4 de Março de 2010
Pensaram que eu havia esquecido, né? Poisé velharada, juro que não fiquei jogando dominó nesse tempo (só um pouquinho). Mesmo que eu demore, sempre tento cumprir minhas promessas, e espero que eu consiga cumprir a promessa de terminar essa série antes de vestir o paletó de madeira. Então vamos lá, para mais uma parte da série que ainda vai me deixar louco varrido, a lista “C” de Perdidos no Japão!

Com o Perdidos no Japão, tentarei fazer uma compilação de todos os RPGs lançados para Super Famicom, com o máximo de informações que conseguir coletar a respeito de cada RPG, acompanhados de uma mini-análise. Como são muitos RPGs (acreditem, são muitos mesmo!), e tenho que jogar e buscar informações sobre cada um, será algo que estarei lançando pouco a pouco, então decidi dividir o conteúdo de forma alfabética.
Para você que pegou o bonde andando, trate de voltar no tempo e ver a primeira e segunda parte dessa jornada. Preparados? Létis gooo!
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Chaos Seed: Fuusui Kairoki
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Você é um jovem guerreiro, descendente de uma raça de guerreiros habitantes de cavernas. Sua missão é explorar cavernas e construir salas místicas para canalizar a energia de volta ao planeta, que está morrendo aos poucos. Porém, os guerreiros habitantes da superfície acreditam que você é o responsável por essa situação, e vão interferir tentando exonerar essas cavernas.
Chaos Seed parece ser um jogo fantástico, com gráficos muito bonitos e coloridos, sprites bem animados e típicos de um anime dos bons, os cenários e as músicas são inspirados na antiga cultura oriental. Imagine uma mistura de Zelda com Secret of Mana e toques de estratégia, assim é a jogabilidade única de Chaos Seed, você explorará cavernas e desvendará vários segredos como Zelda, também encontrará vários amigos, e eles te auxiliarão em batalhas alucinantes de pura ação, assim como Secret of Mana, tentador, não? Só é uma pena ainda não estar todo traduzido, mas quem sabe em breve teremos uma boa notícia, pois o grupo Dynamic Designs está trabalhando duro nisso.
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Chou Mahou Tairiku Wozz
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Era uma vez, um mundo mágico em que todos viviam pacificamente, pelo menos até que uma chuva demoníaca transformasse seus habitantes em monstros! De acordo com Sullivan, o mestre feticeiro, isso é obra de Balam, que está tentando unir o mundo dos humanos com o mundo de Wozz. Então ele usou sua últimas forças para invocar três guerreiros do mundo dos humanos, pois só com a tecnologia deles é possível derrotá-lo. Você comandará Leona, Shot e Chun e tentará acabar com os planos de Balam para retornarem ao seu mundo.
Gráficos comuns e música mediana, mas não se engane, Wozz tem alguns detalhes que o tornam diferente, como uma história extremamente divertida, com altas doses de comédia, e a possiblidade de criar seus próprios itens e veículos. O estilo dos gráficos e a jogabilidade lembram muito Breath of Fire, ainda mais as batalhas. Por sorte, você poderá aventurar-se e tirar sua próprias conclusões, pois Wozz está totalmente traduzido!
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Crystal Beans From Dungeon Explorer
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Muito tempo atrás, um cristal mágico protegia um reino governado por um velho e sábio rei. Mas um dia, um demônio materializou-se de uma tenebrosa tempestade e roubou o cristal, e com seu poder, criou demônios para atacar o reino. O rei então invocou o poder dos céus, e oito armas mágicas caíram do céu, cada uma representando um guerreiro. Você deve encarnar um desses guerreiros e combater os demônios que assolam o reino.
Crystal Beans é uma mistura interessante de Gauntlet com elementos de RPG, você poder escolher entre 8 classes de guerreiros, Fighter, Warrior, Bowman, Wizard, Priest, Kage, Monk e Witch, todas possuem suas vantagens e desvantagens, a partir daí, você terá de matar monstros incessantemente e destruir seus portais, porém, diferente de Gauntlet, você possui atributos e evolução típicos de um RPG. Para quem quer jogar um RPG sem comprometer-se muito, é uma boa opção.
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Cyber Knight
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Num futuro distante, mais precisamente no século 24, a humanidade vive no espaço. Piratas espaciais atacaram a espaçonave Swordfish, sem escolha, os tripulantes tiveram que transportar a nave na velocidade da luz sem destino algum. Sobraram alguns sobreviventes e robôs, que terão de lutar em uma colônia que está sendo atacada por aliens mecânicos conhecidos como Berserkers, e assim retornar aos seus lares.
Cyber Knight é um RPG da “primeira leva”, possui gráficos bons e músicas razoáveis, com destaque para os cenários do interior da nave, que são bem detalhados. Há dois paralelos, no interior da nave e do mundo, você poderá visitar várias salas e dar ordens aos tripulantes, fora dela, o jogo é muito semelhante ao mundo de Phantasy Star, mas as batalhas são inspiradas em Final Fantasy, com direito a uma outra tela onde vemos a ação. Parece ser um ótimo jogo, ainda mais para quem é fã de ficção científica e “mechas” (robôs controlados por humanos), além disso, está todo traduzido!
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Cyber Knight II: Chikyuu Teikoku no Yabou
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Após os acontecimentos do primeiro jogo, a tripulação de Swordfish conseguiu retornar à Terra após derrotarem os Berserkers. Porém, a Terra também não está em paz, General Forrest dominou o planeta e agora quer dominar sistemas independentes, para isso vai usar a tecnologia dos Berserkers. Após terem escapado da prisão e com uma nova espaçonave, Galvodirge, vocês devem viajar pela galáxia e tentar impedir seus planos.
Cyber Knight II tem gráficos ainda melhores, com cenários ainda mais detalhados e coloridos. O estilo de jogo continua o mesmo, com comandos internos dentro da nave e exploração dos planetas com os mechas, a semelhança com jogos da série Phantasy Star continua tão grande que pensei estar jogando Phantasy Star IV, mas deixando de lado as semelhanças, Cyber Knight II parece ter um enredo mais aprimorado que o primeiro jogo, sem contar que tudo foi atualizado, por sorte, também está todo traduzido, legal!
Ufa, até que a lista “C” estava tranquila, serviu para tomar o fôlego para o que virá, então preparem-se…
3 de Março de 2010

Pode parecer estranho, mas isso é bem mais comum do que pensamos, afinal, vai falar que você ainda achava que todos os ports de Final Fantasy foram desenvolvidos pela Square Enix? Poisé, aí que você se engana, por exemplo, a versão de MSX foi desenvolvida pela Micro Cabin, e as outras versões, como a de PlayStation e de portáteis diversos, foram desenvolvidas pela TOSE, ou seja, a única versão puramente desenvolvida pela Square foi a original, de Famicom.
Agora, a novidade é que a jurássica Namco também quer meter o dedo na maçaroca, e a Square Enix, que não é boba nem nada, deu sinal verde, então significa que mais uma pequena árvore de dinheiro está sendo plantada.

O fato de estar sendo lançado para celulares já não é novidade, já que Final Fantasy já havia sido lançado para dois celulares japoneses em 2004, portanto, a novidade mesmo seria o lançamento do primeiro jogo para celulares da série no Ocidente.
Um fato interessante é que, olhando os gráficos, vemos que essa versão é como se fosse uma transição entre a versão original de Famicom e a primeira versão para portátil, do obsoleto WonderSwan Color, que só foi lançado no Japão, já que as texturas, tiles e sprites das versão antigas e novas misturam-se de forma a conferir-lhe uma cara única, ainda mais pelo fato da tela ser vertical.

Essa notícia veio a coincidir com aquela que eu havia disparado há algum tempo, sobre o lançamento de Final Fantasy I e II para iPhone, ou seja, veio a calhar para quem ainda não ficou rico o suficiente para comprar o brinquedinho da Apple.
1 de Março de 2010
Parece que os RPGs clássicos andam meio esquecidos ultimamente, algo que comprova isso é a falta de boas notícias nesse blog, mas hoje, mesmo que com um atraso de algumas luas, tenho uma notícia para esquentar um pouco o coração dos apaixonados por esses jogos transcendentais, trata-se do lançamento de Grandia na PlayStation Network.

Grandia foi um RPG desenvolvido pela excelente Game Arts, para quem não associou de cara, a mesma do clássico Alisia Dragon e da lendária série Lunar. Originalmente o jogo foi lançado para o Saturn em 1997, somente no Japão, mas em 1999 decidiram lançá-lo para PlayStation, e aproveitando que o console já era uma plataforma de RPGs bem consolidada, Grandia finalmente chegou no Ocidente pelas mãos da própria Sony. E agora, será a chance dos donos do PSP e do PlayStation 3.

No jogo você entra na pele de Justin, um jovem garoto obcecado em ser um grande aventureiro, em sua jornada, ele adquire uma pedra mágica que o leva a desvendar o mistério de uma antiga civilização perdida. Claro, no caminho ele encontrará vários parceiros para encarar essa aventura, e também vários inimigos que tentarão impedí-lo de completá-la, sendo os principais as Forças de Garlyle.
Grandia possui um estilo gráfico bastante utilizado na geração 32-bit, com cenários 3D e personagens 2D caprichados. Os confrontos lembram muito o estilo de Lunar, com batalhas ricas em animações e vozes, aparentando ser um anime dos bons. Além do mais, a trilha sonora é composta pelo talentoso Noriyuki Iwadare, que entre os seus trabalhos, estão a série Lunar, Ys III para Mega Drive, Growlanser e vários jogos da série Langrisser, poisé, o cara manda bem.

A aventura gira em torno de 80 horas, mas claro, para todo perfeccionista, esse valor pode facilmente triplicar. Originalmente Grandia vinha em 2 CDs, mas nessa era de mídia física cada vez menos necessária, você poderá adquirí-lo digitalmente por míseros 9 dólares. Eu como um velhaco materialista, gostaria de ter o original, com encarte e todas as firulas que se tem direito, mas vocês sabem o valor exorbitante que esses jogos podem chegar hoje em dia, e essa é uma ótima forma de economizar tempo, dinheiro e ter legalmente um classicão desses.
Então é isso, para quem nunca teve a oportunidade de jogar esse clássico eterno dos RPGs, é uma ótima oportunidade, garanto que cada centavo valerá a pena, essa aventura poderá ficar na sua memória.
