Retro Fantasy

"Son of a Submariner!"

- Kefka

12 de Dezembro de 2009

Dragon Quest VIII: Um RPG feito para os velhos fãs do gênero!

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Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King foi o primeiro (e até agora único) jogo desta lendária franquia que eu joguei. Mas acho que eu não poderia ter começado de forma melhor, pois trata-se de um RPG simplesmente excelente! Lançado em 2005, de forma exclusiva para o PlayStation 2, o game mostra como é totalmente possível fazer um RPG bem nos moldes dos clássicos, mas trazendo ao mesmo tempo gráficos e sonoridades de cair o queixo! É quase como se pegassem algum RPG da era dos consoles de 8 ou 16 Bits e fizessem um remake em 3D, pois Dragon Quest VIII é literalmente um RPG tradicional tão bom quantos os que eram lançados antigamente.

Ficha Técnica

Desenvolvedora: Level 5

Distribuidora: Square-Enix

Console: PlayStation 2

Gênero: RPG

Lançamento: 2005 eua_flag

O enredo de Dragon Quest VIII mostra o pobre rei Trode, que foi transformando numa criatura horrenda (bem parecida com o Yoda de Star Wars) por Dolmaghus, um bobo-da-corte que acabou dominado por um cetro malígno, que deu ao mesmo imensos poderes. Para piorar a situação a (antes bela) princesa Medea também sofreu uma transformação nada agradável por meio das mãos de Dolmaghus, passando a possuir a forma de uma égua!

Juntamente com Trode e Medea está o protagonista (cujo nome fica a cargo de cada jogador), que misteriosamente escapou ileso de ser atingido por qualquer maldição. Os três partem para uma missão onde devem encontrar e desafiar o maldito Dolmaghus, pois esta parece ser a única maneira de livrar, tanto o rei quanto a pobre princesa, da maldição que os afligem.

As batalhas de Dragon Quest VIII são por turnos, assim como foi nos games anteriores da franquia, e os produtores não tiveram intenção nenhuma em inovar tanto nesta questão.

Fãs dos RPGs mais antigos não terão nenhuma dificuldade em travar batalhas no jogo. Há habilidades e magias que podem ser usadas durante os combates com os inimigos, naturalmente, e fazer o uso certo de cada uma destas formas de batalha é necessário para sair vitorioso de maneira mais tranquila.

Mesmo que a príncipio a força bruta dos personagens pode dar conta do recado, a medida que o jogador vai avançando no jogo ele irá encontrar batalhas que exigem mais inteligência e sabedoria em utilizar os golpes certos, do que simplesmente ficar apertando os botões a esmo.

Para deixar os heróis mais aptos para sair vitoriosos nas batalhas, cada um deles possui 5 quesitos que podem ser melhorados à medida que se ganha experiência, e consequentemente, melhorar seus níveis: 3 correspondem às armas que cada um pode utilizar, outro para o combate com as mãos nuas e um atributo exclusivo de cada personagem.

Agora pelo menos houve uma grata novidade em Dragon Quest VIII para incrementar o sistema de batalhas: trata-se do comando “psyche-up”, que faz com que os personagens possam acumular suas forças para posteriormente desferir ataques mais contundentes em seus inimigos. Este comando pode ser usado até quatro vezes seguidas, fazendo com que a “tensão” do personagem alcance o nível 100, podendo então mandar ver ataques literalmente devastadores em seus oponentes!

Mas agora vamos falar do que realmente pode ser uma dor de cabeça para jogadores mais impacientes: a dificuldade do jogo vai aumentado de forma considerável a medida que se avança na história de Dragon Quest VIII, fazendo com que cada nova etapa seja bem mais complicada do que a anterior, o que acaba obrigando o jogador a passar horas e horas lutando contra monstros para subir os níveis de seus personagens e então melhorar seus atributos.

Procurar comprar sempre as melhores armas e armaduras disponíveis também ajuda, mas o que faz a diferença entre a vitória ou derrota do jogador está mesmo na questão de sempre ter que elevar o nível dos personagens para que eles estejam pelo menos no mesmo nível dos inimigos de uma nova área do jogo. Vale citar também que em Dragon Quest VIII existe uma bacana passagem do dia para a noite, e vice-versa, sendo que nos períodos noturnos os monstros são ainda mais perigosos.

Dragon Quest VIII é um RPG tradicional que utilizou de maneira sábia todos os recursoso gráficos e sonoros do PlayStation 2, fazendo dele um dos melhores games do gênero no 128 bits da Sony! Se você que está lendo esta análise é um fã de RPGs das gerações passadas, principalmente da era 16 bits, e ainda não jogou Dragon Quest VIII, tem grandes chances de amá-lo eternamente após jogá-lo!

Nesta análise evitei ao máximo dar grandes detalhes sobre o jogo e o desenrolar de sua trama para evitar desagradáveis spoilers, que em um game de RPG onde a história é o fator principal, se torna algo totalmente imperdoável! Por isso tenha certeza que Dragon Quest VIII é ainda um game muito mais grandioso e profundo do que é mostrado neste texto!

Notas

Gráficos: 10

Os gráficos do game utilizam o efeito Cel Shading, que é um conjunto de técnicas empregadas na renderização de imagens 3D de modo que o resultado final se assemelhe ao de desenhos em 2D! Ou seja, ao jogar Dragon Quest VIII você tem a nítida sensação de estar controlando um desenho animado! A oitava versão foi o primeiro jogo da série totalmente em 3D, e os produtores não tiveram preguiça em criar um mundo vasto para ser explorado pelos jogadores! Até mesmo um simples vilarejo é enorme, cheios de locais para visitar! Os cenários do jogo são os mais variados possíveis: o jogador irá se aventurar em cavernas, castelos, desertos, florestas, áreas com neve, etc

A riqueza de detalhes é imensa! Você poderá, por exemplo, subir em uma montanha e de lá avistar locais que poderão ser explorados, graças a profundidade do mundo de Dragon Quest VIII! O design dos personagens e monstros do jogo não poderiam ser melhores: todos foram feitos pelo talentoso desenhista Akira Toriyama (para quem não sabe, o mesmo da série Dragon Ball) que trabalha na franquia desde o seu início, e portanto, faz com que Dragon Quest VIII seja totalmente familiar aos olhos dos jogadores veteranos que acompanham a série desde épocas passadas.

Sonoridade: 10

A trilha sonora de Dragon Quest VIII é fantástica! Só para se ter uma noção do cuidado que os produtores do jogo tiveram em relação aos temas musicais do game, basta citar que cada música foi tocada e gravada pela Orquestra Filarmônica de Tóquio, sob regência do compositor Koichi Sugiyama, que é outra figura lendária dentro da franquia Dragon Quest! Tudo é tão perfeito que os temas musicais passam ao jogador a gostosa sensação de estar no meio de um desses filmes medievais e épicos que todos estamos acostumados a assistir!

As músicas são bem variadas, indo de temas mais calmos e leves, até músicas agitadas e extremamente empolgantes (como os temas de batalhas)! Koichi Sugiyama é tido por muitos como um dos maiores compositores de video games de todos os tempos, sendo que até mesmo talentos como Nobuo Uematso, que compôs as trilhas dos games mais clássicos da franquia Final Fantasy, é fã declarado do mestre!

Os efeitos sonoros também estão totalmente condizentes com o clima divertido do jogo, sendo que não há do que reclamar deles. Agora vale destacar o trabalho na dublagem dos personagens na versão americana de Dragon Quest VIII ( na versão do game lançada no Japão os personagens não tinham vozes), que ficou muito boa! Como o jogo se passa em um mundo medieval, foram escolhidos de forma proposital dubladores ingleses para que o sotaque dos personagens fosse algo totalmente perceptível. Ou você acha que alguém que tenha vivido na idade média tenha um inglês com sotaque americano?

Enredo: 10

Para alguns a trama de Dragon Quest VIII poderá soar bem clichê, mas eu pessoalmente gostei muito dela! Apesar de se desenvolver de maneira lenta, o enredo do game reserva grandes surpresas ao jogador!

Jogabilidade: 10

A jogabilidade do jogo é bem básica e simples, onde qualquer veterano em games do gênero não terá problema algum. Os menús, tantos os dos períodos de batalha quanto os dos períodos normais do jogo, são todos bem fáceis de mexer.

Replay: 10

Você curte mesmo RPGs tradicionais? Então você nunca irá se cansar de jogar este game! Dragon Quest VIII é um jogo para se jogar inúmeras vezes!

Nota Final:

10

André "Sephiroth" Breder

Comentários (14)

14 Comentários »

  1. 13 de Dezembro de 2009 @ 12:12

    Vovô Garoto disse:

    Posso ser bem sincero? Esse jogo é um lixo. Sério, é um dos piores Dragon Quests que eu já joguei. Não tem nenhuma novidade significativa em relação aos predecessores a não ser os gráficos, o enredo é inexistente, o sistema de batalha é datado e sem nenhum atrativo, os personagens não tem nenhum carisma, as músicas são as mais fracas da série…
    Se você conseguir ver através dos gráficos (maravilhosos, eu reconheço) tudo o que você encontra é um jogo medíocre.
    Faz o seguinte: arrume um Ds e pegue a melhor versão do melhor Dragon Quest de todos os tempos: Dragon Quest V: Hand of the Heavenly Bride. Esse sim merece um 10.

  2. 13 de Dezembro de 2009 @ 12:38

    Sir Kao disse:

    Dragon Quest VIII foi um dos únicos RPGs de PS2 que me interessei em jogar até o fim, exatamente pelo seu foco na jogabilidade retrogamer, o que me agradou muito. Lembro que fiquei encantando com o tamanho e beleza do mundo, perdia-se horas e horas em sua exploração, acompanhada de músicas belíssimas, isso ficou gravado em minha memória.

    @ Vovô Garoto

    Claro que pode ser sincero, valorizamos a opinião de todos. Eu concordo com você quanto ao enredo e os personagens, que deixaram um aspecto um tanto vago no desenrolar da trama, mas quanto ao resto não posso concordar, já que o atrativo de Dragon Quest VIII é justamente dar um novo panorama à experiência retrogamer, e acho que nesse quesito o jogo foi bem sucedido.

    PS: Cuidado com o Breder, ele morde. :P

  3. 13 de Dezembro de 2009 @ 19:33

    Sabat disse:

    Rapasiada, vou ser bem sincero tb quanto a minha opinião, e não sou hater deste game, apenas não gostei mesmo: péssimo game pra mim XD, ótimo game para debates!!

    Joguei com uma expectativa enorme, foi tudo por agua a baixo em umas 40hs de jogo, onde eu esperei esperançosamente que o game melhorasse, mas nada de bom veio. Ainda tentei exercitar minha paciência e estou com meu save aqui com mais de 70hs de jogo, mas certamente vai ficar aqui pq não vou nem chegar perto.
    Achei tudo simplório demais:

    História nota 5: ela existe, mas chega um momento que agente nem lembra mais, pois tudo se resume a fazer favores para NPCs que nada tem a ver com a história. Enredo inexiste.

    Gráficos nota 7: SE NÃO FOSSE O DESIGN CELL CHADDEED DOS PERSONAGENS, SERIA NOTA 4!! É terrível, tudo tenta passar a impressão de clean e colorido, quando na verdade é simples ao extremo, sem detalhe nenhum nos interiores e exteriores das cidades, e um mapa extremamente pobre. Texturas e filtros são nulos. Como eu disse, só o design dos personagens salva: é muito bom mesmo, mas longe de ser o melhor cell que eu ja vi… na verdade tá um pouco acima da média.

    Sistema de batalha nota 5: evolua e bata, nada além disso. Você vai vencer as batalhas quando seu nivel permitir, desencane de equipamentos ou demais coisas.

    Não estou fazendo força pra pegar pesado com esse game não heim XD eu acho isso mesmo dele. Concordo que DQ sempre teve gráficos ruins, sempre a baixo da media da época de suas respectivas versões, pois pra japaiada o que importava era o enredo, a história, mas este jogo nem isso tem. Na questão gráfica ele até passaria por mim desapercebido pois isso é uma coisa que não importa muito no meu conceito, mas tendo sistemas tão simples ou ruins como os de batalha, sistema de menus, de alquimia, etc, fica difícil alguém mais exigente e que ja esteja cansado de turnos tão simplórios e chatos como os deste game, abraçar o título. As coisas dão a impressão de estarem em fase beta, e que os personagens, tão bem feitos, não fazem parte daquele hambiente que parece ainda estar em desenvolvimento.

    Jogo nota 6 pra mim e olhe lá XD!

  4. 13 de Dezembro de 2009 @ 20:00

    Cosmão disse:

    Cara, eu sou do time que adorou o game. Claro, ele é realmente MUITO entendiante, pois conseguir levels é algo demorado demais. Outro contra são as magias, escassas e com pouquíssimos efeitos visuais. Mas, no conjunto da obra, adorei o jogo.
    Uma coisa que o André citou e que concordo totalmente são as músicas: não foram raras as vezes em que, somente de ouvir alguma sinfonia na TV mesmo, eu não tenha me lembrado do jogo. São músicas extremamente cativantes.

  5. 15 de Dezembro de 2009 @ 20:11

    Cyber Woo disse:

    Cara, estou louco para poder jogar essa criança!!!
    Gosto muito da Saga Dragon Quest(Warrior), quando joven, recordo de ganhar o Cartucho do snes original do japan, só que como era bobinho e o meu japanese nunca foi bom, troquei Dragon Quest III, por Maui Mallard -_-”
    AH! se arrependimento matasse, depois de uns anos fiquei louco atras, dai recorri aos emuladores da vida hehehehehe!.
    Minha copia do Dragon Quest VIII já esta encomendada *_*

  6. 15 de Dezembro de 2009 @ 20:15

    Cyber Woo disse:

    O.o
    Nossa, se tivesse lido o comentario do Sabat antes de comprar o game, eu não teria comprado.
    sahushuahsuahsuahsuhaushaushau
    Calma Sabat :D

  7. 16 de Dezembro de 2009 @ 2:11

    Sabat disse:

    @Cyber Woo

    ahUHAUha Po, não leu, agora gastou dinheiro, já era ahUHAUhauHAU xD

    Brincadeira XD É que esse jogo não me agradou em quase nada mesmo ^^, eu tinha uma expectativa muito alta com ele e caí do cavalo xD

    Mas isso nao quer dizer que vc não vá se divertir jogando ^^ manda bala ae XD Já gastou dinheiro mesmo po ahUAHUha

  8. 20 de Dezembro de 2009 @ 12:02

    gamer_boy disse:

    Cada versão é única, parabéns ao André Breder pelo review!

  9. 14 de Março de 2010 @ 15:12

    Anjelo disse:

    Eu comecei a Jogar o Dragon quest 8 e me apaixonei é siplesmente um Dos melhores Jogos do mundo Juntamente con Final Fantasi 12 Que eu não poso negar é otimo, eu ja zerei 100% Quatro vezes e eu poso recomendar a todos jogen Dragon Quest 8

  10. 11 de Maio de 2010 @ 18:51

    fernando bezerra disse:

    A estória do DQ8 demora a emplacar mas é interessante, pois parte do princípio mais simplório possível e vai se desenrolando em uma trama bem mais complexa, onde a caça ao Dhollmagus é só a ponta do iceberg…
    A jogabilidade me fez lembrar Lunar,pois é bem simples, compensada pelo roteiro a ser seguido.O lance de se fazer favores a NPCs em todo rpg existe.
    Na análise foi comentado as vozes da versão americana, mas além do sotaque britânico(rei Trode) podemos ouvir sotaques de diversas nacionalidades:
    Kalderasha- têm um sotaque que me lembra o romeno.
    Geyzer-fala com alíngua entre os dentes, igual a dublagem original do patolino(tipo quem fala cuspindo).
    Khalam-sotaque típico dos negros em filmes americanos.
    Morrie-italiano.
    Don Moi- a voz desse chefe é uma das minhas preferidas,pois ele fala cantando, parecido um cantor negro que aparece na sequencia final do filme ALL THAT JAZZ.
    Dhollmagus-”such a pitty!”-eu fiquei um tempão repetindo isso no trabalho quando me pediam algo…
    E outros que não tô a fim de lembrar agora.
    Outro ponto importante é o “figurino”. Assistam IRMÃO SOL, IRMÃ LUA do Zefirelli e notem a semelhança.
    Mais de 100 horas para ver os dois finais possíveis e não me arrependi.
    O mesmo não aconteceu com o Final “da picada” Fantasy 12….

  11. 7 de Agosto de 2010 @ 13:28

    harduim disse:

    vc q e um lixo seu nub !!! vai jogar barbie seu fdp ! e depois vai pro karal…

  12. 10 de Agosto de 2010 @ 16:54

    fernando bezerra disse:

    isso foi comigo?
    o que é “nub”?

  13. 11 de Agosto de 2010 @ 0:14

    Sabat disse:

    haUHAUhauHA confesso que não entendi absolutamente NADA do que o fulano disse, com quem foi, ou A QUÊ se referia kkkkkkkkkkkkkkkk

  14. 17 de Agosto de 2010 @ 23:21

    Nelson Henrique disse:

    Francamente? Ainda tô com somente umas 16 horas de jogo mas já posso dizer com certeza. Não Final Fantasy nenhum, o que é bom mesmo é Dragon Quest!!! Perfeito!!!

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