13 de Janeiro de 2010

Considerado o tendão de aquiles da série principal de Final Fantasy, e o único do console a não sair do Japão, Final Fantasy V talvez não tenha obtido a chance que mereceu, seu incrível e divertido sistema de classes derivado de Final Fantasy III comprova isso.
Ficha Técnica
Desenvolvedora: Square
Distribuidora: Square
Gênero: RPG
Tamanho: 16 Mega
Lançamento: 06/12/1992 
Há algo de estranho acontecendo no mundo todo, o Rei de Tycoon está preocupado, o vento parece ter parado, prevendo o pior, ele decide subir até as torres mais altas de seu castelo, onde descansa seu imponente dragão, Hiryuu, e com ele voar até o Santuário do Vento, local onde encontra-se o Cristal do Vento. Sua filha e princesa de Tycoon, Lenna, sente que algo ainda pior acontecerá, mesmo assim, sabe que não poderá impedí-lo de partir, um Rei deve cumprir suas responsabilidades.
Ao chegar em seu destino, o Rei entra na sala do altar do Cristal do Vento e depara-se com algo estranho, o Cristal está diferente, algo acontecerá logo e não há mais tempo. Eis que surge o inesperado, o Cristal estilhaça em sua frente, lançando fragmentos para todos os lados, o que aconteceu ao Rei? Só o tempo dirá.

Você, na pele de Butz Klauser, um andarilho que viaja pelo mundo, após um cansativo dia percorrendo os mais distantes lugares, decide parar e descansar em uma floresta, acende uma fogueira e esquenta-se ao lado de seu melhor amigo, Boco, o chocobo. É então que um intenso barulho parece vir dos céus, logo após, um terremoto junto com um estrondoso barulho, aparentando que foi num local próximo, poisé, parece que seu descanso acabou, então você monta em Boco e decide investigar o que aconteceu.
Após algumas milhas, você avista uma outra floresta que foi parcialmente devastada, desce de Boco e começa a adentrar pela floresta, é então que surge uma visão inesperada, um estranho meteoro, não bastando isso, ainda encontra uma garota desmaiada, vítima de um ataque de Goblins. Bravamente, você luta contra eles e a salva de ser devorada viva, após agradecê-lo ela lhe fala seu nome, Lenna, mas você ainda desconhece a sua importância. De repente, outro barulho, vocês decidem investigar, e após alguns passos, avistam um velho homem, desmaiado ao lado do meteoro, após acordá-lo, ele lhes fala que não se lembra de absolutamente nada, mas no mesmo instante surge um lapso de memória, seu nome é Galuf.

São muitos acontecimentos estranhos de uma só vez, mas não há tempo para pensar, Lenna está com pressa, diz que precisa ir para o Santuário do Vento, estranhamente, ao falar isso, Galuf tem um pressentimento que deve ir também, e mesmo não conhecendo-o (nem ele a si mesmo), decidem ir juntos. Você, sem se importar com o objetivo dos dois, e não querendo se envolver, decide trilhar seu próprio caminho e continuar viajando com seu parceiro Boco. E então a aventura começará!
Bom, os acontecimentos iniciais, aparentemente tão simplórios e com poucos diálogos, já revelam o porquê da negativa fama de Final Fantasy V, o fraco enredo. Claro, se você é fã de histórias originais do tipo “cavaleiro mata dragão e salva princesa”, isso não será um problema, mas para quem já jogou até mesmo seu excelente antecessor, Final Fantasy IV, notará a perda de qualidade na construção da trama em geral. Nem mesmo o fato de existirem 3 dimensões trarão acontecimentos inovadores, pois o jogo resume-se a lutar muito e falar pouco, claro, um fato que pode não ser tão ruim para quem está farto de novelas.

O mais intrigante são os personagens pouco carismáticos, ao todo, são 5 personagens: Butz, o viajante sem rumo, Lenna, a princesa rebelde de Tycoon, Faris, o capitão dos piratas com um rosto muito liso e voz muito fina para tornar-se suspeito o suficiente, Galuf, o ancião com amnésia, e Cara, *spoiler entra aqui*. Nenhum deles demonstram profunda diferença entre si, os sentimentos humanos, que são uma característica marcante da série, não são inexistentes, mas mostram-se pouco evidentes, tímidos. Bom, ao menos temos um vilão com um objetivo “fantástico”, afinal, Neo Exdeath quer destruir a todos e a si mesmo, puxa vida… bem interessante e original, não acham?

Mas vamos ao ponto forte de Final Fantasy V, seu sistema de classes! O sistema que foi inicialmente apresentado em Final Fantasy III (NES), retornou em grande estilo. Durante sua jornada, você encontrará 4 cristais, cada qual representando determinado elemento, ou seja, vento, água, fogo e terra, à medida que eles quebrarem-se, fragmentos serão espalhados, e cada fragmento terá o poder de conceber uma nova classe para todos os personagens do seu grupo. Uma vez que um personagem tiver uma classe, um tipo de experiência paralela será adquirida em cada batalha vencida, ou seja, os ABP (Ability Points), dessa forma, cada habilidade necessita de certo custo de ABP para ser adquirida, uma vez que tenha-se alcançado esse custo, essa habilidade estará disponível e poderá ser transferida para qualquer outra classe do personagem que a adquiriu. Ao todo, são 22 classes, e sim, falarei de cada uma delas:
- Normal: A classe inicial e final, a mais fraca e a mais forte, estranho? Não, e vou explicar, toda classe possui um “slot” de habilidade nato, só podendo utilizar-se outro slot livremente, já a classe Normal não possui nenhuma habilidade própria, sendo possível usar 2 slots livremente, além do fato de que, ao mestrar-se qualquer classe, seus atributos característicos serão transferidos para a classe Normal, somando-se aos seus atributos base, de quebra, ainda há o fato de que é a única classe sem restrição de uso de equipamentos, podendo-se usar todos os tipos de armas, armaduras e relíquias. Consegui convencer?

- Knight: A primeira classe guerreira, e uma das mais essenciais, como um verdadeiro cavaleiro, quando seu amigo estiver prestes a morrer, você saltará em sua frente e receberá o golpe por ele, graças a habilidade “Cover”, além do que, ele possui uma das melhores habilidades do jogo, “Double Grip”, com ela você empunhará uma arma com as duas mãos, ignorando o escudo, porém, dobrando o poder de ataque, pense, com 2 ou mais personagens com essa habilidade, seus oponentes não terão tempo para respirar, porém, após adquirir essa habilidade, seu uso será questionável.

- Monk: O monge sempre foi uma das classes mais apelativas de toda a série, simplesmente pelo fato de que ele não precisa de armas para derrubar seus oponentes em poucos segundos. Ele possui um alto HP, e com seu “Mantra”, ele poderá curar-se sem nenhum custo de MP, além de eliminar os status “Poison” e “Darkness”, já com a habilidade “Counter”, ele irá contra-atacar golpes recebidos. Atrativo no começo, mas infelizmente, devido ao elevado poder das armas finais, provavelmente ele será dispensável mais adiante.

- Thief: Ladrãozinho barato? Nada disso! Duvido que você consiga descobrir todos os segredos do jogo sem a habilidade “Passages”, que revelará caminhos invisíveis aos olhos comuns, e com “Steal” você conseguirá equipamentos que não encontrará em lojas, além de sua alta velocidade, que fará dele um ótimo combatente, o trombadinha é uma ótima opção de classe para mestrar!

- White Mage: Quem nunca precisou de um curandeiro no grupo, que atire a primeira pedra! Nem preciso dizer que suas magias de cura serão essenciais no jogo todo, algo que simples itens não conseguirão dar conta nos oponentes mais temíveis, e ela ainda te supreenderá quando mostrar que também pode causa um estrago tão grande quanto um Black Mage, graças a sua poderosa magia “Holy”.

- Black Mage: Ok, o poderoso Black Mage não parece estar com essa bola toda, suas magias são inegavelmente poderosas, ainda mais com os temíveis “Doom” e “Flare”, mas existe um carinha chamado Mystic Knight que pode lhe fazer repensar sobre essa classe, mesmo assim, um Black Mage ainda pode ser muito atrativo aliado com hablidades de um Red Mage.

- Blue Mage: Uma das classes híbridas, e também uma das mais trabalhosas, com ele, você poderá aprender magias dos inimigos, o que será páreo duro sem ajuda de um Mediator, porém, é um trabalho recompensador, já que os inimigos possuem magias que podem ser muito úteis em sua jornada, como as magias para “buffar” seu grupo. Como guerreiro, ele falha miseravelmente, então não é interessante mestrá-lo.

- Time Mage: O ditado já diz, “o tempo é o senhor de tudo”, e aqui não será diferente, passar o jogo sem as suas magias será uma tarefa árdua, “Haste”, “Float” e “Demi” são magias obrigatórias em qualquer jogo da série, mesmo assim, se achar que está tudo perdido, solte “Reset”, ela reiniciará a batalha do modo que começou (algo que nunca vi em outro Final Fantasy), e ainda no último nível, você terá o poder das lendárias “Meteo” e “X-Zone”, que farão com certeza, toda diferença.

- Mystic Knight: Jamais… eu disse, JAMAIS! Tente vencer o jogo sem esse cara, simplesmente, com pouco custo de MP, ele fará um estrago imenso. Sua habilidade de encantar espadas é essencial, todas as magias de um Black Mage podem ser usadas para encantar sua espada, e o dano poderá te surpreender, já que seu ataque será uma soma do seu poder físico e mágico, portanto, quando você tiver “Holy” e “Flare” em suas mãos, é melhor que seus oponentes fujam… e bem rápido!

- Summoner: Vejo destruição! Uma das classes que vale muito a pena mestrar, seu poder mágico é o mais alto de todas as classes, e os summons mais importantes da série estão presentes aqui. Espers como Sylph e Golem quebrarão um galhão, já Bahamut e Odin devastarão toda a tela, a Phoenix então… fará os dois pelo preço de um. E o maior trunfo vem com a habilidade “Conjure”, com ela, você invocará qualquer Esper sem nenhum custo de MP, porém, aleatoriamente, então tenha em mente que na hora em que você mais precisar, pode aparecer um Chocobo.

- Berserker: Seu tipo é ver sangue e cabeças rolando? Então a sua classe é Berserker! Seu ataque destruidor, aliado a sua alta vitalidade, farão do seu guerreiro um bárbaro feroz. Mas tenha em mente que você não terá controle sobre ele, portanto, pode não ser atrativo em batalhas contra chefes, mesmo assim, é uma boa opção de classe para mestrar, uma vez que seus altos atributos serão transferidos nativamente.

- Red Mage: Está em dúvida entre um Black Mage e um White Mage? Simples, faça um Red Mage! Apesar de não ter o poder mágico tão alto quanto estas classes, seu grande trunfo é a hibridez de magias de cura e de dano, o que pode tornar-se muito mais atrativo, ainda mais se você adquirir a sua última habilidade, “X-Magic”, tão essencial em um mago quanto “Double Grip” em um guerreiro, você poderá lançar 2 magias iguais ou distintas no mesmo turno, e isso abre um leque de possiblidades. Nem preciso dizer que é uma das classes essenciais para mestrar.

- Ninja: Não tão rápido quanto um Thief, e não tão poderoso quanto um Samurai, mesmo assim, o Ninja possui seus encantos. A habilidade “Twin” criará uma imagem falsa, absorvendo ataques físicos, o que pode ser muito útil em adversários brutais, e “Throw”, aliado a poderosos Shurikens, causarão um grande estrago, muito útil em chefes. Portanto, o Ninja não é essencial, mas pode ser uma boa escolha.

- Mediator: O que um cara vestido de carneiro pode fazer? Não se engane, ele é o mestre das bestas, e poderá ter controle total sobre elas em poucos segundos. Recomendo de olhos fechados a habilidade “Control”, com um pouco de sorte, você poderá controlar os mais temidos monstros em poucas tentativas, uma vez que você os controlar, as possibilidades são infinitas. Não é uma classe que vale a pena mestrar, mas com certeza, você poderá se arrepender se não tiver a habilidade que mencionei.

- Geomancer: Mesmo caso do Mediator, você terá um olhar duvidoso sobre ele, mas duvido que você não passe por apuros se não tiver a excelente habilidade “Terrain”, com ela, dependendo do terreno que estiver batalhando, o Geomancer poderá lançar poderosas magias elementais de cura ou de ataque, que poderão liquidar seus oponentes em poucos turnos, e o melhor, sem custo algum de MP! Você VAI querer essa habilidade no seu mago.

- Bard: Meu deus, odeio classes musicais, e o bardo me confirmou isso. Não pense em tirar muito proveito dessa classe, e esqueça os danos devastadores, sua função é de “buffar” seu grupo, você tocará sua harpa e sons lançarão status como “Regen” em seu grupo, ou “Confuse” e “Paralyze” nos inimigos. Em certas partes do jogo ela poderá ser muito útil, mas não é uma classe que poder ser levada tão a sério.

- Hunter: Uma das classes essenciais, vale muito a pena mestrar um Hunter. Arcos são uma boa pedida, já que podem desferir danos consideráveis, mesmo nos inimigos posicionados nas últimas fileiras, e sua habilidade definitiva, “X-Fight”, fará o maior estrago possível de todas as habilidades, simplesmente porque você poderá desferir 4 ataques consecutivos, claro, o dano de cada ataque é reduzido e em alvos aleatórios, mas pense nas possibilidades de agregar isso a outras habilidades, tentador, não?

- Samurai: Esse cara é animal, e não tenho outro palavra para descrevê-lo. É o único que pode equipar Katanas, que são armas excelentes, possuem dano considerável ao mesmo tempo que podem causar status fatais em seus adversários, sua habilidade “Gil Toss” será muito atrativa no final, que é o momento em que o dinheiro não importa mais, então o que fazer com ele? Tacar nos inimigos, oras! O dano é devastador em todos os inimigos da tela, “Slash” é a habilidade final contra reles oponentes, simplesmente porque após 1 ou 2 turnos, você fatiará seus corpos ao meio, eles não terão uma segunda chance.

- Dragoon: Seu visual é realmente chamativo, mas não se engane, ele não fará jus ao nome (Kain ficaria decepcionado). Primeiramente, ele usa lanças, parece legal, mas habilidades como “Double Grip” e “Magic Sword”, essenciais para qualquer guerreiro, não poderão ser usadas, e “Jump”, em outros jogos da série uma habilidade salvadora, aqui sofre de depressão, pois ele sairá da batalha e deixará outros membros vulneráveis a ataques, nada digno de um guerreiro… e quando voltar, causará dano dobrado, tudo bem, mas é algo que “Double Grip” poderia fazer com menos riscos. Quem avisa amigo é, mas fica a seu critério.

- Chemist: Hmmm, tenho minhas dúvidas sobre essa classe, principalmente, qual a vantagem dela? Se você quiser um guerreiro, temos Knights, Berserkers e Mystic Knights, e um curandeiro, White e Red Mages, então, pra quê isso? A habilidade mais interessante é “Mix”, juntando ingredientes você poderá fazer um efeito legalzinho, do tipo transformar seu inimigo em um sapo, ou efeitos bonitinhos que fazem a tela piscar, mas que você não sabe a utilidade.

- Dancer: Outra classe musical… pelo menos é melhor do que o bardo. Ela possui a habilidade “Dance”, que funciona de forma randômica, portanto, se tiver sorte poderá soltar a poderosa “Sword Dance”, que desferirá um ataque 4 vezes mais forte do que seu ataque normal, pode ser bem interessante com os equipamentos certos e sendo usada como segunda habilidade, nada além disso.

- Mimic: A classe secreta (agora não é mais), mas seu uso é controverso. O Mimic possui 3 slots livres para equipar habilidades, além de ostentar a soma das habilidades e atributos natos das classes mestradas, como a classe Normal, porém, não pode equipar a infinidade de equipamentos da classe Normal, o que representa uma grande desvantagem. Com a habilidade “Mimic”, ele copiará a ação do último personagem, pode ser muito bom, mas nem sempre será útil. Particularmente, entre Mimic e Normal, fico com Normal.
O sistema de batalhas de Final Fantasy V deu continuação ao famoso sistema ATB (Active Time Battle) criado em Final Fantasy IV, no qual o tempo flui constantemente, portanto, mesmo que o tempo necessário para o turno de algum personagem tenha se completado, o tempo dos outros continuará fluindo, idem para os inimigos, conferindo uma batalha muito mais dinâmica e que necessita de mais habilidade por parte do jogador, para iniciantes, é possível desabilitar o modo ATB e diminuir a velocidade da batalha, para os jogadores “hardcore” como quem vos escreve, ATB e velocidade máxima!

Apesar de todos os prós e contras, aliás, mais contras do que prós… todos os elementos tradicionais da série Final Fantasy estão aqui presentes, oras, tem chocobos! Fato que por si só, já o torna um jogo obrigatório para os fãs incondicionais da série. Muitos podem não ter conseguido jogar até sua metade, e eu os compreendo, mas se eu olhasse só por esse lado, realmente não teria mais ânimo para continuar, pois o verdadeiro trunfo de Final Fantasy V é com certeza seu divertidíssimo sistema de jobs, o que parcialmente encobrirá todo o fato de possuir uma história clichêzão, personagens e vilões pouco carismáticos e batalhas que acontecem numa frequência de passo-a-passo. Se você tiver muito mais paciência, tentará derrotar os temíveis e insanos Omega e Shinryuu, eu não tive, então… prepare-se para lutar, lutar e lutar para ganhar muitos níveis!
Curiosidades
- Do Romaji, o nome do protagonista é “Battsu Kurauzā”, o que seria literalmente “Butz Klauser” no Ocidente, mas nos relançamentos posteriores, Butz virou Bartz, Qual o motivo? Acho que está evidente.
- Em 1994 no Japão, foi lançado um OVA (Original Video Animation) de 4 episódios, chamado Final Fantasy: Legend of the Crystals, pelo estúdio Madhouse, o enredo passa-se 200 anos após a batalha final de Final Fantasy V.

- Gilgamesh foi o primeiro chefe recorrente da série Final Fantasy, ou seja, ele retorna em vários eventos do jogo, e toda vez que retorna, logicamente, está mais forte.


- Houve a intenção de trazer Final Fantasy V em inglês para o SNES, ele seria renomeado como “Final Fantasy III”, seguindo a linha errônea da Square Soft, Inc. (Square norte-americana). De acordo com o tradutor oficial, Ted Woolsey: “A série Final Fantasy basicamente possui 2 linhas distintas: a série excêntrica (FFI, FFIII e FFV) são jogos guiados a comandos do controle, enquanto a série regular são jogos mais guiados pelo enredo. No caso de FFV, embora nós sabemos que é um grande título, ele não havia sido um sucesso com muitas pessoas em grupos “fora-de-foco”, contudo, os jogadores mais experientes amaram a construção de personagens complexa – ela apenas não é acessível o suficiente para o jogador mediano”.

- Em 2006, os leitores da Famitsu, revista de games mais conceituada do Japão, elegeram Final Fantasy V na 15ª posição dos 100 melhores jogos de todos os tempos, ficando até mesmo na frente de Final Fantasy VI, na 25ª posição.

Notas
Gráficos: 7
Pegue Final Fantasy IV, reaproveite alguns cenários e sprites, agora dê uma pincelada nas cores e uma suavizada nos pixels, rá! Nasce Final Fantasy V! Bom, não houve mudanças drásticas desde seu antecessor, mas alguns detalhes deixaram os gráficos e animações mais vivos, como uma maior paleta de cores, além de inimigos e chefes bem maiores e mais detalhados, o que os destacou e aumentou a distinção entre os sprites e os cenários, além de efeitos mais trabalhados. Um dos detalhes que vale ressaltar, é que pela primeira vez na série temos expressões faciais, o que pode parecer pouco, mas conferiu um ar bem mais simpático, característica que foi levada aos sucessores.
Música: 8
Nobuo Uematsu, como sempre, fez um ótimo trabalho, que rendeu 3 álbuns: “Final Fantasy V OSV”, com a compilação das músicas originais, “Final Fantasy V Piano Collections”, apresentando as 13 músicas mais belas tocadas no piano e “Final Fantasy V Dear Friends”, com 14 músicas arranjadas no sintetizador. Não podemos comparar esse trabalho com seus sucessores, mas temos um avanço considerável, em que percebemos a transição entre a experimentação de Final Fantasy IV e a posterior maturação em Final Fantasy V. Músicas como “Lenna’s Theme” e “Home, Sweet Home” são realmente tocantes e memoráveis, já “The Ancient Library” e “Battle with Gilgamesh/Clash on the Big Bridge” são petardos inesquecíveis.
Enredo: 3
A parte espinhosa… bom, comparado a série Final Fantasy habitual, não há outra palavra para descrever o enredo de Final Fantasy V como ingênuo, o que antes classifiquei como processo de maturação, como as músicas, o enredo considero um retrocesso. Uma das grandes vantagens de jogar um RPG, é a sua imersão, mas aqui passamos longe disso, com personagens de baixo carisma, história pouco elaborada e eventos totalmente previsíveis, seria excelente como um livro infantil, mas não, carimbaram o logo Final Fantasy e arriscaram sua reputação. Mas considero que toda franquia que possui uma alta longevidade passa por seus altos e baixos, e em Final Fantasy V, isso ficou evidente.
Jogabilidade: 9
O ponto forte, se por um lado temos um enredo pecaminoso, por outro, temos uma excelente e divertida jogabilidade, por quê? Ora, o que é mais divertido que um sistema de classes com dezenas de possibilidades e personagens totalmente customizáveis? Isso realmente chuta bundas! Afinal, o foco de Final Fantasy V são mesmo as batalhas, então nada melhor do que transformar seus guerreiros em máquinas de guerra invencíveis! Garanto que horas serão perdidas simplesmente pensando em táticas e combinações de habilidades para tornar seus personagens indestrutíveis, afinal, nada mais recompensador do que derrubar seus oponentes em poucos segundos graças a um personagem bem construído.
Replay: 6
Mediano, como em todo Final Fantasy, se você não conseguiu pegar tudo jogando pela primeira vez, é interessante jogar novamente, dessa vez com um detonado do lado (somente se já venceu, safadão) para ver as besteiras que você fez e se achava o máximo. Outro fato são as classes que você ignorou da primeira vez, e quando se tocou, já era tarde para correr atrás delas, então nada como uma segunda chance!
Nota Final:
7
Sir Kao
Comentários (28)
14 de Janeiro de 2010 @ 11:46
Muito louca essa tabelinha com as classes, sem falar que esta igualmente informativa, eu vou é imprimir isso e ler com calma porque eu sempre tive curiosidade nisso… Outra coisa que me chamou a atenção foi a parte da curiosidade, eu já vi pra baixar algum desenho do Final Fantasy, será que é esse OVA de 4 episódios que você mencionou…?
14 de Janeiro de 2010 @ 13:31
Eu não sou lá muito fã do FFV… aliás, adoro FFVI e curto o VII, mas não sou um grande fã da série, então sou suspeito para falar. Mas gostei muito do post.
E esse Ted Woolsey é um sofredor, coitado. A Square jogava verdadeiras bombas tradutórias no colo dele. A localização de Secret of Mana, por exemplo, é um caso à parte. Qualquer dia falo nisso lá no Gagá Games.
14 de Janeiro de 2010 @ 13:35
cara nao conhecia teu blog, mas vou linkar com o meu agora ^^
A fase 16 bits de Final Fantasy é a única realmente boa e tenho dito
14 de Janeiro de 2010 @ 14:37
Contrarindo a maioria, mesmo não tendo jogado até o final, eu gosto bastante de FF V, justamente por causa do sistema de jobs. Inclusive esse foi o ensaio para a série Tactics, já que ela contém o mesmo sistema e muitas das classes que tinham em FF V. Inclusive tenho o jogo para GBA.
Aliás, isso me lembra que qualquer dia desses tenho que voltar a jogá-lo, desta vez até o final.
14 de Janeiro de 2010 @ 14:49
Dos três games da série principal de Final Fantasy, até hoje joguei apenas o IV e VI, sendo que este último inclusive estou jogando atualmente e pela primeira vez. Ainda quero um dia arrumar tempo para jogar o V, pois o sistema de jobs parece ser muito interessante. No horrendo Final Fantasy X-2 a única coisa que se salva é justamente este sistema, por exmplo,pois ficar trocando de profissões torna o jogo bem divertido.
14 de Janeiro de 2010 @ 15:21
Apesar de não ter uma história elaborada, não chega a ser um Tales of. FFIV que deixou o pessoal mais exigente, rsrs. Ou seja, era um FF normal até então. Pegue o FFIII remake para NDS: re-elaboraram o enredo, ainda inferior a FFV.
O sistema de jobs é o mais acessível, nada complicado. As sub-habilidades são a graça do jogo, deixando a troca de classes mais interessante que FFIII. Pena que há pouca história para masterizar a maioria das classes úteis. E o mimic detona!
Faltou mencionar: o port do GBA ficou muito bom, dentro das limitações do console; possui mais 4 jobs, se não me engano. Gogo, personagem “secreto” em FFVI, aparece pela primeira vez no V. Em Final Fantasy: Dissidia, Bartz é oficialmente um mímico.
Battle with Gilgamesh, que conheço como Clash on the Big Bridge, é uma das 5 melhores músicas de toda a série, melhor que One-Winged Angel, IMO . A versão do Black Mages sobressai-se, porém considero comportado o re-arranjo presente em Dissidia.
14 de Janeiro de 2010 @ 15:25
“Battle with Gilgamesh, que conheço como Clash on the Big Bridge, é uma das 5 melhores músicas de toda a série, melhor que One-Winged Angel, IMO .”
Some mais um ao time.
14 de Janeiro de 2010 @ 15:44
““Battle with Gilgamesh, que conheço como Clash on the Big Bridge, é uma das 5 melhores músicas de toda a série, melhor que One-Winged Angel, IMO .”
Some mais um ao time.”
Mais um essa musica so de lembrar agora arrepia hahaha
14 de Janeiro de 2010 @ 16:52
@ J.F. Souza
Que bom que gostou, jogar com as 22 classes para descobrir todos os pontos fracos e fortes me fez perder várias noites de sono.
Então, existem alguns OVAs de Final Fantasy, mas o único a ter 4 episódios e ser relativo ao Final Fantasy V é o Final Fantasy: Legend of the Crystals, ele é o mais antigo, mas a qualidade é excelente.
@ Orakio “O Gaga” Rob
Sabe que eu estava pensando exatamente nisso? Roubou minha idéia, sacana! Na verdade a história de Secret of Mana em si já é muito interessante, e concordo, Ted Woolsey realmente é um sofredor, mas um sofredor com muita grana.
@ 9volt
Se não fosse pelo meu amado Final Fantasy VII eu concordaria totalmente com você, mas tenho uma grande queda por ele.
O seu blog eu já acompanhava e curtia muito, vou adicioná-lo também!
@ Adney Luis
É exatamente por isso que sempre falo para quem gosta de Final Fantasy Tactics, joguem Final Fantasy V, vocês não terão toda aquela filosofia e enredo novelístico de Final fantasy VI, mas a diversão que ele proporciona encobre tudo.
@ André “Sephiroth” Breder
Você já jogou os petardos Breder, e eu também faço isso quando estou conhecendo uma série, depois é hora dos pratos exóticos, em um comparação breaca, Final Fantasy V é o Phantasy Star III da série Final Fantasy.
@ AxDna
É engraçado você ter citado essa questão do nome da música, como o japonês é uma língua muito interpretativa, ela é conhecida por 3 nomes na internet, Battle with Gilgamesh, Clash on the Big Bridge e Death Battle in the Big Bridge, mas todos estão corretos, vou adicionar isso na informação para não haver confusões, valeu pelo toque.
14 de Janeiro de 2010 @ 17:17
Final Fantasy V foi meu primeiro FF, joguei o port para PSX.
O enredo dele, apesar de todo mundo aqui achar tão mais ou menos, me marcou muito.
[SPOILERS] Faris é uma mulher!? MINHACABEÇAEXPLODIU! É irmã da Lenna!? MINHACABEÇAEXPLODIU! Galuf veio de outro mundo!? MINHACABEÇAEXPLODIU! Peguei os cristais, mas o jogo não acabou!? MINHACABEÇAEXPLODIU! Galuf morreu pora!? MINHACABEÇAEXPLODIU! [/SPOLERS] E muitos outros que nem lembro mais.
Tudo muito clichezão, mas eu era puro e inocente. Me diverti muito, apesar de ter desistido na época, achei muito difícil xD
E Battle with Gilgamesh é o topo!
14 de Janeiro de 2010 @ 17:19
Ah, e reforçando o que disse o AxDna, a primeira aparição do Gogo é nesse jogo mesmo.
14 de Janeiro de 2010 @ 20:59
de todos os FF esse foi o oq menos gostei,(mystic quest nao conta)
apesar de ser feito depois do magnifico FFIV,ele nao conseguiu me segurar por mais de algumas horinhas de jogo…
A materia esta otima parabens!!!
14 de Janeiro de 2010 @ 23:09
Caramba quanta classe!!! Esse FF eu nunca joguei, joguei dai pra frente: VI, VII, VIII e IX!!
Verdade que devido ao meu ingles nulo, RPGs não eram meu forte na geração de 16 bits né, ainda mais de SNES (que eu demorei pacas pra comprar, os poucos RPG’s que eu joguei foram no Megadrive), sendo a época do PSx a que eu mais joguei games desse estilo.
Mas não divide da Famitsu (não me entenda mau tb), nos ultimos anos, eles perderam totalmente a credibilidade!
15 de Janeiro de 2010 @ 13:11
Nossa FFV foi um dos primeiros da série q joguei, era muito novo e ñ conseguia entender nada (Ñ conseguiria nem se ele fosse americano tbm), avancei pouco, mas lembro muito bem do começo em q mostrava o meteoro caindo e seu personagem junto com um chocobo na floresta. Lembro tbm da menina voando em um dragão…
Se a memória ñ me falha, lembro q parei na parte de um navio naufragado mas ñ sei se era o nosso navio no jogo.
Sabat:
“Mas não divide da Famitsu (não me entenda mau tb), nos ultimos anos, eles perderam totalmente a credibilidade!”
Pois é, estou percebendo isso tbm. Alguns dizem FFXIII ñ mereceu a nota q ganhou por vários motivos como linearidade do jogo e mais algumas coisas.
Ñ posso dizer nada quanto a isso pois nunca nem se quer vi o jogo.
Mas pra mim já faz tempo q a revista super-vangloria alguns jogos.
A começar de FFXII q na minha opinião ñ levaria nota máxima, houve muitos outros games da série q achei superior a ele, ñ achei os personagens tão carismáticos e achei q o sistema de batalha e mapas faz com q o jogo se pareça bastante com alguns MMO’s no mercado.
Acho q a famitsu ta sofrendo do mal q o Kao já citou:
“é hora de desprender-se do mesmo e do que todo mundo fala”
15 de Janeiro de 2010 @ 18:43
Apesar de eu achar o FF V muito bom, eu acabei terminando o IV e o VI… E pulei esse! Acredito que o sistema de troca de classes é muito original, mas apesar de ser esquecido, ainda sim honra o nome FF!
15 de Janeiro de 2010 @ 19:28
@ fezones
Poisé, o enredo é bem simplório mesmo, mas foi proposital, já que o foco do jogo realmente eram os fãs hardcore de Final Fantasy, ou seja, os caras que jogavam pra valer mesmo, por isso ele é tão idolatrado pelos japoneses, diferente dos ocidentais. Além do complexo esquema de classes, a dificuldade é um soco na cara, e se reclamar, leva outro no estômago.
@ Giba
Olha, quando eu estiver com muito tempo livre, MUITO mesmo, ainda vou fazer um review de Final Fantasy Mystic Quest, só de pirraça!
@ Sabat
Ah sim, com certeza, na verdade esse dado da Famitsu preferi deixar só como adicional, ainda mais pelo curioso fato de Final Fantasy V ter ficado na frente de vários clássicos, inclusive o próprio Final Fantasy VI, isso é algo que não teria cabimento para o gosto ocidental.
@ Felix
A maioria das pessoas falam isso mesmo, que jogaram e pararam em alguma parte, eu confesso que a primeira vez que joguei também fiz o mesmo, só fui rejogá-lo anos depois, e descobri um jogo fantástico por trás de críticas cegas, por isso que sempre digo, os melhores críticos somos nós mesmos.
@ Meme
Meu caro Meme, trate de aparecer mais por aqui seu safado sem vergonha, ou vou atrás de você e te trago arrastado pelos poucos cabelos que lhe restaram.
15 de Janeiro de 2010 @ 21:52
Eu cheguei no último chefe, mas vi que ia ter que avançar muitos níveis. Perdi o saco, acabei desistindo.
15 de Janeiro de 2010 @ 23:58
Eu não cheguei no último chefe, mas lembro que já gastei umas boas dezenas de horas no jogo.
Aliás, Sir Kao, dá uma olhada no seu e-mail, é sobre um novo projeto que têm muito a ver com o seu blog que estou montando…=D
16 de Janeiro de 2010 @ 2:51
Depois de jogar incansavelmente Final Fantasy 4 no meu snes velho de guerra, começava para mim a era dos emuladores, ainda com o o mais velho ainda Znes. Final Fantasy V é extremamente viciante, já o terminei várias vezes, joguei uma vez em japonês durante muito tempo até conhecer a tradução. Quem critica muito esse jogo, provavelmente não o jogou na sequência, jogaram o VI e decidiram ver como era o quinto. Considero esse um dos melhores da série simplesmente pelo sistema de jobs. Quando joguei o remake para GBA desenvolvi até uma estratégia que nunca vi ninguem usar e pretendo até fazer um post com ela. A única parte que eu realmente não gostei é a animação dos summoner, inferiores ao anterior, por serem estáticos.
Quanto a lista de classes, só o Berserk e o Mimic são dispensáveis, todos os outros são bons. Depois de explico melhor essa minha opnião.
Ótima Análise. Ótimo Jogo. Arrasa Nem!
16 de Janeiro de 2010 @ 6:12
É, pelo menos para mim isso que você disse se aplica mesmo… eu joguei FFV bem depois de ter jogado o VI, e isso complica um pouco o meu julgamento.
Mas o que acontece para mim é o seguinte: ou o RPG tem uma história mais ou menos mas me dá muita liberdade, ou é terrivelmente linear mas conta uma baita história. O FFV me pareceu linear e com uma história mediana, então acabou não me agradando. O sistema de jobs é muito elogiado, e certamente faz toda a diferença, mas é que a mim particularmente o sistema não agrada muito. Acho que sou meio inseguro, e odeio ter que decidir a classe do personagem
Embora o FFVII para mim não seja tão poderoso como dizem, eu gosto do sistema que ele usa, em que a gente equipa materias e os personagens vão aprendendo as magias. Mas aí é questão de gosto mesmo.
16 de Janeiro de 2010 @ 17:11
Nunca joguei para valer nenhum dos final fantasy,-_-”
Mas posso dizer que gostei muito do pouco que pude ver, e podemos ver que FFT aproveitou a idéia dos Job V claramente.
Excelente Post meu caro
17 de Janeiro de 2010 @ 15:32
@ GLStoque
Essa é a magia de Final Fantasy V, são tantas combinações e possibilidades, que cada um acaba desenvolvendo seus próprios métodos e técnicas de batalhas, com certeza vou querer ver seu post sobre suas estratégias.
@ Orakio “O Gaga” Rob
Eu também confesso que sou meio inseguro, por isso mesmo perdi mais horas fazendo esboços de classes e habilides e bolando estratégias, do que propriamente jogando, e garanto, essa foi a minha maior diversão.
@ Cyber Woo
Obrigado. Na minha opinião, “Final Fantasy Tactics = Final Fantasy V + Tactics Ogre”, e essa mistura foi a chave do sucesso desse jogo tão aclamado.
24 de Janeiro de 2010 @ 8:09
Cacetada, mas que BELA análise Sir Kao!
NUNCA joguei pra valer nenhum Final Fantasy de SNES, mas adorei esse lance dos jobs, FF Tactics chupinhou isso totalmente desse jogo. Gosto de “perder” dias equipando, evoluindo e trocando classes, tanto que demorei umas 200 horas pra terminar o FFT.
Vou dar uma olhada séria nesse FF5, parece ser muito foda!!
Quem sabe não vire um Retronado futuramente….
12 de Março de 2010 @ 0:36
Discordo totalmente de sua opinião, acho FF V um jogo fantastico e pelo simples fato de focar muito mais o gameplay do que a história e personagens. Afinal estamos falando de um jogo e não de um filme. Não digo para jogar a história no lixo, mas num jogo ela não deve ser fator determinante para avaliar algo. Pra mim o 5, ao lado do 9 e do 6 são os melhores na minha opinião.
E sobre a classe bard, ela é bem útil no jogo. Requiem tira muito de todos os monstros do tipo undead. Tem um dungeon no jogo que ta lotado de monstros do tipo zombie, lá os bards reinam. Além disso ele tem uma das taticas para derrotar a Omega Weapon usando o romeo ballads (que impede o alvo de atacar).
12 de Março de 2010 @ 6:35
Sabe que talvez você tenha razão, Mag? É que a gente se acostumou àquele melodrama pesadão em FF… quando eu joguei eu estava esperando exatamente por isso, e acabei me decepcionando. Mas pensando nisso que você disse, a jogabilidade é ótima mesmo. Talvez eu deva dar outra chance ao jogo. Quando você joga com as expectativas erradas a coisa geralmente não flui bem.
9 de Junho de 2010 @ 20:47
Nao se preocupe, Orakio. Isso eh um problema recorrente da critica especializada. Ela tende a ser critica demais.
20 de Junho de 2010 @ 13:28
Gostei muito da postagem (está me ajudando muito)e li todos os comentários.
Esse é meu primeiro FF, estou jogando atualmente.
Como eu sou um novato em RPG, busquei um tutorial sobre o jogo, mas no próximo FF que eu jogar vou zerar por merecer… Prometo.
☻
21 de Junho de 2010 @ 9:43
Estava eu lutando contra um chefão e no primeiro golpe 2 personagens foram aniquilados, percebendo que ia ser derrotado fui tomar um banho e deixei o chefão acabar de vez comigo. Mas mas mas havia um Berserker no time e ele sozinho aniquilou o chefão. Quando eu voltei do banho não acreditei no que estava vendo… Euri alto. Voltei no mesmo chefão, mas dessa vez com quatro Berserker e derrotei ele sem tocar no joystick.
Legal, neh?