Retro Fantasy

"That is that, this is this."

- Sigurd

18 de Janeiro de 2010

É segunda-feira, vamos rir pra não chorar!

E chega mais uma segunda-feira na vida de nós, trabalhadores, estudantes, guerreiros, magos… seja o que for, acho que desempenhamos um pouco de tudo no dia-a-dia. A segunda é aquele dia que toda a rotina recomeça, de acordar cedo, jogar o despertador na parede, falar um vai pro inferno bom dia pro chefe e torcer pra que sexta-feira chegue logo, mas sempre vai demorar o mesmo tanto de tempo, mesmo você falando que demorou ou passou rápido, não adianta chorar.

É por isso que em um dia maravilhoso como este, nós merecemos uma coisa dessas ao final do dia:

Coitada da Zelda

Agora vai me falar que você nunca ficou chutando as galinhas enquanto a coitada da princesa Zelda ficava te esperando, acorrentada, passando frio e fome enquanto Ganondorf fazia de tudo com ela (ô mente poluída), hein?

A tirinha é do bem-humorado desenhista brasileiro conhecido como Ryot, que já tem um prestígio considerável na web, até internacional, pois só para vocês terem idéia, vi ela no Tiny Cartridge. O cara tem outros trabalhos muitos criativos e hilários que costumam ser uma febre, algumas vezes satirizando jogos clássicos, como Mario e Sonic.

Já deu a risada do dia? Então consegui o meu objetivo, agora entre no blog do rapaz, o Ryot IRAS e termine esta segunda cruel dando muitas risadas. :mrgreen:

Sir Kao

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13 de Janeiro de 2010

Final Fantasy V: O filho bastardo

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Considerado o tendão de aquiles da série principal de Final Fantasy, e o único do console a não sair do Japão, Final Fantasy V talvez não tenha obtido a chance que mereceu, seu incrível e divertido sistema de classes derivado de Final Fantasy III comprova isso.

Ficha Técnica

Desenvolvedora: Square

Distribuidora: Square

Gênero: RPG

Tamanho: 16 Mega

Lançamento: 06/12/1992 jap_flag

Há algo de estranho acontecendo no mundo todo, o Rei de Tycoon está preocupado, o vento parece ter parado, prevendo o pior, ele decide subir até as torres mais altas de seu castelo, onde descansa seu imponente dragão, Hiryuu, e com ele voar até o Santuário do Vento, local onde encontra-se o Cristal do Vento. Sua filha e princesa de Tycoon, Lenna, sente que algo ainda pior acontecerá, mesmo assim, sabe que não poderá impedí-lo de partir, um Rei deve cumprir suas responsabilidades.

Ao chegar em seu destino, o Rei entra na sala do altar do Cristal do Vento e depara-se com algo estranho, o Cristal está diferente, algo acontecerá logo e não há mais tempo. Eis que surge o inesperado, o Cristal estilhaça em sua frente, lançando fragmentos para todos os lados, o que aconteceu ao Rei? Só o tempo dirá.

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Você, na pele de Butz Klauser, um andarilho que viaja pelo mundo, após um cansativo dia percorrendo os mais distantes lugares, decide parar e descansar em uma floresta, acende uma fogueira e esquenta-se ao lado de seu melhor amigo, Boco, o chocobo. É então que um intenso barulho parece vir dos céus, logo após, um terremoto junto com um estrondoso barulho, aparentando que foi num local próximo, poisé, parece que seu descanso acabou, então você monta em Boco e decide investigar o que aconteceu.

Após algumas milhas, você avista uma outra floresta que foi parcialmente devastada, desce de Boco e começa a adentrar pela floresta, é então que surge uma visão inesperada, um estranho meteoro, não bastando isso, ainda encontra uma garota desmaiada, vítima de um ataque de Goblins. Bravamente, você luta contra eles e a salva de ser devorada viva, após agradecê-lo ela lhe fala seu nome, Lenna, mas você ainda desconhece a sua importância. De repente, outro barulho, vocês decidem investigar, e após alguns passos, avistam um velho homem, desmaiado ao lado do meteoro, após acordá-lo, ele lhes fala que não se lembra de absolutamente nada, mas no mesmo instante surge um lapso de memória, seu nome é Galuf.

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São muitos acontecimentos estranhos de uma só vez, mas não há tempo para pensar, Lenna está com pressa, diz que precisa ir para o Santuário do Vento, estranhamente, ao falar isso, Galuf tem um pressentimento que deve ir também, e mesmo não conhecendo-o (nem ele a si mesmo), decidem ir juntos. Você, sem se importar com o objetivo dos dois, e não querendo se envolver, decide trilhar seu próprio caminho e continuar viajando com seu parceiro Boco. E então a aventura começará!

Bom, os acontecimentos iniciais, aparentemente tão simplórios e com poucos diálogos, já revelam o porquê da negativa fama de Final Fantasy V, o fraco enredo. Claro, se você é fã de histórias originais do tipo “cavaleiro mata dragão e salva princesa”, isso não será um problema, mas para quem já jogou até mesmo seu excelente antecessor, Final Fantasy IV, notará a perda de qualidade na construção da trama em geral. Nem mesmo o fato de existirem 3 dimensões trarão acontecimentos inovadores, pois o jogo resume-se a lutar muito e falar pouco, claro, um fato que pode não ser tão ruim para quem está farto de novelas.

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O mais intrigante são os personagens pouco carismáticos, ao todo, são 5 personagens: Butz, o viajante sem rumo, Lenna, a princesa rebelde de Tycoon, Faris, o capitão dos piratas com um rosto muito liso e voz muito fina para tornar-se suspeito o suficiente, Galuf, o ancião com amnésia, e Cara, *spoiler entra aqui*. Nenhum deles demonstram profunda diferença entre si, os sentimentos humanos, que são uma característica marcante da série, não são inexistentes, mas mostram-se pouco evidentes, tímidos. Bom, ao menos temos um vilão com um objetivo “fantástico”, afinal, Neo Exdeath quer destruir a todos e a si mesmo, puxa vida… bem interessante e original, não acham?

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Mas vamos ao ponto forte de Final Fantasy V, seu sistema de classes! O sistema que foi inicialmente apresentado em Final Fantasy III (NES), retornou em grande estilo. Durante sua jornada, você encontrará 4 cristais, cada qual representando determinado elemento, ou seja, vento, água, fogo e terra, à medida que eles quebrarem-se, fragmentos serão espalhados, e cada fragmento terá o poder de conceber uma nova classe para todos os personagens do seu grupo. Uma vez que um personagem tiver uma classe, um tipo de experiência paralela será adquirida em cada batalha vencida, ou seja, os ABP (Ability Points), dessa forma, cada habilidade necessita de certo custo de ABP para ser adquirida, uma vez que tenha-se alcançado esse custo, essa habilidade estará disponível e poderá ser transferida para qualquer outra classe do personagem que a adquiriu. Ao todo, são 22 classes, e sim, falarei de cada uma delas:

  • Normal: A classe inicial e final, a mais fraca e a mais forte, estranho? Não, e vou explicar, toda classe possui um “slot” de habilidade nato, só podendo utilizar-se outro slot livremente, já a classe Normal não possui nenhuma habilidade própria, sendo possível usar 2 slots livremente, além do fato de que, ao mestrar-se qualquer classe, seus atributos característicos serão transferidos para a classe Normal, somando-se aos seus atributos base, de quebra, ainda há o fato de que é a única classe sem restrição de uso de equipamentos, podendo-se usar todos os tipos de armas, armaduras e relíquias. Consegui convencer?
  • Knight: A primeira classe guerreira, e uma das mais essenciais, como um verdadeiro cavaleiro, quando seu amigo estiver prestes a morrer, você saltará em sua frente e receberá o golpe por ele, graças a habilidade “Cover”, além do que, ele possui uma das melhores habilidades do jogo, “Double Grip”, com ela você empunhará uma arma com as duas mãos, ignorando o escudo, porém, dobrando o poder de ataque, pense, com 2 ou mais personagens com essa habilidade, seus oponentes não terão tempo para respirar, porém, após adquirir essa habilidade, seu uso será questionável.
  • Monk: O monge sempre foi uma das classes mais apelativas de toda a série, simplesmente pelo fato de que ele não precisa de armas para derrubar seus oponentes em poucos segundos. Ele possui um alto HP, e com seu “Mantra”, ele poderá curar-se sem nenhum custo de MP, além de eliminar os status “Poison” e “Darkness”, já com a habilidade “Counter”, ele irá contra-atacar golpes recebidos. Atrativo no começo, mas infelizmente, devido ao elevado poder das armas finais, provavelmente ele será dispensável mais adiante.
  • Thief: Ladrãozinho barato? Nada disso! Duvido que você consiga descobrir todos os segredos do jogo sem a habilidade “Passages”, que revelará caminhos invisíveis aos olhos comuns, e com “Steal” você conseguirá equipamentos que não encontrará em lojas, além de sua alta velocidade, que fará dele um ótimo combatente, o trombadinha é uma ótima opção de classe para mestrar!
  • White Mage: Quem nunca precisou de um curandeiro no grupo, que atire a primeira pedra! Nem preciso dizer que suas magias de cura serão essenciais no jogo todo, algo que simples itens não conseguirão dar conta nos oponentes mais temíveis, e ela ainda te supreenderá quando mostrar que também pode causa um estrago tão grande quanto um Black Mage, graças a sua poderosa magia “Holy”.
  • Black Mage: Ok, o poderoso Black Mage não parece estar com essa bola toda, suas magias são inegavelmente poderosas, ainda mais com os temíveis “Doom” e “Flare”, mas existe um carinha chamado Mystic Knight que pode lhe fazer repensar sobre essa classe, mesmo assim, um Black Mage ainda pode ser muito atrativo aliado com hablidades de um Red Mage.
  • Blue Mage: Uma das classes híbridas, e também uma das mais trabalhosas, com ele, você poderá aprender magias dos inimigos, o que será páreo duro sem ajuda de um Mediator, porém, é um trabalho recompensador, já que os inimigos possuem magias que podem ser muito úteis em sua jornada, como as magias para “buffar” seu grupo. Como guerreiro, ele falha miseravelmente, então não é interessante mestrá-lo.
  • Time Mage: O ditado já diz, “o tempo é o senhor de tudo”, e aqui não será diferente, passar o jogo sem as suas magias será uma tarefa árdua, “Haste”, “Float” e “Demi” são magias obrigatórias em qualquer jogo da série, mesmo assim, se achar que está tudo perdido, solte “Reset”, ela reiniciará a batalha do modo que começou (algo que nunca vi em outro Final Fantasy), e ainda no último nível, você terá o poder das lendárias “Meteo” e “X-Zone”, que farão com certeza, toda diferença.
  • Mystic Knight: Jamais… eu disse, JAMAIS! Tente vencer o jogo sem esse cara, simplesmente, com pouco custo de MP, ele fará um estrago imenso. Sua habilidade de encantar espadas é essencial, todas as magias de um Black Mage podem ser usadas para encantar sua espada, e o dano poderá te surpreender, já que seu ataque será uma soma do seu poder físico e mágico, portanto, quando você tiver “Holy” e “Flare” em suas mãos, é melhor que seus oponentes fujam… e bem rápido!
  • Summoner: Vejo destruição! Uma das classes que vale muito a pena mestrar, seu poder mágico é o mais alto de todas as classes, e os summons mais importantes da série estão presentes aqui. Espers como Sylph e Golem quebrarão um galhão, já Bahamut e Odin devastarão toda a tela, a Phoenix então… fará os dois pelo preço de um. E o maior trunfo vem com a habilidade “Conjure”, com ela, você invocará qualquer Esper sem nenhum custo de MP, porém, aleatoriamente, então tenha em mente que na hora em que você mais precisar, pode aparecer um Chocobo.
  • Berserker: Seu tipo é ver sangue e cabeças rolando? Então a sua classe é Berserker! Seu ataque destruidor, aliado a sua alta vitalidade, farão do seu guerreiro um bárbaro feroz. Mas tenha em mente que você não terá controle sobre ele, portanto, pode não ser atrativo em batalhas contra chefes, mesmo assim, é uma boa opção de classe para mestrar, uma vez que seus altos atributos serão transferidos nativamente.
  • Red Mage: Está em dúvida entre um Black Mage e um White Mage? Simples, faça um Red Mage! Apesar de não ter o poder mágico tão alto quanto estas classes, seu grande trunfo é a hibridez de magias de cura e de dano, o que pode tornar-se muito mais atrativo, ainda mais se você adquirir a sua última habilidade, “X-Magic”, tão essencial em um mago quanto “Double Grip” em um guerreiro, você poderá lançar 2 magias iguais ou distintas no mesmo turno, e isso abre um leque de possiblidades. Nem preciso dizer que é uma das classes essenciais para mestrar.
  • Ninja: Não tão rápido quanto um Thief, e não tão poderoso quanto um Samurai, mesmo assim, o Ninja possui seus encantos. A habilidade “Twin” criará uma imagem falsa, absorvendo ataques físicos, o que pode ser muito útil em adversários brutais, e “Throw”, aliado a poderosos Shurikens, causarão um grande estrago, muito útil em chefes. Portanto, o Ninja não é essencial, mas pode ser uma boa escolha.
  • Mediator: O que um cara vestido de carneiro pode fazer? Não se engane, ele é o mestre das bestas, e poderá ter controle total sobre elas em poucos segundos. Recomendo de olhos fechados a habilidade “Control”, com um pouco de sorte, você poderá controlar os mais temidos monstros em poucas tentativas, uma vez que você os controlar, as possibilidades são infinitas. Não é uma classe que vale a pena mestrar, mas com certeza, você poderá se arrepender se não tiver a habilidade que mencionei.
  • Geomancer: Mesmo caso do Mediator, você terá um olhar duvidoso sobre ele, mas duvido que você não passe por apuros se não tiver a excelente habilidade “Terrain”, com ela, dependendo do terreno que estiver batalhando, o Geomancer poderá lançar poderosas magias elementais de cura ou de ataque, que poderão liquidar seus oponentes em poucos turnos, e o melhor, sem custo algum de MP! Você VAI querer essa habilidade no seu mago.
  • Bard: Meu deus, odeio classes musicais, e o bardo me confirmou isso. Não pense em tirar muito proveito dessa classe, e esqueça os danos devastadores, sua função é de “buffar” seu grupo, você tocará sua harpa e sons lançarão status como “Regen” em seu grupo, ou “Confuse” e “Paralyze” nos inimigos. Em certas partes do jogo ela poderá ser muito útil, mas não é uma classe que poder ser levada tão a sério.
  • Hunter: Uma das classes essenciais, vale muito a pena mestrar um Hunter. Arcos são uma boa pedida, já que podem desferir danos consideráveis, mesmo nos inimigos posicionados nas últimas fileiras, e sua habilidade definitiva, “X-Fight”, fará o maior estrago possível de todas as habilidades, simplesmente porque você poderá desferir 4 ataques consecutivos, claro, o dano de cada ataque é reduzido e em alvos aleatórios, mas pense nas possibilidades de agregar isso a outras habilidades, tentador, não?
  • Samurai: Esse cara é animal, e não tenho outro palavra para descrevê-lo. É o único que pode equipar Katanas, que são armas excelentes, possuem dano considerável ao mesmo tempo que podem causar status fatais em seus adversários, sua habilidade “Gil Toss” será muito atrativa no final, que é o momento em que o dinheiro não importa mais, então o que fazer com ele? Tacar nos inimigos, oras! O dano é devastador em todos os inimigos da tela, “Slash” é a habilidade final contra reles oponentes, simplesmente porque após 1 ou 2 turnos, você fatiará seus corpos ao meio, eles não terão uma segunda chance.
  • Dragoon: Seu visual é realmente chamativo, mas não se engane, ele não fará jus ao nome (Kain ficaria decepcionado). Primeiramente, ele usa lanças, parece legal, mas habilidades como “Double Grip” e “Magic Sword”, essenciais para qualquer guerreiro, não poderão ser usadas, e “Jump”, em outros jogos da série uma habilidade salvadora, aqui sofre de depressão, pois ele sairá da batalha e deixará outros membros vulneráveis a ataques, nada digno de um guerreiro… e quando voltar, causará dano dobrado, tudo bem, mas é algo que “Double Grip” poderia fazer com menos riscos. Quem avisa amigo é, mas fica a seu critério.
  • Chemist: Hmmm, tenho minhas dúvidas sobre essa classe, principalmente, qual a vantagem dela? Se você quiser um guerreiro, temos Knights, Berserkers e Mystic Knights, e um curandeiro, White e Red Mages, então, pra quê isso? A habilidade mais interessante é “Mix”, juntando ingredientes você poderá fazer um efeito legalzinho, do tipo transformar seu inimigo em um sapo, ou efeitos bonitinhos que fazem a tela piscar, mas que você não sabe a utilidade.
  • Dancer: Outra classe musical… pelo menos é melhor do que o bardo. Ela possui a habilidade “Dance”, que funciona de forma randômica, portanto, se tiver sorte poderá soltar a poderosa “Sword Dance”, que desferirá um ataque 4 vezes mais forte do que seu ataque normal, pode ser bem interessante com os equipamentos certos e sendo usada como segunda habilidade, nada além disso.
  • Mimic: A classe secreta (agora não é mais), mas seu uso é controverso. O Mimic possui 3 slots livres para equipar habilidades, além de ostentar a soma das habilidades e atributos natos das classes mestradas, como a classe Normal, porém, não pode equipar a infinidade de equipamentos da classe Normal, o que representa uma grande desvantagem. Com a habilidade “Mimic”, ele copiará a ação do último personagem, pode ser muito bom, mas nem sempre será útil. Particularmente, entre Mimic e Normal, fico com Normal.

O sistema de batalhas de Final Fantasy V deu continuação ao famoso sistema ATB (Active Time Battle) criado em Final Fantasy IV, no qual o tempo flui constantemente, portanto, mesmo que o tempo necessário para o turno de algum personagem tenha se completado, o tempo dos outros continuará fluindo, idem para os inimigos, conferindo uma batalha muito mais dinâmica e que necessita de mais habilidade por parte do jogador, para iniciantes, é possível desabilitar o modo ATB e diminuir a velocidade da batalha, para os jogadores “hardcore” como quem vos escreve, ATB e velocidade máxima!

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Apesar de todos os prós e contras, aliás, mais contras do que prós… todos os elementos tradicionais da série Final Fantasy estão aqui presentes, oras, tem chocobos! Fato que por si só, já o torna um jogo obrigatório para os fãs incondicionais da série. Muitos podem não ter conseguido jogar até sua metade, e eu os compreendo, mas se eu olhasse só por esse lado, realmente não teria mais ânimo para continuar, pois o verdadeiro trunfo de Final Fantasy V é com certeza seu divertidíssimo sistema de jobs, o que parcialmente encobrirá todo o fato de possuir uma história clichêzão, personagens e vilões pouco carismáticos e batalhas que acontecem numa frequência de passo-a-passo. Se você tiver muito mais paciência, tentará derrotar os temíveis e insanos Omega e Shinryuu, eu não tive, então… prepare-se para lutar, lutar e lutar para ganhar muitos níveis!

Curiosidades

  • Do Romaji, o nome do protagonista é “Battsu Kurauzā”, o que seria literalmente “Butz Klauser” no Ocidente, mas nos relançamentos posteriores, Butz virou Bartz, Qual o motivo? Acho que está evidente. :P
  • Em 1994 no Japão, foi lançado um OVA (Original Video Animation) de 4 episódios, chamado Final Fantasy: Legend of the Crystals, pelo estúdio Madhouse, o enredo passa-se 200 anos após a batalha final de Final Fantasy V. link
  • Gilgamesh foi o primeiro chefe recorrente da série Final Fantasy, ou seja, ele retorna em vários eventos do jogo, e toda vez que retorna, logicamente, está mais forte.
  • Houve a intenção de trazer Final Fantasy V em inglês para o SNES, ele seria renomeado como “Final Fantasy III”, seguindo a linha errônea da Square Soft, Inc. (Square norte-americana). De acordo com o tradutor oficial, Ted Woolsey: “A série Final Fantasy basicamente possui 2 linhas distintas: a série excêntrica (FFI, FFIII e FFV) são jogos guiados a comandos do controle, enquanto a série regular são jogos mais guiados pelo enredo. No caso de FFV, embora nós sabemos que é um grande título, ele não havia sido um sucesso com muitas pessoas em grupos “fora-de-foco”, contudo, os jogadores mais experientes amaram a construção de personagens complexa – ela apenas não é acessível o suficiente para o jogador mediano”. link
  • Em 2006, os leitores da Famitsu, revista de games mais conceituada do Japão, elegeram Final Fantasy V na 15ª posição dos 100 melhores jogos de todos os tempos, ficando até mesmo na frente de Final Fantasy VI, na 25ª posição. link

Notas

Gráficos: 7

Pegue Final Fantasy IV, reaproveite alguns cenários e sprites, agora dê uma pincelada nas cores e uma suavizada nos pixels, rá! Nasce Final Fantasy V! Bom, não houve mudanças drásticas desde seu antecessor, mas alguns detalhes deixaram os gráficos e animações mais vivos, como uma maior paleta de cores, além de inimigos e chefes bem maiores e mais detalhados, o que os destacou e aumentou a distinção entre os sprites e os cenários, além de efeitos mais trabalhados. Um dos detalhes que vale ressaltar, é que pela primeira vez na série temos expressões faciais, o que pode parecer pouco, mas conferiu um ar bem mais simpático, característica que foi levada aos sucessores.

Música: 8

Nobuo Uematsu, como sempre, fez um ótimo trabalho, que rendeu 3 álbuns: “Final Fantasy V OSV”, com a compilação das músicas originais, “Final Fantasy V Piano Collections”, apresentando as 13 músicas mais belas tocadas no piano e “Final Fantasy V Dear Friends”, com 14 músicas arranjadas no sintetizador. Não podemos comparar esse trabalho com seus sucessores, mas temos um avanço considerável, em que percebemos a transição entre a experimentação de Final Fantasy IV e a posterior maturação em Final Fantasy V. Músicas como “Lenna’s Theme” e “Home, Sweet Home” são realmente tocantes e memoráveis, já “The Ancient Library” e “Battle with Gilgamesh/Clash on the Big Bridge” são petardos inesquecíveis.

Enredo: 3

A parte espinhosa… bom, comparado a série Final Fantasy habitual, não há outra palavra para descrever o enredo de Final Fantasy V como ingênuo, o que antes classifiquei como processo de maturação, como as músicas, o enredo considero um retrocesso. Uma das grandes vantagens de jogar um RPG, é a sua imersão, mas aqui passamos longe disso, com personagens de baixo carisma, história pouco elaborada e eventos totalmente previsíveis, seria excelente como um livro infantil, mas não, carimbaram o logo Final Fantasy e arriscaram sua reputação. Mas considero que toda franquia que possui uma alta longevidade passa por seus altos e baixos, e em Final Fantasy V, isso ficou evidente.

Jogabilidade: 9

O ponto forte, se por um lado temos um enredo pecaminoso, por outro, temos uma excelente e divertida jogabilidade, por quê? Ora, o que é mais divertido que um sistema de classes com dezenas de possibilidades e personagens totalmente customizáveis? Isso realmente chuta bundas! Afinal, o foco de Final Fantasy V são mesmo as batalhas, então nada melhor do que transformar seus guerreiros em máquinas de guerra invencíveis! Garanto que horas serão perdidas simplesmente pensando em táticas e combinações de habilidades para tornar seus personagens indestrutíveis, afinal, nada mais recompensador do que derrubar seus oponentes em poucos segundos graças a um personagem bem construído.

Replay: 6

Mediano, como em todo Final Fantasy, se você não conseguiu pegar tudo jogando pela primeira vez, é interessante jogar novamente, dessa vez com um detonado do lado (somente se já venceu, safadão) para ver as besteiras que você fez e se achava o máximo. Outro fato são as classes que você ignorou da primeira vez, e quando se tocou, já era tarde para correr atrás delas, então nada como uma segunda chance!

Nota Final:

7

Sir Kao

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8 de Janeiro de 2010

Novidades Romhackers: Silviana, Langrisser II e Brave Battle Saga

Vejam só que legal, fiquei um tempo sem postar, e quando volto, 3 surpresinhas para começar bem o ano, tá… a desculpa foi bem esfarrapada mesmo, mas o que importa é que estou vivo, já não posso dizer o mesmo dos meus companheiros do blog (sim, agora é bronca mesmo). Bom, vamos lá.

Silviana

SilvianaSilviana

Esse é um RPG que de tão obsoleto, nem os japoneses devem conhecer, mas está aí, traduzido. Desenvolvido pela Pack-In-Video e lançado em 1989 para o MSX, Silviana é o título do jogo, ao mesmo tempo que o nome da simpática protagonista. O jogo segue o mesmo estilo do clássico Ys, só que mais colorido, aliás, BEM mais colorido, resumindo, se você é uma garota, vai adorar, agora… se você é um cara que anda com dúvidas sobre sua opções, recomendo ficar bem longe dele.

A tradução foi feita pelo grupo M.I.J.E.T., do qual eu realmente ainda não tinha muito conhecimento, mas vi que os caras mandam muito bem. O patch é “dual-language”, ou seja, é possível alternar entre as 2 línguas, japonês e inglês. Ainda há uma ferramenta para aplicar o patch desenvolvido pelos próprios, bem interessante.

Download do IPS: M.I.J.E.T.

Langrisser II

Langrisser IILangrisser II

Langrisser é uma série da qual não poupo elogios, ainda mais pelo fato de que continuo repetindo para todos, que se alguém clonou alguém, foi Shining Force que clonou Langrisser, ok? E parem de dizer o contrário, ou vão levar uma bengalada na cabeça!

Desenvolvido pela CareerSoft e lançado em 1994 para Mega Drive, Langrisser II é a continuação do jogo conhecido no Ocidente como Warsong, e que provavelmente não deve ter feito muito sucesso, pois nunca mais lançaram uma continuação nesse lado do mundo. Particularmente joguei o remake para Super Famicom, conhecido como Der Langrisser, mas posso afirmar que é um jogo excepcional, com um enredo excelente, onde você poderá escolher qual a sua classe e alinhamento durante o jogo, fatores que poderão mudar todo o segmento da história. O jogo também conta com os traços do talentoso artista Satoshi Urushihara, que gosta muito desenhar mulheres, procure sobre ele e entenderá. :D

A tradução também foi feita pelo grupo M.I.J.E.T., e com a novidade de ter o final traduzido, coisa que os grupos Hiryuu Honyaku e NoPrgress não fizeram no primeiro release dessa tradução, mas o que vale é a intenção, certo?

Download do IPS: M.I.J.E.T.

Brave Battle Saga: Legend of the Magic Warrior

Brave Battle SagaBrave Battle Saga

Brave Battle Saga: Legend of the Magic Warrior ou Barver Battle Saga: The Space Fighter, como conhecido em chinês, é mais um daqueles obscuros RPGs taiwaneses do tipo Beggar Prince e Legend of Wukong, que foram lançados após a “morte” (só pra quem quer) do Mega Drive. Para quem não sabe, esses RPGs taiwaneses são na verdade hacks muito bem feitos de RPGs clássicos, mas tão bem feitos que chegam a acreditar tratarem-se de jogos originais, mesmo não sendo reconhecidos oficialmente pela Sega.

No caso the Brave Battle Saga, a vítima foi o clássico Breath of Fire II de SNES, e juro que se não fossem pelas batalhas idênticas, acreditaria ser um jogo novo (podiam mudar pelo menos o cabelo). Mas mesmo assim, vale a pena se aventurar, pois apesar de ser um hack, refizeram totalmente o jogo, e com gráficos muito caprichados e músicas bem compostas, trabalho de mestre mesmo.

Quer mais uma coisa estranha? A tradução em inglês foi feita por um grupo russo conhecido como Magic Team, minha nossa, esse mundo está mesmo de pernas pro ar.

Download do IPS: Magic Team

Sir Kao

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4 de Janeiro de 2010

Perdidos no Japão: RPGs de Super Famicom – Lista “B”

Olá novamente meus amigos, após muito tempo ocupado tentando sair das profundezas dos calabouços de Torneko: The Last Hope, e por esse motivo os únicos fogos que vi foram baforadas de dragão no traseiro, venho aqui com o primeiro post de 2010, que no caso, era algo que já estavam me cobrando faz um certo tempo, então tomei vergonha na cara e aí está a lista “B” de Perdidos no Japão!

Super Famicom RPGs

Com o Perdidos no Japão, tentarei fazer uma compilação de todos os RPGs lançados para Super Famicom, com o máximo de informações que conseguir coletar a respeito de cada RPG, acompanhados de uma mini-análise. Como são muitos RPGs (acreditem, são muitos mesmo!), e tenho que jogar e buscar informações sobre cada um, será algo que estarei lançando pouco a pouco, então decidi dividir o conteúdo de forma alfabética.

Para você que pegou o bonde andando, trate de voltar no tempo e ver a primeira parte dessa jornada. Preparados? Létis gooo!

RPGs de Super Famicom – Lista “B”

Bahamut Lagoon


Lançamento:
09/02/1996

Empresa:
Square

Capacidade:
24 Mega

Gênero:
RPG/Estratégia

Tradução:
100%

Grupo:
DeJap (inativo)

Status:
Completa

IPS:
Download

Os Dragões Sagrados estão adormecidos, sem Bahamut, o Império de Kahna está ameaçado pelo Império Granbelos. Você entra na pele de Byuu, o líder do grupo entitulado “A Resistência”, e junto com seus parceiros e dragões, tentará salvar os ceús do mundo de Orelus dessa ameaça.

Para os quem conhece Bahamut Lagoon, sabem que trata-se um jogo estupendo, com gráficos e batalhas semelhantes aos do clássico Final Fantasy VI, as animações são muito bem trabalhadas, e as músicas belíssimas, para completar, um enredo fantástico. O jogo é um RPG com elementos de estratégia, onde movem-se as tropas como num tabuleiro, ao modo Fire Emblem, ao batalhar com algum inimigo, as lutas são como Final Fantasy, e os dragões e suas evoluções são um show à parte. Por ser um jogo lançado nos últimos respiros do Super Famicom e ainda ter o toque de ouro da Square, Bahamut Lagoon é uma super produção, digna de alcançar o patamar dos melhores RPGs do console.

Sua tradução foi muito aguardada pela cena de romhacking, e precisou da união de vários grupos para completá-la, liderados pela maior autoridade de traduções da época, o lendário grupo DeJap, que infelizmente declarou sua morte oficialmente, mas aí está um dos seus frutos, 100% completo e totalmente funcional, um belo trabalho para um belo jogo!


Bakumatsu Kourinden Oni


Lançamento:
02/02/1996

Empresa:
Pandora Box

Capacidade:
32 Mega

Gênero:
RPG

Tradução:
2%

Grupo:
YnT

Status:
Parada

IPS:
N/A

No Japão feudal, mais precisamente no final da era Edo, tiranos querem tomar posse de “reiketsu”, que dizem ser uma poderosa fonte de energia, para proteger essa fonte, surgiram os “Shinsengumi”, e um nicho especial desse clã foi encarregado de tomar conta de coisas que os humanos são incapazes, eles são conhecidos como “Shinsengumi da Sombra”. Você é Yamatomaru, após seu pai ser morto e você ser salvo por um Shinsengumi da Sombra, você herda a espada de seu pai e decide aventurar-se por vingança.

Bakumatsu Korinden parece ter uma história muito boa, seus gráficos são bem detalhados e as batalhas no estilo Dragon Quest, mas com uma visão em 3ª pessoa, o que torna a torna mais animada e dinâmica. O jogo passa-se no Japão feudal, então para quem curte ninjas e samurais, esse é o RPG certo, e se você estiver com o japonês afiado, melhor ainda!


Battle Robot Retsuden


Lançamento:
01/09/1995

Empresa:
Banpresto

Capacidade:
24 Mega

Gênero:
RPG/Estratégia

Tradução:
N/A

Grupo:
N/A

Status:
N/A

IPS:
N/A

Poisé, nem sempre eu consigo dar uma prévia da história de alguns jogos, e Battle Robot Retsuden é um deles. Mas o que posso dizer é que esse é mais um das dezenas de jogos de Gundam, e você controla nada menos do que RX-78 Gundam, o primeiro Gundam, e claro, seu piloto “new type” Amuro Ray, e só sei disso pois sou muito fã do anime.

O jogo parece muito bom, com gráficos caprichados e aquelas músicas típicas de animes de robôs. O estilo do jogo é RPG Tático, você moverá seus robôs por turno em um tabuleiro isométrico de visão 3/4, na hora do confronto, a visão alternará para 1ª pessoa, e tiros, torpedos e espadas comandam a ação, aliás, as animações e os detalhes dos robôs são muito bem trabalhados. Eu, assim como os milhões de aficcionados da série Gundam pelo mundo, com certeza gostaríamos de uma tradução desse jogo.


Bounty Sword


Lançamento:
08/09/1995

Empresa:
Pioneer LDC

Capacidade:
24 Mega

Gênero:
RPG/Estratégia

Tradução:
N/A

Grupo:
N/A

Status:
N/A

IPS:
N/A

Um jogo desenvolvido pela Pioneer? Hmmm… interessante! Bounty Sword é um RPG/Estratégia excêntrico, na realidade nunca vi algo parecido, pena esta em japonês, caso contrário, me aprofundaria mais.

Os gráficos são OK, música OK e jogabilidade não tão OK. Você possui pouco controle sobre seu personagem, tudo é orientado a menús, desde o ato de andar até batalhar, os confrontos ocorrem automaticamente e você só pode decidir sua ação ao iniciá-lo. Estranho? Então espere até chegar nas cidades, onde todas as suas ações são decididas por comandos do menú e a visualização é feita através de mapas. Bounty Sword, apesar dos seus simpáticos sprites, possui uma jogabilidade complexa e introvertida, um RPG para poucos e corajosos.


Brandish 2 – The Planet Buster


Lançamento:
11/08/1995

Empresa:
Nihon Falcom

Capacidade:
24 Mega

Gênero:
RPG/Ação

Tradução:
100%

Grupo:
Synchronicity

Status:
Completa

IPS:
Download

Três anos após os acontecimentos do primeiro jogo, você controla o jovem guerreiro Ares, que possui uma arma poderosíssima chamada Planet Buster, Um belo dia, após uma expedição no deserto você foi capturado por um bruxo chamado Karl, que queria sua poderosa espada, suspeitando que você ainda podia ser útil (tolinho), decidiu jogá-lo em seu calabouço. Sua missão é guiá-lo através desse calabouço para recuperar sua valiosa espada.

Brandish 2 é um “dungeon crawler”, que são jogos em que você explora calabouços ao longo de todo o enredo. Seus gráficos são razoáveis para a época em que foi lançado, e as músicas como todo jogo desse tipo tornam-se repetitivas. No jogo temos uma “visão de águia”, e movimentando seu personagem para algum lado, em vez do personagem virar, é a tela que vira, isso pode tornar-se um pouco frustrante para iniciantes, mas é uma marca da série, o modo de usar itens também é um pouco confuso no começo, mas nada que não dê para driblar com um pouco de treino. Eu já passei várias horas jogando o primeiro Brandish, recomendo ao menos um test-drive, você pode gostar, além do mais, ele foi recentemente e totalmente traduzido!


Burai: Hachigyoku no Yuushi Densetsu


Lançamento:
14/01/1993

Empresa:
Riverhill Software

Capacidade:
8 Mega

Gênero:
RPG

Tradução:
N/A

Grupo:
N/A

Status:
N/A

IPS:
N/A

Há muitos anos atrás, Daar, o deus da escuridão, tentou dominar o mundo de Kypros, até que foi derrotado por Risk, deus da luz, mas agora o demônio Birdo está tentando ressucitá-lo, e somente os oito heróis da profecia podem derrotá-lo. Você é Gonza, e junto com Mamai iniciarão uma aventura que vai mudar o destino de Kypros.

Bom, a história parece bacana e tal, mas o jogo, bom, considerando que ele é um relançamento de um jogo de MSX de 1989, tudo bem, mas considerando que passaram-se 4 anos, lançaram para uma plataforma de 16-bit e ainda parece um jogo de 8-bit, não tem desculpa! Tirando os gráficos defasados, a jogabilidade também é horripilante, as batalhas são no estilo Dragon Quest de NES, onde o fundo é todo preto e a ação é nula. Para curiosidade, Burai é uma série de mangás desenhados por Shingo Araki e Michi Himeno, os mesmos artistas de Saint Seiya (Cavaleiros do Zodíaco), e o jogo em questão é baseado nele ou vice-versa.


Bushi Seiryuuden: Futari no Yuusha


Lançamento:
17/01/1997

Empresa:
Game Freak

Capacidade:
24 Mega

Gênero:
RPG/Adventure/Ação

Tradução:
N/A

Grupo:
N/A

Status:
N/A

IPS:
N/A

No início de tudo, o Emperador da Luz criou dois deuses, o Deus do Oceano, para criar os mares e oceanos e o Deus da Montanha, para criar a terra e as montanhas. Não satisfeito, o Deus do Oceano ergueu uma torre para conectar a Terra aos Ceús, unindo os dois mundos, a Terra foi então invadida por demônios. Após ter sua casa incendiada e sua irmã raptada por demônios, você, na pele de Jin, junto com Wokuu, tentará resgatá-la na torre do Deus do Oceano.

Garanto que você nunca jogou um RPG como esse, Bushi Seiryuuden possui um sistema único e inovador, onde você explora o cenário como num RPG tradicional, logo que você entra em alguma casa, vira um Adventure, onde sua visão alterna para 1ª pessoa e você pode explorar os objetos, e quando entra numa batalha, vira um jogo de Ação com visão lateral, muito interessante. Os gráficos são muito bem detalhados e caprichados, com muitas cores e texturas, os sprites e suas animações também são muito bem feitos, tudo tem vida, parecendo até um anime, e as músicas são agradáveis e diversificadas. Nem preciso dizer que, apesar de bem desconhecido, simpatizei muito com jogo, ele une qualidade com criatividade, que é a melhor combinação, uma pena não estar traduzido.


Rapazeada, espero ainda estar vivo para a lista “C”, pois ando matando alguns dragões. 8O

Sir Kao

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