, e escolher seu caminho para seguir. “

Ficha Técnica

Desenvolvedora: Konami

Distribuidora: Konami

Console: NES

Gênero: Ação/RPG

Lançamento: 1988 eua_flag

Castlevania II: Simon´s Quest resgatou um pouco o esquema de exploração/RPG de Vampire Killer (MSX), mas com o diferencial de que a aventura não iria ficar restrita apenas em locais fechados como castelos e mansões. Desta vez o jogador teria que cruzar várias regiões da Transylvânia, que claro, estariam infestadas dos mais diversos perigos.

Alguns anos após derrotar Dracula, Simon acaba descobrindo sobre a maldição que o vampiro lançou sobre ele, antes de morrer. Se esta maldição não for quebrada, o Belmont perderá sua vida em poucos dias! Para impedir isso, Simon fica sabendo através de sábios de seu vilarejo, que ele terá que reviver o Conde e depois queimá-lo. O Belmont terá então que percorrer as terras da Transylvânia e encontrar as 5 partes do corpo de Dracula, que são guardados por fiéis servos do Senhor dos Vampiros. Em seu plano diabólico, Dracula esperava que Simon morresse durante a tentativa de quebrar a maldição, e com ele toda a linhagem do clã Belmont. Com o clã destinado a lutar com ele extinto, não haveria mais ninguém capaz de impedir seus planos quando o Conde ressurgisse do inferno mais uma vez. Mas Simon iria provar que Dracula havia subestimado a força do clã Belmont.

Diferente dos jogos anteriores, onde Simon ia aumentando o poder de seu chicote de forma rápida durante os estágios, graças a detruição das velas que guardam itens ou de monstros, em Castlevania II – Simon´s Quest seria necessário a compra de “upgrades” para seu chicote nas diversas vilas que o jogador iria encontrar na aventura. De início Simon teria apenas um curto chicote de couro, e de acordo com seu avanço no jogo, ele poderia ir acumulando dinheiro, que aqui seriam representados por corações, e então tendo quantidade suficiente poderia melhorar sua principal arma.

Os corações eram obtidos ao se derrotar os diversos monstros que Simon era obrigado a encontrar no caminho. Simon ainda poderia subir de level de acordo com um certo número e tipos de monstros vencidos, melhorando assim sua energia. Seria uma esquema parecido com os dos RPGs, e que seria empregado de forma mais perfeita e empolgante em jogos futuros da série.

Um detalhe interessante no jogo era que o mesmo era dividido entre dia e noite, sendo que no período noturno os monstros ficavam mais poderosos e difíceis de serem derrotados, mas consequentemente davam mais corações. Durante o dia Simon poderia conversar com os habitantes de uma vila, assim como visitar moradias e lojas, mas durante a noite isto não seria mais possível, sendo que as vilas do jogo ficariam então infestadas de zumbis.

Um dos principais lugares que o jogador devia visitar em uma vila seria a igreja da mesma, onde ele poderia restaurar sua energia perdida durante a aventura. Ainda nas vilas o jogador deveria ficar atento as dicas que iam recebendo dos habitantes, muitas delas seriam essenciais para saber como continuar prosseguindo no jogo.

As armas secundárias teriam que ser compradas nas lojas, assim como outros itens como alhos e louros, estes últimos sendo um dos itens mais úteis do jogo pois deixavam Simon invencível por um determinado espaço de tempo. Algumas armas poderiam ainda ser ganhadas ou encontradas escondidas nos blocos de pedra de alguma mansão ou caverna. Uma das principais armas que iriam facilitar a vida do jogador seriam os frascos de água benta, que seriam as únicas armas capazes de revelar passagens secretas.

Castlevania II – Simon´s Quest não era um jogo difícil, em relação a inimigos e chefes. A dificuldade estava em achar os caminhos para prosseguir no jogo, pois alguns seriam realmente quase impossíveis de se descobrir! As mansões do jogo vão ficando cada vez mais complexas e com inimigos mais fortes, dificultando sua missão de encontrar as partes do corpo de Drácula.

E em se tratando de chefes, este era um dos pontos negativos do jogo, pois o mesmo só apresentava 3 durante toda a jornada de Simon, e eles eram todos bem fáceis de serem vencidos, fazendo um contraste considerável com os chefes difíceis dos jogos anteriores.

Apesar de não ser o que os fãs do Castlevania original esperavam, Simon´s Quest teve na época, e ainda tem, sua parcela de fãs, mas está longe de figurar entre os jogos mais bem sucedidos e preferidos da série. Numa época em que os jogos de ação pura e simples eram os preferidos entre os gamemaníacos, Castlevania II – Simon´s Quest acabou não agradando a todos, mesmo sendo um bom e divertido jogo.

Notas

Gráficos: 8

Os gráficos eram melhores do que os vistos em Castlevania, com cenários bem mais trabalhados e melhores desenhados. Simon visualmente lembraria mais sua versão de Vampire Killer, com uma roupa com tons em vermelho e preto. Os desenhos dos monstros e demais personagens estariam bem bacanas também, mantendo assim a ótima qualidade gráfica que seria marca na série.

Sonoridade: 10

Os efeitos sonoros praticamente não apresentavam nada de novo em relação ao jogo anterior, mas continuariam sendo eficientes e cumpridores de seu papel no jogo. Haveriam alguns novos efeitos sonoros, mas nada que fosse realmente se destacar ou estar em um nível tão acima do jogo original. A trilha sonora seria menor, mas estaria, assim como foi a do jogo original, simplesmente fantástica! Músicas agitadas e empolgantes, dividiam espaço com outras com climas mais lentos e tenebrosos, tudo casando de forma perfeito com o clima que um jogo da série Castlevania merece! Destaque para a música “Bloody Tears”, que é realmente o melhor tema deste episódio, e que acabaria retornando em jogos futuros da série.

Enredo: 7

O enredo é bem básico, assim como em todos os games iniciais da série Castlevania. A trama do game é um pouco confusa, e muitas vezes o jogador ficará perdido. Os NPCs muitas vezes dão dicas muito vagas de como continuar o enredo do game, o que só atrapalha ainda mais.

Jogabilidade: 8

A jogabilidde estava melhor do que a encontrada nos dois jogos anteriores, o que tornava a movimentação do personagem bem mais fácil. Os comandos respondiam bem, sem atrasos. Começa em Simon´s Quest o aprimoramento da jobabilidade nos jogos da série, que a cada novo jogo iriam apresentando grandes melhoras e inovações.

Replay: 5

Apesar de ser um game bacana, Castlevania II não oferece muitos motivos para ser jogado novamente pelo gamer comum. Fãs da franquia Castlevania podem até tê-lo terminado mais de uma vez, mas as pessoas “comuns” com certeza não sentem a necessidade disso.

Nota Final:

8

André “Sephiroth” Breder