28 de Março de 2010

Bom, eu sei que estou sumido há quase um mês, mas há uma boa explicação para isso! Na verdade a explicação é aquela velha conhecida de sempre: pequenos problemas pessoais + muito trabalho para fazer = pouquíssimo tempo para os blogs. Mas essa equação já está finalizada e prometo que serei mais frequente por aqui.
Desculpas dadas, voltamos ao retronado!!
No capítulo anterior vimos o pai de Red e Blue supostamente se espatifar nas montanhas, enquanto ele voa em um Ferric Falcon danificado pelas explosões. Pois bem, voltamos então para Roune Village, onde Harbatle (aquele que veio nos avisar sobre o Ferric Falcon) está nos esperando. Ao contarmos a ele o que aconteceu, rapidamente ele resolve ir ao local para ver todo o estrago. E assim, avô e netos rumam para o seu lar para conversar sobre o que aconteceu.
Em casa, o avô fala sobre uma sala escondida no quarto do pai deles em Tania Village, que pode nos dar maiores detalhes sobre o que diabos o pai de Red e Blue estava fazendo ali. Mas ele logo os adverte do perigo, pois para chegar lá é necessário atravessar uma floresta cheia de monstros. E não dá para enfrentar monstros sem alguma arma ou armadura. Sendo assim, ele sugere que Red e Blue comprem armas e armaduras.
Nesse exato momento, topamos com uma mulher e um macaco! Na verdade, era o mesmo macaco que apareceu em Aged Cave enquanto estávamos tentando evitar ser soterrados. Conversando com eles. sabemos que os seus nomes são Rain e Ponga! Além disso, parece que o avô de Red e Blue já os conhece. E, em um vídeo de 20 segundos, mostrado logo abaixo, sabemos de onde eles se conhecem:
Após uma conversa rápida e alguns pequenos galanteios do avô de Red e Blue (parece que o nosso velhinho não quer passar a sua velhice sozinho!! =D), ele resolve ficar perambulando por aí (e, para nos ajudar, resolve dar a valorosa quantia de …1 Gil!), e então rumamos para Sebia Village para comprar equipamentos. Só que antes temos que conseguir dinheiro pra isso.
Na cidade, há muitas formas de conseguir dinheiro (e alguns itens):


Seguindo essas dicas, em pouco tempo você estará mais rico do que o Tio Patinhas. Após comprar armas e armaduras que fazem com que o seu grupo fique mais poderoso que o BOPE com Capitão Nascimento e Chuck Norris no comando, salvamos o jogo na igreja no centro da vila, além de aumentar o SP dos personagens pela bagatela de 50 Gil.
Feito isso, rumamos para Irato Forest. Mas, no meio do caminho, Harbatle aparece desesperado, dizendo que Roune Village está em chamas!!! Mas o avô de Red e Blue (assim como todos os habitantes) está lá sendo consumidos pelas chamas!!!
No próximo retronado, salvaremos alguns habitantes e infelizmente veremos o fim trágico de outros!
Até a próxima e bons RPGs a todos!
24 de Março de 2010
Estava sentido falta dessa série nesse blog preguiçoso, mas tudo que demora vem melhor, não é? Então vamos lá, para mais um capítulo das Novidades Romhackers!


Slayers é uma série de vários mangás e animês de muito sucesso no Japão, escritos por Hajime Kanzaka e ilustrados por Rui Araizumi, perdurando desde 1989 até hoje, no caso, com os atuais mangás Slayers Evolution-R e Slayers Light Magic. Para quem não se lembra, a primeira temporada de Slayers foi transmitida na Bandeirantes em 2003, porém, por puro preconceito do povo brasileiro (os desenhos foram considerados velhos e feios), as outras temporadas não foram exibidas, sendo que ela já havia comprado os direitos, poisé, é a triste realidade.
Bom, mas estamos aqui para falar do jogo. Slayers foi lançado para o soberano e inigualável imperador dos RPGs, o Super Famicom, em 1994. Você entra na pele da protagonista da série, a feiticeira Lina, que perdeu sua memória após um ataque de inimigos misteriosos, consequentemente, sua aventura será recuperar sua memória e ir atrás dos safados, tudo com muitas doses de humor.


Slayers é um RPG medieval tradicional, logo de cara você o identificará com a série Dragon Quest, tanto pelo estilo dos gráficos e organização dos cenários, quanto pelas batalhas em primeira pessoa. O jogo ainda conta com várias cut scenes, o que o deixa bem característico de um Anime RPG. Outro fato é que você não viaja pelo mapa, mas simplesmente escolhe os pontos para onde quer chegar, detalhe que alguns amam e outros odeiam.
O processo de tradução é uma história à parte, sendo que desde 2000 começaram a traduzí-lo, porém, os romhackers foram desistindo e repassando o projeto, no fim, foram envolvidos cerca de 7 grupos e 10 anos para finalizar Slayers, o projeto que já estava virando lenda. Mas o que importa é que um dia saiu, e o grupo Dynamic Designs, junto com D-D e Matt’s Messy Room mataram o dragão e saíram vitoriosos com uma tradução excelente, digna dos trabalhos mais profissionais, e sem ganhar um tostão para isso, sendo que a única coisa que eles nos pedem em troca… é jogar.
Para finalizar, aí vai o irreverente trailer japonês do lançamento de Slayers:
Download do IPS: Dynamic Designs
19 de Março de 2010

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que não sou fã do Steve Jobs (mas já tive chefes piores) e muito menos virei garoto propaganda da Apple, também tenho consciência de que não é qualquer um que pode desembolsar uma pequena fortuna no brinquedinho deles, ainda mais quando se tem opções de portáteis muito mais em conta e voltados especificamente para jogos, diferente do iPhone.
Porém garotos, quero demonstrar alguns dos motivos do porquê esse pequeno aparelho anda me fascinando, e não é pelas centenas de funções que ele possui, mas por um simples motivo, Retro RPGs. Sim, jogos que nos remetem ao passado dos RPGs clássicos, tanto em termos gráficos quanto de jogabilidade. Então chega de introduções e vamos à lista:

Opa, começamos bem! Across Age é o primeiro da lista, mas um dos últimos a serem lançados para iPhone. Os gráficos e trilha sonora estão simplesmente magníficos, e a jogabilidade é idêntica aos jogos da série Ys, mas com o adicional de ter dois personagens cooperativos para batalhar e solucionar os quebra-cabeças. Across Age é uma caixa de bombons para os apreciadores de RPGs clássicos, e não fica devendo nada para os grandes títulos da era 16-bit, o título em si já é um convite para uma imersão nostálgica, um belo jogo.

Arvale tem cara e jeito de jogo amador, e isso que o deixa ainda mais brilhante. O jogo ambienta-se num mundo medieval épico, todo rico em cores e detalhes no melhor estilo “oldschool”. As batalhas em turno são 1×1 e ocorrem numa perspectiva lateral, além de serem ricas em animações, parecendo até um desenho animado. São cerca de 20 horas de jogo e 6 continentes para explorar, além de múltiplos finais, parecem números razoáveis para um jogo de portátil, além do que simpatizei muito com a cara dele.

Como você deve imaginar, é a sequência do primeiro Arvale, porém, parece que se passa em um novo mundo e história. Sendo assim, não há muito o que falar de diferente, a não ser pelo fato de que os gráficos parecem ainda melhores e agora o jogo possui mais de 40 horas e 8 continentes a se explorar. Ah, nessa continuação há um novo sistema de mapa específico para navegação, além de terem mantido a característica de múltiplos finais dependendo de suas ações durante a o jogo, fato que eu acho muito legal.

Rapaz, esse realmente enche os olhos. Chronicles of Inotia é um RPG já bem conhecido entre os iPhone lovers, possui gráficos muito bem trabalhados lembrando jogos orientais para consoles, como a série Seiken Densetsu, além de um sistema de dungeon crawling no melhor estilo Diablo, uma ótima combinação. Como em todo jogo do estilo, os calabouços são ramdômicos, o foco é na construção do personagem e reina a linearidade, ah, o jogo também conta com um divertido sistema de pets.


Sabe o que me irrita profundamente? Não, não é esse tipo de jogo, e sim ter que destruir a minha formatação do post com essas imagens, culpa do jogo ser em visão vertical! Bom, Dragon Bane II é um jogo que começou no “II”, e não me perguntem o porquê disso. Ele lembra muito RPGs em primeira pessoa para PCs da década de 80, no estilo Might and Magic e outros clássicos do gênero. Esse sim considero um estilo de jogo para os verdadeiros macacos velhos do RPG, ainda mais para os que jogam isso em um iPhone, retrogamers na veia.

Em Dungeon & Hero você terá 3 personagens à sua disposição, um guerreiro, uma arqueira e uma feiticeira, cada qual com suas habilidades e magias específicas. Basicamente você terá que conversar com os moradores das cidade e completar as buscas que lhe são propostas, como matar, matar e às vezes matar, ou seja, um dungeon crawler. Esse RPG também possui gráficos bem bonitos e coloridos no melhor estilo japonês, lembrando muito jogos da geração 16-bit. Por ser rápido e divertido, é uma boa opção para iPhone.


Ah vá… olha, ainda não passei para o lado rosa da força, mas esse jogo é realmente muito fofinho! Elven Chronicles é um RPG que já vem sendo aclamado pela crítica, com uma bela história, uma arte gráfica super caprichada e músicas épicas, sua jogabilidade relembra o que Final Fantasy tinha de melhor, e ainda há o fato das batalhas não serem aleatórias, sendo possível ver e evitar os inimigos, o que é um alívio para muitos (eu inclusive). Elven Chronicles tem toda a pinta de ser um RPG amador adorável, um dos grandes títulos do gênero para iPhone.

Já ouviu falar de Graal Online? Poisé, confesso que joguei muito isso na minha juventude, era um antigo MMORPG de PC que tinha como ideal ser uma espécie de “Zelda Online”, e era bem divertido. Nem sabia mais de sua existência, quando me deparo com GraalOnline para iPhone, interessante. No jogo, você criará um guerreiro e se aventurará num mundo parecido com Hyrule. É possível jogá-lo tanto offline quanto online, mas claro que o último é mais divertido, e foi o motivo de eu ter perdido metade da minha adolescência, maldição.

Inotia 2 é um RPG explosivo, ganhou 5 prêmios só no ano passado, entre eles, o de melhor RPG portátil de 2009, é mole ou quer mais? Ainda mantendo o estilo dungeon crawler que o consagrou, Inotia 2 é um upgrade tremendo, com gráficos, animações, efeitos, músicas, enredo, ou seja, tudo superior. Agora é possível controlar 3 guerreiros em um grupo, além do que, assim como Diablo 2, os equipamentos equipados aparecem no corpo dos personagens. Também há um modo online para travar batalhas com outros jogadores, fantástico.

Aparentemente, Kingdom of Gorath parece ser um dungeon crawler no estilo Diablo. Os gráficos não são aquela coisa linda de se ver, mas se o jogo for divertido (fato que eu não tenho como comprovar no momento), acho que vale a pena dar uma chance. O jogo ainda não parece estar muito polido, mas parece que ele está sendo constantemente implementado pelos desenvolvedores, bom, eu sei que fazer um jogo não é fácil, então é esperar para ver.

Já jogou Heroes of Might and Magic? Exato, Palm Heroes traz com sucesso a experiência dessa consagrada série ao iPhone. Para quem nunca jogou, vou descrever um pouco da experiência, o jogo divide-se em 2 segmentos, o primeiro é a exploração do mapa para coletar recursos e aumentar o poder bélico de suas tropas, e o segundo, destruir os exércitos inimigos no campo de batalha, parece pouco? Então experimente jogar algum jogo desse tipo e me avise quando conseguir parar, é um desafio.


Princess Demelza é uma nova aventura constuída com a mesma engine de Dragon Bane, caso ninguém tenha notado a incrível semelhança. Você pode jogar com um grupo de até 5 membros e trocá-los a hora que bem entender. Assim como o primeiro jogo, tudo é guiado pelo horário, ou seja, haverão mudanças nos eventos do jogo caso esteja de dia ou de noite, além do que quebra-cabeças estarão por toda parte, para quem não gosta de pensar muito, fujam! Bom, nem preciso dizer que esse é o tipo de jogo para verdadeiros guerreiros anciãos.

Com o simples nome de The Quest, ao contrário do que podem pensar, é um grande RPG em primeira pessoa com jogabilidade clássica, digno dos melhores títulos do gênero das décadas passadas. Todo em 3D e com texturas desenhadas a mão, ambienta-se num belo mundo medieval imersivo. Você tem livre poder sobre suas ações, podendo escolher o caminho do bem ou do mau. O sucesso foi tão grande que acabou virando uma série com várias expansões, tanto que se eu fosse falar de cada uma, teria que fazer um post separado.


Ahhh, nem preciso repetir pela milésima vez que sou gamado em roguelikes, certo? Rogue Touch é baseado em Rogue, um roguelike muito popular para PC dos anos 80. Sua missão é atravessar os Calabouços da Morte em busca do Amuleto de Yendor, e claro que a tarefa não será fácil, se for, não é um roguelike digno. Rogue Touch aparenta ser simples, mas possui muitas características de dar inveja em RPGs comuns, então certamente pode contar com uma aventura simples, mas extremamente estratégica, recheada de possibilidades.

Outro jogo que impressiona pelos gráficos 2D caprichados. Seed 1, apesar do nome esquisito, é um Action RPG no melhor estilo Secret of Mana, o que me fez simpatizar com ele instantaneamente. Tudo é muito bem feito, gráficos, cenários, animações, efeitos, sons, músicas, uma completa experiência retrogamer naquele estilo japonês que tanto amamos. O único defeito parece ser a tradução pouco refinada, mas sabe qual é o melhor? Pode ser baixado gratuitamente, sim, legalmente claro, senão eu não estaria falando, oras.

Parece que o iPhone realmente é a nova plataforma em termos de RPGs em primeira pessoa, outro exemplo é Undercroft, que apesar de não ser todo 3D como a série The Quest, não fica nada atrás em termos de jogabilidade. A arte do jogo é muito bem caprichada, com um clima todo sinistro. É possível jogar com um grupo de até 4 guerreiros com 5 classes diferentes. Pelo que eu li, há um pequeno problema de não poder retornar a locais de capítulos anteriores, o que pode ser um pouco frustrante tratando-se de um RPG.

Olha só mais um exemplo de que o iPhone já vem conquistando grandes franquias. Vay é um velho conhecido da velharada, foi desenvolvido pela SIMS e lançado para Sega CD em meados de 1994, e posteriormente localizado pela extinta Working Designs no Ocidente. Vay é um RPG japonês clássico, identificando-se tanto com Dragon Quest, pela temática medieval e simplicidade “old school”, quanto com Phantasy Star pelo estilo das batalhas. Os menús foram todos redesenhados para adequar-se ao iPhone.

Proveniente da clássica série Yipe para Mac OS, Yipe 5 é um RPG para quem cansou da seriedade habitual do gênero, o jogo começa e terminar uma palhaçada só. Pra começar, você joga com um ninja abobalhado num mundo medieval, os inimigos têm mais caras de bobos do que você, suas armas consistem em galhos e espátulas, suas roupas são jeans e poliésters, e sua dieta consiste em hambúrgueres e outras guloseimas. Os gráficos são cartunizados e as músicas uma mistura de hip hop e funk. Concluindo, parece ser divertido.

Ora, ora, por falta de Diablo para iPhone, temos Underworld, nada mais justo. Não consigo expressar o quanto esse jogo foi clonado de Diablo, é surpreendente, pois às vezes temos jogos com jogabilidade parecida mas com um contexto geral diferente (vide Inotia), se é que me compreendem, mas Underworld, uau… esse sim foi cara de pau. Bom, tirando essa primeira impressão, o jogo tem recebido boas críticas, sendo considerado um “hack and slash” de qualidade surpreendente, bom, é jogar para saber.

Zenonia é outro RPG campeão do iPhone, até agora já ganhou 7 prêmios da crítica especializada, como o de melhor jogo da Apple de 2009 e melhor RPG de iPhone de 2010, isso porque o ano nem acabou. Eu procuro não ser muito guiado pela crítica, mas sinceramente, Zenonia é de encher os olhos, que jogo é esse? Não digo só pelos gráficos 2D sensacionais e pela jogabilidade que me lembra jogos como Zelda e Seiken Densetsu 3, mas é todo o conjunto. É por esse tipo de jogo que sinto que os RPGs clássicos ainda arrasam quarteirões.
Ufa, e chegamos ao final da lista. Juro que a intenção original era simplesmente comentar sobre essa febre de Retro RPGs do iPhone, mas acabei vendo tantas coisas legais que me senti na obrigação de falar um pouco sobre cada um, e vocês estão de prova, é cada coisa mais fascinante que a outra, esbanjando toda a criatividade e nostalgia que ainda deixam a chama retrogamer acesa.
Bom, e aí… mereço ou não ganhar um iPhone agora?
15 de Março de 2010
Hoje venho mostrar um pouquinho de algo que anda me fascinando ultimamente, chama-se Bead Sprites, ou seja, sprites feitos de contas, sim, aquelas que fazemos colares e pulseiras mesmo. No caso, algum nerd entediado e sem namorada decidiu inventar mais um passatempo, então roubou os colares de suas mães e irmãs para montar seus personagens de games prediletos.
E não é que o passatempo virou coisa séria e revelou alguns artistas? Olhem que barato:
Os espíritos elementais de Secret of Mana, fofinhos não?
A molecada briguenta e de bochechas rosadas de EarthBound.
Galera de Chrono Trigger fazendo um churrasquinho grego. Magus comeu e não gostou.
Festa em Final Fantasy VI… com o Sabin se empolgando além da conta. ¬¬’
A bicharada da Square. NÃO mostre para sua esposa/namorada, ou vai ter que fazer igual.
Isso é só uma amostra ínfima do que existe por aí, se quiserem ver mais, “googlem” simplesmente por Bead Sprites e vão achar muita coisa legal. Ah, também existe um fórum muito bacana dedicado à essa arte, o The BeadSprites Forum, vale a pena dar uma conferida, é uma coisa mais incrível que a outra.
Sinceramente? Estou pensando seriamente em aderir ao hobby, ou aceito humildemente se alguém quiser me dar algum de presente, minha parede anda muito sem graça ultimamente.
9 de Março de 2010

Poisé, todo mundo quer uma fatia do bolo da Square Enix, a Apple vem com Final Fantasy I e II para iPhone, a Namco chega com Final Fantasy para celulares, e a Sony e a Microsoft querem dominar o mundo com Final Fantasy XIII. Daí vocês pensam, e a Nintendo não foi convidada para a festa? Rá, enganados você estão, pois ela tira uma carta da manga e aparece com nada mais nada menos que Final Fantasy IV para Virtual Console!

Vendo toda essa explosão de Final Fantasy ultimamente, fui pra taverna refletir um pouco, acomodei meu traseiro velho e cansado em uma cadeira tão velha quanto eu, peguei uma bebida e comecei a divagar solitário sobre o assunto. Mas eis então que um sujeito senta logo ao meu lado e pede a mesma bebida, tentei reconhecer a face do sujeito por trás de toda aquela barba grisalha e rugas que lhe escureciam o rosto, que surpresa, era um dos meus viajantes perdidos, o Meme, que devia ter voltado de uma longa viagem para ter sumido por tanto tempo, velho safado ordinário.
Bom, entre as conversas da vida fiz a pergunta crucial: “Meme, o que você acha desse atual tsunami de Final Fantasy?”. E ele me respondeu: “Bom meu caro, eu que lhe pergunto, por que não aproveitar de todo esse tsunami e lançar algumas ondas para lá e para cá enquanto a maré está alta?”. Falando isso, ele pegou suas trouxas e se despediu novamente, como sempre, sem rumo e sem falar quando voltaria, mas já me acostumei com esse velho mochileiro e nem fiz cerimônias. Porém, aquilo que aquele velho breaco me disse ficou martelando na minha cabeça, poisé, martelando, martelando, martelando… até que não aguentei mais, decidi pegar o meu livro com quem compartilho minhas alegrias e tristezas e soltar todo o lodo acumulado.

A questão é, Final Fantasy dá dinheiro, atualmente, se você lançar alguma coisa com Fantasy no nome vai chamar a atenção, mesmo que não seja porcaria nenhuma (tapa o nome do blog). Então por que não aproveitar todo esse marketing agressivo em torno de um novo lançamento para empurrar jogos que já estavam ficando encostados? Assim todos saem felizes, pulando e cantarolando com dinheiro caindo belos bolsos.
A Big N também não é boba nem nada, e tratou de entrar na festa de última hora, quase na hora do parabéns, já que Final Fantasy XIII foi lançado exatamente hoje, e Final Fantasy IV foi lançado ontem, ufa hein? Por pouco comem o bolo inteiro e não deixam nada para ela.
Agora a parte da revolta, como vocês podiam esperar, na verdade esse não é o Final Fantasy IV original, mas sim o horrível e medonho Final Fantasy II (EUA), puxa vida… infelizmente não seria diferente. E mais uma vez caímos na espiral previsível do caso de Romancing SaGa, em que eu havia dito: “eles só relançam o jogo e ganham alguns milhões a mais, pra que gastar um centésimo desse dinheiro com uma localização?”. Só espero que quem comprar fique feliz em dar mais dinheiro para a Big N sem se preocupar, pois eles também não se preocuparam conosco, desenterrando um jogo desfigurado que devia ser um símbolo de vergonha à ridícula censura estadunidense, e desculpem a sinceridade.
Para quem se interessou pela causa, em breve estarei abrindo inscrições para recrutar soldados loucos para caçar alguns membros da Big Nazist, e nada de prisioneiros, quero escalpos!
