4 de Janeiro de 2010
Olá novamente meus amigos, após muito tempo ocupado tentando sair das profundezas dos calabouços de Torneko: The Last Hope, e por esse motivo os únicos fogos que vi foram baforadas de dragão no traseiro, venho aqui com o primeiro post de 2010, que no caso, era algo que já estavam me cobrando faz um certo tempo, então tomei vergonha na cara e aí está a lista “B” de Perdidos no Japão!

Com o Perdidos no Japão, tentarei fazer uma compilação de todos os RPGs lançados para Super Famicom, com o máximo de informações que conseguir coletar a respeito de cada RPG, acompanhados de uma mini-análise. Como são muitos RPGs (acreditem, são muitos mesmo!), e tenho que jogar e buscar informações sobre cada um, será algo que estarei lançando pouco a pouco, então decidi dividir o conteúdo de forma alfabética.
Para você que pegou o bonde andando, trate de voltar no tempo e ver a primeira parte dessa jornada. Preparados? Létis gooo!
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Bahamut Lagoon
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Os Dragões Sagrados estão adormecidos, sem Bahamut, o Império de Kahna está ameaçado pelo Império Granbelos. Você entra na pele de Byuu, o líder do grupo entitulado “A Resistência”, e junto com seus parceiros e dragões, tentará salvar os ceús do mundo de Orelus dessa ameaça.
Para os que conhecem Bahamut Lagoon, sabem que trata-se um jogo estupendo, com gráficos e batalhas semelhantes aos do clássico Final Fantasy VI, as animações são muito bem trabalhadas, e as músicas belíssimas, para completar, um enredo fantástico. O jogo é um RPG com elementos de estratégia, onde movem-se as tropas como num tabuleiro, ao modo Fire Emblem, ao batalhar com algum inimigo, as lutas são como Final Fantasy, e os dragões e suas evoluções são um show à parte. Por ser um jogo lançado nos últimos respiros do Super Famicom e ainda ter o toque de ouro da Square, Bahamut Lagoon é uma super produção, digna de alcançar o patamar dos melhores RPGs do console.
Sua tradução foi muito aguardada pela cena de romhacking, e precisou da união de vários grupos para completá-la, liderados pela maior autoridade de traduções da época, o lendário grupo DeJap, que infelizmente declarou sua morte oficialmente, mas aí está um dos seus frutos, 100% completo e totalmente funcional, um belo trabalho para um belo jogo!
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Bakumatsu Kourinden Oni
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No Japão feudal, mais precisamente no final da era Edo, tiranos querem tomar posse de “reiketsu”, que dizem ser uma poderosa fonte de energia, para proteger essa fonte, surgiram os “Shinsengumi”, e um nicho especial desse clã foi encarregado de tomar conta de coisas que os humanos são incapazes, eles são conhecidos como “Shinsengumi da Sombra”. Você é Yamatomaru, após seu pai ser morto e você ser salvo por um Shinsengumi da Sombra, você herda a espada de seu pai e decide aventurar-se por vingança.
Bakumatsu Korinden parece ter uma história muito boa, seus gráficos são bem detalhados e as batalhas no estilo Dragon Quest, mas com uma visão em 3ª pessoa, o que torna a torna mais animada e dinâmica. O jogo passa-se no Japão feudal, então para quem curte ninjas e samurais, esse é o RPG certo, e se você estiver com o japonês afiado, melhor ainda!
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Battle Robot Retsuden
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Poisé, nem sempre eu consigo dar uma prévia da história de alguns jogos, e Battle Robot Retsuden é um deles. Mas o que posso dizer é que esse é mais um das dezenas de jogos de Gundam, e você controla nada menos do que RX-78 Gundam, o primeiro Gundam, e claro, seu piloto “new type” Amuro Ray, e só sei disso pois sou muito fã do anime.
O jogo parece muito bom, com gráficos caprichados e aquelas músicas típicas de animes de robôs. O estilo do jogo é RPG Tático, você moverá seus robôs por turno em um tabuleiro isométrico de visão 3/4, na hora do confronto, a visão alternará para 1ª pessoa, e tiros, torpedos e espadas comandam a ação, aliás, as animações e os detalhes dos robôs são muito bem trabalhados. Eu, assim como os milhões de aficcionados da série Gundam pelo mundo, com certeza gostaríamos de uma tradução desse jogo.
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Bounty Sword
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Um jogo desenvolvido pela Pioneer? Hmmm… interessante! Bounty Sword é um RPG/Estratégia excêntrico, na realidade nunca vi algo parecido, pena esta em japonês, caso contrário, me aprofundaria mais.
Os gráficos são OK, música OK e jogabilidade não tão OK. Você possui pouco controle sobre seu personagem, tudo é orientado a menús, desde o ato de andar até batalhar, os confrontos ocorrem automaticamente e você só pode decidir sua ação ao iniciá-lo. Estranho? Então espere até chegar nas cidades, onde todas as suas ações são decididas por comandos do menú e a visualização é feita através de mapas. Bounty Sword, apesar dos seus simpáticos sprites, possui uma jogabilidade complexa e introvertida, um RPG para poucos e corajosos.
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Brandish 2 – The Planet Buster
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Três anos após os acontecimentos do primeiro jogo, você controla o jovem guerreiro Ares, que possui uma arma poderosíssima chamada Planet Buster, Um belo dia, após uma expedição no deserto você foi capturado por um bruxo chamado Karl, que queria sua poderosa espada, suspeitando que você ainda podia ser útil (tolinho), decidiu jogá-lo em seu calabouço. Sua missão é guiá-lo através desse calabouço para recuperar sua valiosa espada.
Brandish 2 é um “dungeon crawler”, que são jogos em que você explora calabouços ao longo de todo o enredo. Seus gráficos são razoáveis para a época em que foi lançado, e as músicas como todo jogo desse tipo tornam-se repetitivas. No jogo temos uma “visão de águia”, e movimentando seu personagem para algum lado, em vez do personagem virar, é a tela que vira, isso pode tornar-se um pouco frustrante para iniciantes, mas é uma marca da série, o modo de usar itens também é um pouco confuso no começo, mas nada que não dê para driblar com um pouco de treino. Eu já passei várias horas jogando o primeiro Brandish, recomendo ao menos um test-drive, você pode gostar, além do mais, ele foi recentemente e totalmente traduzido!
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Burai: Hachigyoku no Yuushi Densetsu
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Há muitos anos atrás, Daar, o deus da escuridão, tentou dominar o mundo de Kypros, até que foi derrotado por Risk, deus da luz, mas agora o demônio Birdo está tentando ressucitá-lo, e somente os oito heróis da profecia podem derrotá-lo. Você é Gonza, e junto com Mamai iniciarão uma aventura que vai mudar o destino de Kypros.
Bom, a história parece bacana e tal, mas o jogo, bom, considerando que ele é um relançamento de um jogo de MSX de 1989, tudo bem, mas considerando que passaram-se 4 anos, lançaram para uma plataforma de 16-bit e ainda parece um jogo de 8-bit, não tem desculpa! Tirando os gráficos defasados, a jogabilidade também é horripilante, as batalhas são no estilo Dragon Quest de NES, onde o fundo é todo preto e a ação é nula. Para curiosidade, Burai é uma série de mangás desenhados por Shingo Araki e Michi Himeno, os mesmos artistas de Saint Seiya (Cavaleiros do Zodíaco), e o jogo em questão é baseado nele ou vice-versa.
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Bushi Seiryuuden: Futari no Yuusha
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No início de tudo, o Emperador da Luz criou dois deuses, o Deus do Oceano, para criar os mares e oceanos e o Deus da Montanha, para criar a terra e as montanhas. Não satisfeito, o Deus do Oceano ergueu uma torre para conectar a Terra aos Ceús, unindo os dois mundos, a Terra foi então invadida por demônios. Após ter sua casa incendiada e sua irmã raptada por demônios, você, na pele de Jin, junto com Wokuu, tentará resgatá-la na torre do Deus do Oceano.
Garanto que você nunca jogou um RPG como esse, Bushi Seiryuuden possui um sistema único e inovador, onde você explora o cenário como num RPG tradicional, logo que você entra em alguma casa, vira um Adventure, onde sua visão alterna para 1ª pessoa e você pode explorar os objetos, e quando entra numa batalha, vira um jogo de Ação com visão lateral, muito interessante. Os gráficos são muito bem detalhados e caprichados, com muitas cores e texturas, os sprites e suas animações também são muito bem feitos, tudo tem vida, parecendo até um anime, e as músicas são agradáveis e diversificadas. Nem preciso dizer que, apesar de bem desconhecido, simpatizei muito com jogo, ele une qualidade com criatividade, que é a melhor combinação, uma pena não estar traduzido.
Rapazeada, espero ainda estar vivo para a lista “C”, pois ando matando alguns dragões.
4 de Janeiro de 2010 @ 23:25
Bem vou sonhar agora com uma tradução do Battle Robot Retsuden …
4 de Janeiro de 2010 @ 23:50
Excelente post!
Faz um tempinho, comecei a jogar Bahamut Lagon, mas parei por motivos alheios…
Quem sabe, um dia, quando eu arranjar o meu Dingoo, eu não volte a contemplar esses clássicos tão solenemente lembrados!
Abraços!
5 de Janeiro de 2010 @ 0:12
Adoro essa série daqui.
Gostei muito do ultimo, pena não saber nada de japones.
Desculpa a asiedade, mas você te, planos para estender essa cruzada para outros consoles?
Abraço.
5 de Janeiro de 2010 @ 9:03
CARAMBA! Muito louco esses RPG’s! Fiquei de olho nesse Bushi Seiryuuden…
5 de Janeiro de 2010 @ 11:55
Bahamut Lagoon já está na minha mira há algum tempo. É só eu terminar Treasure Hunter G (que estou jogando para preparar uma das supresas do meu blog esse ano), e ele será o próximo.
E é verdade: Os RPG’s que foram lançados aqui no Ocidente não são nem 40% de todos que foram lançados para SNES. Têm muita pérola perdida por aí….
5 de Janeiro de 2010 @ 16:40
Dessa lista toda só joguei Bahamut Lagoon(na famosa tradução romhacking) e recomendo muito.
Dos outros não conheco nenhum mas me animei em dar uma conferida em alguns deles.
Estou tentando aprender japones(tenso!) e espero poder apreciar esse jogos um dia.
5 de Janeiro de 2010 @ 19:24
Cara, o BAHAMUT LAGOON é DU CARAIU!!!! PUTA JOGÃO e é um dos RPG’s mais belos 16Bits que eu ja vi, achoq ue bate até o FFVI no quesito belezura.
Esse BUSHI ai me deixou intrigado XD os sprites são muito bons! É realmente uma pena que não está traduzido. Quem me dera saber japonês …
5 de Janeiro de 2010 @ 20:47
@ Ezequiel
Idem meu amigo, idem, oremos.
@ Julio
Obrigado. Aliás, seu blog está bem legal, gostei muito do diário de bordo de Lunar 2, e dei muita risada também, hahaha… se quiser uma parceria, ficarei feliz em ter mais um amigo do meio da velharada gamer.
@ GLStoque
Opa, com certeza, se eu estiver vivo até lá pretendo estender essa jornada para outro console injustiçado, mas sou chato e ainda não vou revelar qual será o cara.
@ J.F. Souza
Olha, ele também me fascinou, ainda mais pelo fato de ser extremamente desconhecido.
@ Adney Luis
Treasure Hunter G? Já vejo que você tem bom gosto meu rapaz, essa vou querer acompanhar de perto. Ah, o seu blog eu já conhecia, bem legal, já havia até comentado nele, se quiser uma parceria, estamos aí.
@ Gabriel Marques
Boa sorte em sua jornada, e espero que esse aprendizado sirva para nos trazer mais um romhacker, quem sabe?
@ Sabat
É verdade Sabat, Bahamut Lagoon foi um RPG que não consegui parar de jogar até vencer, um clássico injustamente esquecido no Japão.
Eu já estou pensando em me matricular em um curso de japonês, rapaz, você não viu nem metade do que ainda vou mostrar.
7 de Janeiro de 2010 @ 13:08
Opa! Parceria? Mas é claro que sim! =D
Aliás, acredito que a minha nova empreitada vai agradar e muito a sua pessoa! Devo colocá-la em prática semana que vem…
8 de Janeiro de 2010 @ 7:51
Bahamut Lagoon é sem comentários…
Esse Bushi Seiryuuden tem os gráficos lindos! O-O
9 de Janeiro de 2010 @ 21:28
Um dia ainda quero dar uma conferida nesse “Bahamut Lagoon”… parece ser um jogo interessante…
28 de Janeiro de 2010 @ 3:30
Cara houve uma época que eu encarava os rpgs so pelo gosto da jogabilidade mesmo, ou seja podia ser em japa mesmo, e inclusive o ff7detonei ele em japa na primeira vez, e joguei rpgs mais obscuros no psx, como BASTARD, baseado no anime homonimo, mas hoje em dia, eu so jogo o rpg se tiver uma boa historia pra contar e tem q ser em Ingles ou br. pq senão(prefiro ingles inclusive)..o problema é que a mairria dos rpgs saiu so no japao e tem MUITA coisa q eu nao vi e nem vou ver, se fosse topicos como esse.é gostoso de ver, mas jogar em japa..never again! rs
@André “Sephiroth” Breder disse:
“Um dia ainda quero dar uma conferida nesse “Bahamut Lagoon”… parece ser um jogo interessante…”
2x
eu to pra jogar ele ha muitos anos, e nunca peguei.Ainda.
5 de Março de 2010 @ 15:21
Retro Fantasy ~ O reino dos pixels disse:
[...] você que pegou o bonde andando, trate de voltar no tempo e ver a primeira e segunda parte dessa jornada. Preparados? Létis [...]
22 de Abril de 2010 @ 20:04
Retro Fantasy ~ O reino dos pixels disse:
[...] no Japão: RPGs de Super Famicom – Lista “A” Perdidos no Japão: RPGs de Super Famicom – Lista “B” Perdidos no Japão: RPGs de Super Famicom – Lista [...]
9 de Junho de 2010 @ 21:00
Rpz, Bahamut eu comecei a jogar, dai a rom comecou a dar problema. Quase morro…. hahha