
“Eu nunca penso no futuro. Ele chega rápido demais.” – Albert Einstein

Retro, derivado da palavra retroceder, do latim retrocedere… e vocês com isso, não é mesmo? Bom caros amigos, nunca devemos confundir retroceder com retrógrado, pois esta última é estática e contrária ao progresso, e aqui nunca ignoramos o progresso, pois olhar para o passado reflete o futuro, e tanto as derrotas quanto as vitórias do passado nos servem de experiência para seguir em frente.
Eu sei, eu sei, chegarei lá caros amigos, sabem, já não tenho mais a mesma pressa da juventude, mas como todo bom bebedor é nostálgico, então lhes convido a tomar uma bebida e ouvir as histórias do velhote aqui, sentem-se, e sejam bem-vindos a minha taverna predileta, Retro Fantasy.
Se vocês já leram os reviews aqui presentes, devem ter notado algo estranho: “mil raios! só tem RPG!”. Bom, a explicação é simples, existem jogos dos mais diversos gêneros, ação, aventura, corrida, estratégia, shooters, etc, porém, cada gênero é uma árvore que cresce, ramifica-se, envelhece e dá frutos, alguns, esquecidos, caem e perecem, mas não signifca que sejam frutos ruims só porque caíram. É isso que queremos, dedicar nossa paixão a uma árvore, e descrevermos a sensação que sentimos ao provar seus frutos, caídos ou não.
O RPG é um tipo de jogo tão abrangente, desde o tradicional RPG de Mesa até a febre atual que são os MMORPG’s (Massively Multiplayer Online Role Playing Games), mas muitos anciões começaram colocando seu cartucho de Adventure no Atari, outros um pouco mais tarde, com Final Fantasy de NES e Phantasy Star de Master System, alguns só no final ou após a “era dourada”, com Chrono Trigger de SNES ou Diablo de PC, mas todos com algo em comum, a adoração por esse gênero imortal que é o RPG.
Há algo que os jogos atuais não conseguem mais fugir, a influência dos RPG’s, sejam eles jogos de plataforma ou mesmo de luta, a “miscigenação” dos gêneros é algo evidente. As franquias mais clássicas já provaram dessa fórmula, vide Super Mario RPG, Castlevania: Symphony of the Night, Samurai Shodown RPG, e mesmo jogos que ainda não beberam ela toda, já tomaram um gole, como por exemplo, Resident Evil, Metal Gear e até mesmo GTA. Então não seremos egoístas, um jogo que possuir elementos de RPG suficientes para nos mostrar que não é só mais un jogo com um menú perfumado e chato de entender, será considerado parte do time, desde que tenha tomado a fórmula toda e não deixado cair nenhuma gota.
Aqui, nesse humilde espaço, queremos oferecer uma volta ao passado desses jogos épicos, em que mundos fantásticos são criados, onde podemos imaginar ilhas flutuantes nos céus, castelos monumentais, cavernas recheadas de tesouros antigos, mares nunca antes navegados, e também criaturas diversas, fadas, goblins, orcs, elfos, dragões, demônios, até o limite da imaginação, se é que ele existe. Mundos criados tão perfeitamente, que às vezes esquecemos de voltar ao nosso, e não é por menos, nesses jogos conseguimos nos passar por outra pessoa, pode ser ela um cavaleiro, um mago, ou de repente uma princesa em busca de vingança, até mesmo um estranho garoto ruivo de cabelos espetados que pode viajar no tempo, as possiblidades são infinitas, podemos ser o que quisermos, e fazer o que desejarmos, cabe a nós decidir se nossos atos são bons ou ruins, pois eles influnciarão nosso futuro, como na vida real.
Bom meu caros amigos, o sol já está se escondendo nas colinas, as estrelas começam a cair, e minha caneca já está vazia, é chegada a hora de partir. Agradeço pela companhia, espero que tenham gostado das histórias desse velho homem, mas bom, estarei sempre por aqui, apreciando a boa bebida e contando minhas histórias de viajante, e as portas da Retro Fantasy sempre estarão abertas para novos viajantes. Até a próxima!